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Portugueses na Holanda

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Ministro Holandês Convida a Hungria a Abandonar a União Europeia

 

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Na quinta-feira, o primeiro-ministro Mark Rutte, desafiou o seu homólogo húngaro, Viktor Orbán, a iniciar o procedimento oficial para deixar a União Europeia. O motivo é a nova lei anti-LGTBI na Hungria, que entre outras coisas, proíbe as escolas de fornecer informações sobre homossexualidade e transgenerismo.

 

Durante uma acalorada discussão sobre os direitos da comunidade LGBTI, Rutte perguntou a Orbán por que não usa o chamado Artigo 50 do tratado da UE se não quer atender aos padrões e valores da União.

Invocando esse artigo, o Reino Unido iniciou o procedimento Brexit em Março de 2017, com o qual saiu da UE. O Artigo 50 existe por uma razão, disse Rutte em Bruxelas.

Vários líderes de outros países apoiaram Rutte. O primeiro-ministro belga, Alexander De Croo, chamou a lei de "retardada" e, de acordo com fontes presentes na sala, disse a Orbán: "Ser gay não é uma escolha, ser homofóbico é."

Mas Orbán não está sozinho. Polónia e Eslovénia apoiam o governante húngaro e a polémica lei, segundo fontes da UE.

Hungria Chama as Declarações de Rutte de Chantagem

Na manhã de quinta-feira, Rutte falou palavras duras sobre a Hungria. "Eles não têm que estar na UE para mim", disse ele ao chegar à reunião de líderes da UE. Outros líderes da UE também condenaram a nova lei anti-gay no país antes do encontro.

A declaração do primeiro-ministro Rutte "nada mais é do que um novo episódio na série de chantagem", postou depois a ministra da Justiça húngara, Judit Varga. "A Hungria não quer deixar a UE. Pelo contrário, queremos salvá-la dos hipócritas."

Antes de os líderes se reunirem em Bruxelas, dezassete deles já anunciaram sua posição. Eles enviaram um comunicado em que se manifestaram a favor dos direitos LGBTI e prometeram lutar contra a discriminação, sem mencionar explicitamente a Hungria.

Portugal foi o único país que se absteve, alegando neutralidade por presidir ao Conselho da União Europeia.

 

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