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Portugueses na Holanda

O principal meio de informação em português na Holanda. Notícias, informação e ponto de encontro da comunidade portuguesa.

Portugueses na Holanda

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Censos Portugal 2021

Imagem de JFM

 

Iniciou-se a 5 de Abril a primeira fase dos Censos 2021 com a distribuição das cartas com a informação necessária para a resposta à maior operação estatística do país, que abrange todas as habitações e todos os cidadãos nacionais e estrangeiros residentes em Portugal.

 

A partir de 19 de Abril tem início a fase de resposta aos Censos pela internet, preferencialmente até dia 3 de maio. Para os cidadãos que não possam responder pela internet, o INE disponibiliza outros modos de resposta, nomeadamente preenchimento por telefone, aos balcões das Juntas de Freguesia e pelo auto-preenchimento do questionário em papel.

Seguir-se-á a fase de conclusão dos Censos, a partir de 31 de maio, em que a resposta resultará do contacto presencial dos recenseadores e apenas junto dos alojamentos que ainda não tenham respondido por outro modo.

O que é que isso nos interessa?

Nada, uma vez que não estamos no país. Mas é sempre interessante conhecer os números de Portugal, já que são estes que definem os planos, investimentos e apoios sociais nos próximos dez anos e guardam um pedaço do que somos. Nós que estamos fora do nosso país, não estamos sujeitos a este censo demográfico, a não ser que se encontrem em Portugal nesta altura. O Censo Demográfico deve ser apenas respondido por residentes, temporários ou definitivos, independente da nacionalidade ou tempo de permanência no território.

Imagem Portugueses na Holanda

A História do Censo

O Recenseamento Geral da População de Portugal realiza-se, com algumas excepções, a cada dez anos. Estas contagens periódicas começaram em 1864, no reinado de D. Luís, realizando-se nos anos acabados em 1 desde 1981.

Os resultados deste recenseamento são usados para, por exemplo, o desenvolvimento de políticas públicas, ordenamento do território, a transferência de fundos do Orçamento de Estado para as autarquias locais e a atribuição proporcional de deputados à Assembleia da República a cada círculo eleitoral.

A entidade responsável pelos Censos é, desde a sua criação em 1935, o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em Portugal, as primeiras contagens populacionais recuam ao tempo de D. Afonso III (1260–1279) e D. João I (1421–1422), restringindo-se ao apuramento dos homens aptos para a guerra, com o Rol de Besteiros. A primeira contagem populacional de âmbito geral seria feita apenas em 1527, no reinado de D. João III, com base predominantemente nas parcelas habitacionais, do que resultou uma contagem de 1 262 376 portugueses. Outras recolhas se seguiram, de âmbito geral ou restrito, como a «Contagem de Homens Válidos» ou «Resenha de Gente de Guerra» de 1636–1639, sob Filipe III de Espanha, o «Censo do Marquês de Abrantes» de 1732–1736 (sob D. João V) ou o «Censo de Pina Manique» de 1776–1798 (sob D. Maria I).

As primeiras contagens da população que se aproximam do conceito moderno de recenseamento só apareceram no século XIX. O primeiro destes, o Censo de 180, foi feito com base em números fornecidos pelas autoridades eclesiásticas das paróquias, opção da Coroa explicável pelo facto de que, em contraste com a debilidade da presença do Estado, a Igreja mantinha registos detalhados do percurso dos indivíduos (baptismos, casamentos, óbitos). Nestas condições, os dados enviados reflectiam a organização eclesiástica da altura (dioceses e paróquias), tendo a Coroa solicitado a reordenação dos dados segundo as zonas administrativas de então (províncias, comarcas e concelhos).

Apesar do reforço dos poderes e da presença do Estado a seguir às Reformas Liberais, que dividiram o país em províncias, distritos, concelhos e freguesias, a máquina administrativa continuou débil ao nível local, pelo que no censo de 1849 foi ainda necessário recorrer às paróquias como fonte primária de informação.

O primeiro Recenseamento Geral da população portuguesa, regendo-se pelas orientações internacionais da época, do Congresso Internacional de Estatística de Bruxelas de 1853, realizar-se-ia apenas em 1864, marcando o início dos recenseamentos da época moderna. Embora as orientações seguidas indicassem já que os recenseamentos deveriam ser realizados a cada 10 anos, o censo seguinte apenas se realizou em 1878, seguindo-se-lhe o de 1890. A partir de então os recenseamentos da população têm vindo a realizar-se, com algumas excepções, ditadas por diferentes circunstâncias, em intervalos regulares de 10 anos. 

O gráfico faz notar duas das três vagas de emigração de portugueses. Podemos ver a primeira entre 1801 e 1811, coincidindo com as invasões francesas de Napoleão, dando inicio à primeira vaga de portugueses a sair do país para a América do Sul, sobretudo para o Brasil. A segunda vaga de emigração portuguesa é visível nos anos 60 do século XX, principalmente para França. O resultado da terceira vaga, principalmente de mão de obra qualificada e jovem para a Europa, será agora conhecida, depois de concluído o Censo de 2021.