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Portugueses na Holanda

O principal meio de informação em português na Holanda. Notícias, informação e ponto de encontro da comunidade portuguesa.

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Um Ano de Corona - Saúde

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Há exactamente um ano, a 27 de Fevereiro, o então ministro da Saúde Bruno Bruins anunciou ao vivo numa conferência de imprensa o primeiro caso de coronavírus diagnosticado na Holanda. Seguiu-se um dos anos mais difíceis da história recente, onde muitas pessoas foram afectadas pelo vírus, porque ficaram gravemente doentes, porque faleceram, porque viram o seu tratamento adiado ou porque viram seus rendimentos afectados pelos necessários confinamentos e restrições (Um Ano de Corona - Economia).

Um ano de números. Um ano de pessoas.

Infectados

Um homem de Tilburg foi a primeira infecção oficial de coronavírus no país, desde então seguiram-se cerca de 1.080.000 outros. No entanto, este número ainda está longe de estar fechado.

Certamente, no início do surto, nem todos os portadores do vírus foram testados. Mas, devido à velocidade - com actualizações diárias e semanais - os números do RIVM frequentemente formavam a base da política covid. O olho experiente dos virologistas pode reconhecer a direcção que um vírus se move.

Os dados do banco de sangue Sanquin ajudam a perceber quantas pessoas realmente foram infectadas no último ano. O banco de sangue informa mensalmente quantos doadores têm anticorpos contra o vírus sars-cov-2. De acordo com o último relatório, desde meados de Fevereiro, 15 por cento dos doadores tiveram o vírus. Isso equivale a 2,6 milhões de pessoas que já foram infectadas por covid-19, 236% mais que o número de infecções comprovadas pela realização de testes PCR e antigénio.

Internados

A questão de quantas pessoas apresentaram sintomas graves pode ser melhor respondida examinando-se os internamentos hospitalares. Até ao momento, cerca de 41.000 pessoas foram internadas em enfermaria de hospital e cerca de 8.700 pessoas em Unidade de Cuidados Intencivos, de acordo com dados da Stichting Nationale Intensive Care Evaluatie (NICE).

Alguns pacientes covid-19 precisam de meses após a infecção e primeiro período da doença para se recuperarem totalmente. Não se sabe exactamente quantos deles existem; nem todos são tratados (e, portanto, registados). A federação de fisioterapeutas KNGF estima que pelo menos 28.000 ex-pacientes de covid-19 estão actualmente ainda a receber tratamentos de fisioterapia como cuidados posteriores, relatou um porta-voz à imprensa.

Por enquanto, são principalmente pacientes da primeira vaga. Como leva bastante tempo entre as queixas e o inicio da fisioterapia, doentes da segunda vaga ainda não são totalmente conhecidos, mas tudo indica que esse número irá subir consideravelmente devido à maior taxa de infecção e internamento que se registou.

Óbitos

É difícil dizer quantas pessoas morreram com covid-19. O RIVM relatou até agora mais de quinze mil mortes relacionadas com o vírus, mas este número está incompleto. Os GGDs nem sempre informam o instituto que alguém morreu devido à infecção do vírus, em parte porque isso não é obrigatório. Além disso, muitas pessoas também morreram com sintomas do vírus, embora não tenham sido testadas para ele.

O Centraal Bureau voor de Statistiek (CBS) apresenta um quadro mais completo ao observar as declarações de causa de morte feitas por médicos. Eles dizem que de Março a Outubro treze mil pessoas certamente ou provavelmente morreram de covid-19, cerca de 75 por cento a mais do que se sabe pelos registos do RIVM nesse mesmo período. Um número impressionante de vítimas eram maioritariamente idosos do sexo masculino e beneficiários de cuidados de longa duração para outros problemas de saúde.

Hospitais

Muitos outros pacientes também foram afectados pelo vírus, embora indirectamente. No ano passado, pelo menos 100.000 operações não urgentes, foram adiadas. Leitos, salas de operação e equipamentos foram necessários para tratamento de pacientes com covid-19. O número chega-nos de um estudo das Associações Holandesas de Anestesiologia e Cirurgia (Nederlandse Verenigingen voor Anesthesiologie en Heelkunde).

Há registo de portugueses infectados por covid-19 nos Países Baixos, mas nem todos estejam comprovados com teste positivo. No inicio do surto, muitos testes não foram realizados embora apresentassem os sintomas. Não são conhecidos casos de óbitos.