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Portugueses na Holanda

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Grandes Cortes nos Transportes Públicos na Região Rotterdam - Den Haag

Imagem de Jeroen (CC BY-SA 3.0)

 

Linhas de autocarro canceladas, menos frequência de eléctrico (tram) e metro, nenhum supervisor no tram. Isto é o que os passageiros dos transportes públicos regionais podem esperar a partir de Setembro, se o governo não disponibilizar mais dinheiro. Os 23 municípios da Área Metropolitana de Rotterdam Den Haag (MRDH) tomaram essa decisão na manhã de quarta-feira.
 
 

"Que fique bem claro que decidimos isso com grande dor", disse a vereadora para a mobilidade em Rotterdam Judith Bokhove. Ela foi a última pessoa a aceitar os planos de cortes. "Acho que a RET e Rotterdam serão mais atingidos do que os outros municípios."

Os planos de cortes afectam mais Rotterdam e as suas linhas de bus. A frequência de circulação de tram e metro também será afectada. A supervisão e controle também vai ver diminuição de agentes. O supervisor deixará de existir em todos os tram e será substituído por equipas de controle (BOA) que percorrerão partes das rotas. Além disso, o controle no metro será feito apenas as estações subterrâneas de Rotterdam e Schiedam.

Região Afectada

Também há cortes no transporte de autocarro na região de Rotterdam. O cancelamento do bus da estação metro de Poortugaal para a instituição de saúde mental Delta aos fins de semana, parece ser já o primeiro passo. Os residentes locais temem o aumento de pacientes errantes na zona.

Os municípios esperam preencher lacunas com soluções feitas sob medida. Por exemplo, Capelle aan den Ijssel irá compensar o desaparecimento da linha 37 com um autocarro local. Schiedam está disposta a colocar mais dinheiro na mesa para lidar com a perda de transporte público em Schiedam-Noord durante o fim de semana, onde vivem 30.000 pessoas.

Mais Cortes

O diretor da RET, Maurice Unck, reconhece a dor mencionada pela vereadora Bokhove. "Eu quero que continue assim. Não vamos destruir o que precisamos novamente mais tarde."

A empresa de Rotterdam também precisa fazer cortes dentro da própria empresa. Unck diz que vai discutir com os sindicatos e a comissão de trabalhadores como economizar em termos de emprego sem afectar financeiramente os funcionários.

Estou curioso com essas propostas. Ainda não as vimos”, afirma o presidente da comissão, Henk van der Maden, que considera inaceitável cortes nas condições de contratação. 
 
Cenários Possíveis
 
A MRDH corre o risco de ficar sem dinheiro se Den Haag, que reembolsa 94 por cento dos custos até 1 de Outubro, não prorrogar o subsídio. Num cenário favorável, o Governo necessita injectar mais 400 milhões de euros nos transportes. O cenário mais negro, acaba numa dívida das empresas em 1,2 mil milhões de euros.

O governo pediu às partes que pensassem em cortes. De todas essas discussões, a região metropolitana, chegou a estas propostas.

Os planos são revistos ​​a cada três meses e ajustados se necessário. Quando mais pessoas viajarem de transporte público novamente, menos cortes serão necessários.