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Portugueses na Holanda

O principal meio de informação em português na Holanda. Notícias, informação e ponto de encontro da comunidade portuguesa.

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Sejam Felizes Com Quem Amam

Imagem de Julie Rose por Pixabay

 

Vinte anos depois do casamento homossexual se tornar legal na Holanda, 40.000 pessoas casaram com alguém do mesmo sexo, disse a agência nacional de estatísticas CBS na semana passada.

 

Os Países Baixos assinalaram os vinte anos de legalização do casamento homossexual no passado dia 1 de Abril. A Holanda foi o primeiro país do mundo a reconhecer e a permitir a união de pessoas do mesmo sexo. Mais tarde seguiram-se a Bélgica em 2003, a Espanha e Canadá em 2005, África do Sul em 2006, Noruega e Suécia em 2009 e só em 2010 Portugal embarcou na legalização.

A lei de casamento igualitário foi aprovada na Câmara dos Deputados e no Senado da Holanda no ano 2000, ganhando efectividade no dia 1 de Abril de 2001, depois de uma discussão política e popular que demorou cinco anos.

Em 2001, 42% dos casais já tinham formalizado a relação em união de facto registada, mas esse número diminuiu para apenas 3% nos últimos cinco anos, agora as uniões de facto oficiais já não são necessárias, disse a CBS. Os números também mostram que cerca de 400 casais homossexuais se divorciam todos os anos, sendo as mulheres são quase duas vezes mais prováveis de se separarem ​​que os homens. Pouco mais de um quarto das mulheres homossexuais divorciam-se ao fim de 10 anos, em comparação com 14% dos homens homossexuais e 16% dos casais heterossexuais.

Opinião Pública

Diversos argumentos são apresentados a favor de casamento homossexual:

  • Negar a casais do mesmo sexo o acesso ao matrimónio e a todos os seus benefícios legais conexos representa discriminação baseada na orientação sexual;
  • O bem-estar financeiro, psicológico e físico são reforçados pelo casamento e filhos de casais do mesmo sexo podem beneficiar de serem criados por dois pais ou duas mães dentro de uma união legalmente reconhecida e apoiada por instituições da sociedade;
  • Manter homens e mulheres homossexuais como inelegíveis para o casamento tanto os estigmatiza quanto impulsiona a discriminação pública contra eles, conforme afirmam documentos judiciais movidos por várias associações.

Outros argumentos baseiam-se em tratar o assunto como uma questão de direitos humanos universais, preocupações com a saúde física e mental, igualdade perante a lei e o objectivo de normalizar as relações LGTB.

Vários outros autores atribuem a oposição ao casamento do mesmo sexo à homofobia ou ao heterossexismo e comparam tal oposição às antigas proibições aos casamentos inter-raciais que vigoraram nos Estado Unidos até 1967 ou na África do Sul durante o Apartheid, até 1985 ou a questões religiosas em países mais conservadores.