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Quinze por Cento das Empresas na Restauração em Risco de Falência

Imagem de Michael Schüller por Pixabay

 

Economistas e produtores esperam que entre 10 a 15% dos negócios na restauração entrem em falência até ao próximo ano. O desconfinamento e o prolongamento de medidas de ajuda farão toda a diferença, dizem os economistas.

 

O Kleinbedrijf Index da organização empresarial ONL, o credor Qredits e o Hogeschool Utrecht mostraram na quarta-feira que 75% das empresas de restauração estão à beira da falência. Se todos eles realmente falirem, isso será uma grande tragédia para a economia holandesa, diz Stef Driessen, economista sectorial do ABN AMRO.

Mas as coisas não serão tão rápidas assim, pensam os economistas do Rabobank e do ABN AMRO. Os bancos concordam com a expectativa das cervejarias de que entre 10 a 15% dos bares e restaurantes fechem até ao ano que vem. "E isso ainda é muito", diz Driessen. Números da Centraal Bureau voor de Statistiek (CBS) mostram que no ano passado 12% mais empresas de restauração encerraram suas actividades, por todos os tipos de razões, do que em comparação a 2019. O número de falências no sector aumentou 39% em 2020.

Mas esse número de falências deve diminuir este ano. "A vantagem é que os bares e restaurantes em breve começarão a ter rendimento de novo com bastante rapidez. Portanto, a reabertura das esplanadas é um bom começo no momento, embora actualmente seja uma pequena gota no oceano”, diz Jos Klerx, que acompanha a indústria de restauração para o Rabobank.

Isenção de Impostos

Além disso, o governo estará a examinar se as dívidas fiscais dos empresários podem ser perdoadas ou adaptadas. Isso seria uma coisa boa, de acordo com os dois economistas, porque o adiamento do pagamento de impostos fez com que essas dívidas em particular, aumentassem. “As empresas na restauração também usaram 4 mil milhões de euros dos seus negócios para pagar contas e salários a funcionários durante um ano e isso agora acabou”, diz Driessen.

Segundo ele, os maiores prejudicados são os restaurantes com apenas serviço de jantar e os negócios sem espaço ao ar livre. O resto tem mais margem de manobra e já consegue recuperar um pouco com as aberturas de esplanadas. "Bares e restaurantes com actividade nos últimos três anos também estão na zona de risco de falência, por causa dos altos valores de arrendamento que pagam."

Embora agora o maior desafio seja a falta de pessoal, ele pensa que que "o mercado de trabalho na Holanda já está muito saturado devido à pandemia e todos que até agora ficaram sem os seus empregos, já encontraram um novo trabalho em áreas como a saúde ou nos GGDs. E essa falta de mão de obra será visível para o consumidor."

Para limitar ainda mais o número de falências, segundo Driessen, é necessária uma prorrogação das medidas de apoio “até pelo menos o fim da regra dos 1,5 metros” e o investimento empresarial deve ter melhor apoio. Ele propõe a reintrodução do chamado esquema Tante Agaath, que foi introduzido em 1996 para poder deduzir nos impostos parte desse dinheiro usado em investimentos. "Isso agora pode ajudar a garantir que as empresas possam reinvestir novamente no seu futuro", finaliza o economista.

 

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