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Portugueses na Holanda

O principal meio de informação em português na Holanda. Notícias, informação e ponto de encontro da comunidade portuguesa.

Portugueses na Holanda

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Impraticável o Encerramento de Esplanadas às 18h

Imagem de Pexels por Pixabay

 

A lotação máxima de cinquenta clientes na esplanada e um horário de encerramento às 18h, como o governo anunciou na noite de terça-feira, vai causar mais incómodo nas ruas do que soluções nos parques, de acordo com empresários da restauração.

 

Eu aceito, mas não entendo”, diz Barry van den Berg, dono do bar e restaurante, Café Del Mondo em Nieuwmarkt. “Toda vez que o governo toma medidas com reaberturas, as alternativas são ignoradas. Não há entendimento com os empreendedores”.

 

Van den Berg, que abriu a sua esplanada por algumas horas em protesto no início de Março, acha o plano do governo mal planeado. “Com esse horário de funcionamento você exclui todo um grupo de clientes que estão a trabalhar durante o dia. As pessoas que podem, temos que os empurrar para fora às seis horas. Abrimos para as pessoas que continuam a usar os parques.”

Mesmo assim, ele vai colocar mesas e cadeiras no dia 28 de Abril. “Não ficarei para trás, mas se me encontrar sob pressão, vou fechar novamente. A fiscalização é novamente atribuída à restauração. O governo joga tudo nas costas dos outros e se der errado, somos nós os responsáveis. Em breve, até teremos de ficar de olho para ver quem fez o teste corona.”

Impraticável

Isto é impraticável”, diz Eveline Doornhegge, da Horeca Nederland Amsterdam. “Você tem que mandar os clientes embora no horário mais movimentado do dia. Em seguida, eles continuam nos parques e praças. No fim, os restaurantes podem continuar com o take away depois das seis horas, caso contrário, as pessoas vão buscar as refeições ao supermercado.

O cumprimento das regras não é fácil”, diz Doornhege. “Especialmente se você fazer desta forma." Nem todos na indústria da restauração estão cépticos. “Não consigo pensar da mesma forma”, diz o vice-presidente Hans Schoones, do sindicato da polícia da ANPV. “Eu entendo que as esplanadas não podem ficar abertas até à meia noite, mas de onde vem essas 18h? Não pode ser fundamentado.”

Segundo Schoones, as medidas nas esplanadas são inaplicáveis. “Não é apenas o horário de funcionamento. Um máximo de cinquenta pessoas são permitidas numa esplanada, todas a 1,5 metros, um máximo de duas pessoas em uma mesa. Se uma obrigação de teste negativo for acrescentada em Maio, por 7,50 euros extras e 40 horas de antecedência, então não sei de forma isso pode ser aplicado. É tão imprevisível o que se decide que penso: quem está a beber nos ministérios?"

Problemas

Ele teme que os problemas acabem nas mãos da polícia. “Os empresários da restauração não estão equipados para isso, os BOA's (policia e vigilantes municipais) são limitados. Em última análise, são os meus colegas da policia que têm de pagar por isso, sem falar nos problemas que podem surgir no espaço público após o encerramento."

Os supervisores dos BOA também temem isso. “Não há problema em abrir as esplanadas”, de acordo com a associação holandesa BOA, “mas até as 18h não é aconselhável. Abrir esplanadas até às 20h30, por exemplo, contribui para diluição do número de pessoas e evita o grande fluxo para os supermercados."

 

É bom que a indústria da restauração tenha permissão para fazer algo de novo”, admite o director da FNV, Edwin Vlek, “mas estamos decepcionados com as limitações, em consequência das quais a flexibilização dá uma contribuição mínima para a recuperação do sector”. Segundo ele, não há abertura real apenas com as esplanadas. “Veja os hotéis, por exemplo. Os hóspedes ainda precisam conseguir comida em outro lugar."

A burgomestre de Amsterdam Femke Halsema, por meio de um porta-voz, está satisfeita com a flexibilização passo a passo que está a ser implementada e que o sector da restauração está a receber uma reabertura. "Esperamos que os horários de encerramento das esplanadas sejam alargados o mais rapidamente possível."

Halsema, que expressou preocupações em Fevereiro e no início deste mês sobre a decisão do governo, que naquela época era de manter as esplanadas fechadas, pede que os habitantes da cidade cumpram as regras. O município continuará a controlar os locais movimentados e aplicará restrições, se necessário.

 

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Presidente da Republica Pede Que Portugueses no Estrangeiro Votem nas Eleições Nacionais

Imagem Governo de Portugal

 

O chefe de estado frisou que os portugueses residentes no estrangeiro tem agora à disposição mais direitos políticos de participação na vida nacional.

 

Durante a visita de estado à comunidade portuguesa de Andorra, Marcelo Rebelo de Sousa pediu que os portugueses no estrangeiro votassem nas eleições nacionais, onde também frisou que politicamente não será candidato a mais nada.

O presidente, empossado a 9 de Março para um segundo e último mandato, falou no primeiro ponto do seu programa oficial de dois dias em Andorra, antes de participar na XXVII Cimeira Ibero-Americana juntamente com o primeiro-ministro António Costa e com o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

Devido à pandemia de covid-19, as viagens de estado tem sido adiadas, mas na opinião de Marcelo Rebelo de Sousa, isto não poderia acontecer com Andorra. Tanto ele como o primeiro ministro tinham de marcar presença. “Tínhamos de estar com a nossa gente”, afirmou durante o seu discurso, onde falou muitos elogios ao papel que tem sido desempenhado pela comunidade portuguesa em Andorra.

Tal como antes já tinha dito António Costa nesta mesma sessão, o chefe de Estado salientou que os portugueses residentes fora do seu país têm agora mais direitos políticos de participação na vida nacional.

Estamos a trabalhar no domínio consular, agora pela via digital. E estamos a estreitar as relações em termos de participação eleitoral. Agora que sou insuspeito, porque já não sou candidato a nada, a mais nenhuma eleição, estou muito à-vontade para vos apelar a que votem mesmo”, salientou o presidente. “Foi uma longa luta pelo direito de voto”, finalizou Marcelo Rebelo de Sousa.

 

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Ajax Condena Criação da Super League

Imagem de Twitter - Ajax

 

O Ajax, clube de futebol de Amsterdam, divulgou um comunicado a dizer que está "surpreso e decepcionado" com a decisão de 12 clubes europeus de formar uma Superliga independente. O Ajax foi citado como um possível parceiro no projecto, que até agora envolve seis clubes ingleses, três espanhóis e três italianos.

 

"Pensamos ter encontrado a solução com o chamado modelo suíço, com mais jogos internacionais para mais clubes", disse o presidente do Ajax, Edwin van der Sar, que esteve intimamente envolvido nessas negociações. "Estamos muito decepcionados com a reviravolta súbita e tardia que outros dirigentes de alguns dos principais clubes internacionais deram neste fim de semana, com o resultado de um período muito incerto ameaçar o horizonte do futebol europeu."

A UEFA, federações de futebol, incluindo a KNVB, organizações de adeptos e até primeiros-ministros criticaram os planos para a criação da Super League. O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, deixou clara sua critica pela proposta, descrevendo-a como uma  "vergonhosa e egoísta de clubes motivados pela ganância". Uma opção em cima da mesa é proibir os jogadores de participarem em competições internacionais, uma decisão que tiraria o capitão Virgil van Dijk, Frenkie de Jong e Mathijs de Ligt da seleção de futebol holandesa.

No entanto, Ceferin admitiu que é improvável que isso aconteça antes do início do campeonato europeu de 2020, que devido à pandemia de covid-19, vai ser realizado em Junho deste ano.

O ex-presidente do Ajax e da Federação Holandesa de Futebol (KNVB), Michael van Praag, descreveu a mudança como uma "punhalada nas costas", já que o anúncio foi feito para coincidir com a publicação dos planos da própria UEFA. Ele criticou particularmente o presidente da Juventus, Andrea Agnelli, a quem descreveu como um "mentiroso comum" por dizer a Ceferin na sexta-feira que apoiava as próprias reformas da UEFA.

O advogado e especialista em direito de concorrência desportiva Ruben Elkerbout disse à RTL que está céptico sobre os planos para a criação da Super League. "É polémico e tem muitas semelhanças com a formação de cartéis, por se tratar de uma competição fechada", disse. Sendo uma participação por convite, "eles têm uma grande quantia de dinheiro e querem dividi-lo entre eles. Não tem muito a ver com desporto".

 

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Primeiro Passo na Reabertura da Holanda

Imagem de Arno Mikkor sob licença (CC BY 2.0)

 

Na semana que os Países Baixos atingem o mais elevado número de novas infecções por covid-19 desde o inicio de Janeiro (53.981), o primeiro-ministro Mark Rutte e o ministro da saúde Hugo de Jonge, anunciaram seis reaberturas no confinamento durante a conferência de imprensa desta noite. Este é o primeiro passo para o desconfinamento a partir de 28 de Abril.

 

  • As esplanadas abrem sob certas condições. Podem funcionar das 12h00 às 18h00 e podem ser admitidas no máximo cinquenta pessoas por esplanada. A reserva prévia e a recolha do contacto do cliente será aplicável. A reserva, pode ser feita no local havendo possibilidade. Para os clientes haverá igualmente regras. Nas esplanadas os clientes devem manter uma distância de 1,5 metros. Um máximo de duas pessoas por mesa, a menos que pertençam ao mesmo agregado familiar;
  • Lojas não essenciais e mercados semanais também podem reabrir. Não será mais necessária a marcação prévia para fazer compras. O número máximo de clientes por loja é determinado pela superfície da mesma, tendo em conta a regra dos 1,5 metros. Lojas de pequena área até 2 pessoas, lojas com grande superfície, 1 cliente por 25 metros quadrados. O uso de máscara nestes espaços será obrigatória;
  • O recolher obrigatório termina às 4h30 de 28 de Abril;
  • Funerais passam a ter uma lotação máxima de 100 pessoas;
  • Os exames teóricos para carta de condução, licença de navegação ou licença de voo podem ser realizados;
  • Visitas domiciliares passam a ser aconselhadas para duas visitas, por dia. Rutte sublinha que "é importante que o cumpramos, porque é em casa que ocorre a maioria das infecções";
  • A partir de 26 de Abril, a educação presencial volta a ser possível no ensino profissional superior e nas universidades. "Finalmente, contacto directo de professores e alunos novamente". Auto-testes ao covid-19 estarão disponíveis para alunos e funcionários a partir de maio.

Segundo Passo

A segunda etapa do plano de reabertura está planeada para 11 de Maio. Só aí será possível mais reabertura em espaços como zoológicos e parques de diversão. Dependendo dos números, poderá também incluída a reabertura de espaços fechados, como ginásios. 

A 3 de Maio, saberemos se esse segundo passo pode ser dado em nova conferência de imprensa. Também aí deverá ser conhecida mais informação sobre viagens para o estrangeiro.

Ajuda a Jovens Demora a Chegar. Grupo de Instituições Querem Mudar Isso

Imagem de Ryan McGuire por Pixabay

 

Muitas crianças e famílias que enfrentam problemas complexos, recebem a ajuda tarde demais ou não recebem alguma. Esta é a conclusão da Inspectie Gezondheidszorg en Jeugd - IGJ (Inspecção de Saúde e Cuidados Juvenis), de Kinderombudsman (Provedor de Justiça para Crianças), de Nationale ombudsman (Provedor de Justiça Nacional), de Nederlandse Zorgautoriteit (Autoridade de Saúde Holandesa) e da Raad voor Volksgezondheid (Conselho de Saúde Pública), nesta terça-feira. As organizações dizem que vão unir forças e investigar onde está o problema exactamente.

 

Segundo as partes, crianças e suas famílias ainda encontram, com demasiada frequência, situações de crise, apesar dos esforços dos profissionais e das melhorias que têm sido feitas neste sector de cuidados nos últimos anos. É por isso que se quer verificar, por meio de discussões com profissionais de saúde e municípios, entre outros, as razões do porquê de isto acontecer com frequência e aconselhar o governo sobre o assunto.

No campo profissional, são atendidas demasiadas crianças e jovens que recebem cuidados insuficientes por motivos financeiros ou por demoradas listas de espera. Além disso, os jovens que recebem algum tipo de cuidado juvenil enfrentam problemas frequentes quando completam os dezoito anos de idade. Mais, os cuidados muitas vezes concentram-se numa única pessoa da família, sem envolver os restantes membros.

Problemas aos quais nos referimos como complexos, porque não temos como enfrenta-los e evita-los de maneira adequada. E assim naturalmente se tornam complexos”, afirmaram as partes.

Saúde Deve Ser Mais Acessível

O novo governo já pode implementar melhorias nestes pontos, afirmam as partes. Eles argumentam que os cuidados de saúde devem ser mais acessíveis e que razões financeiras não devem mais ser uma razão para a falta de cuidados de saúde adequados.

Eles também recomendam que o limite dos dezoito anos, a idade em que os cuidados aos jovens em princípio termina, deve ser revisto. Os envolvidos dizem que deve ser examinado caso a caso se e como os cuidados aos jovens podem ser continuados depois de atingir a idade adulta. Uma abordagem integral do cuidado, em que não só a pessoa em causa, mas toda a família seja incluída no processo, também deve tornar-se a norma.

O IGJ concluiu no início deste mês de Abril que também havia problemas na psiquiatria juvenil. Devido ao vírus corona, o atendimento a jovens com graves problemas psicológicos parou. A crise covid-19 também criou mais problemas a muitas famílias.

 

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Corpo Encontrado em Avião na Chegada a Schiphol

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Na chegada ao aeroporto de Schiphol, foram encontrados restos mortais no trem de aterragem de uma aeronave proveniente da cidade nigeriana de Lagos. Assim anunciou a Koninklijke Marechaussee na segunda-feira.

 

A Politie & Beveiliging Schiphol iniciou uma investigação juntamente com o departamento de investigação forense do marechaussee. Desta forma, deverá ser apurada a causa de morte e em que circunstâncias aconteceu. O corpo foi encontrado numa aparelho da KLM, confirmou um porta-voz.

Já em Fevereiro passado, um jovem de dezasseis anos foi encontrado no trem de aterragem de um avião no aeroporto Maastricht Aachen proveniente de Londres. O jovem teve que ser assistido no hospital com sintomas de hipotermia.

Como este voo de Londres é mais curto, o avião voa a uma altura mais baixa, numa zona da atmosfera onde a temperatura se situa nos 30 graus abaixo de zero. Em voos mais longos, como os provenientes de Lagos, voa-se a altitudes mais elevadas, onde a temperatura cai rapidamente para os 50 graus negativos. Para além disso, há menos oxigénio disponível a estas altitudes.

Metas Climáticas de Amsterdam Aquém do Esperado

Imagem de Chris LeBoutillier por Pixabay

 

Amsterdam corre o risco de não atingir os seus objectivos climáticos para 2025 e 2030. Enquanto a cidade muda para atingir as suas ambições climáticas, como novos moinhos de vento e bairros sem gás natural, medidas complementares vão ser necessárias, disse o vereador Marieke van Doorninck (Sustentabilidade) à assembleia municipal.

 

As ambições climáticas para 2025 e 2030 ainda estão a quilómetros de distância, de acordo com o relatório climático anual enviado ao conselho municipal pelo vereador Van Doorninck. Em 2030, o conselho municipal quer atingir 55% menos CO2 que em 1990, mas de acordo com cálculos da consultoria CE Delft, é mais provável que Amsterdam alcance uma redução de apenas 37%. No ano passado, a cidade ainda estava a caminhar para apenas 48% menos gases de efeito estufa até 2030.

A expectativa para 2025 é ainda mais dolorosa. Para esse ano, o conselho municipal estabeleceu uma nova meta intermediária de 5% menos CO2 que em 1990. Mas de acordo coma a CE Delft, a cidade deverá atingir 3% mais CO2 em 2025 do que em 1990, 8 por cento a mais que a meta estabelecida.

A decepção é ainda maior porque medidas significativas foram tomadas no ano passado: a central eléctrica a carvão na Hemweg foi desactivada e os telhados de Amsterdam têm agora meio milhão de painéis solares, um crescimento de 70% em 2020. No ano passado, as emissões de gases de efeito estufa de Amsterdam foram 15 por cento mais baixos do que em 2017. Mas a principal causa desta diminuição de tantos gases de efeito estufa é um caso isolado: a economia e o tráfego foram parcialmente paralisados devido ao vírus corona.

Estagnada Progressão

O facto de as previsões serem muito mais sombrias deve-se principalmente a desenvolvimentos que Amsterdam não pode intervir. CE Delft exemplifica com a electricidade que chega às tomadas em toda a Holanda e de como ela é gerada. De acordo com as expectativas ajustadas da Agência de Avaliação Ambiental da Holanda (PBL), haverá menos electricidade verde em 2030 do que o esperado no ano passado.

A política de Amsterdam tem um papel importante. Por exemplo, o número de centrais de dados parece estar a crescer mais rapidamente antes de 2030, enquanto o pico na construção desses grandes clientes de electricidade era esperado apenas mais tarde. Além disso, o número esperado de residências que serão adaptadas para se livrarem do gás natural até 2030 foi revisto de 186.000 para 113.000. A razão é que nos bairros holandeses onde isto está a ser testado primeiro, como o Van der Pekbuurt, quase nenhum progresso foi feito. A CE Delft também leva em consideração que a pesquisa PBL do ano passado mostrou que os custos para os proprietários são maiores do que o esperado.

O conselho municipal chegou à conclusão de que é necessária uma política climática adicional para atingir a meta de 2025. O vereador Van Doorninck propõe uma longa lista de opções para isso, da qual uma escolha será feita ainda este ano. Trata-se por exemplo, de empresas que removem gás natural, o uso de energia geotérmica, o isolamento de casas e o armazenamento extra de CO2 no Porto de Amsterdam. É imediatamente aparente que essas são soluções que não podem ser realizadas com rapidez ou facilidade.

Negociações Intensas

No entanto, Van Doorninck adere às metas climáticas para 2025 e 2030. A oposição no conselho da cidade criticou anteriormente por Amsterdam estar a estabelecer um padrão mais alto do que o governo nacional, onde a meta é 49% menos gases do efeito estufa até 2030. Van Doorninck: “A Europa agora também assume 55 por cento. Isso não é apenas algo de Amsterdam.” É por isso que o conselho municipal pede ao novo governo mais instrumentos e ferramentas para remover o gás natural dos bairros e tornar o tráfego mais sustentável.

O anúncio de medidas adicionais são como um balde de água fria, agora que já há discussões acaloradas nos bairros que estão a fechar a torneira do gás, a implementar a biomassa e que se iniciou a construção de moinhos de vento na periferia da cidade. O vereador não tem medo de apoiar a política climática? "Essas são discussões acaloradas, mas essa discussão também é necessária para nos tornarmos a cidade neutra para o clima que queremos ser."

É por isso o desejo de discutir as medidas extras para atingir a meta de 2025 com a sociedade da capital. “Como fazemos isso juntos? É precisamente quando a discussão cresce que há espaço para novas e melhores ideias.”

 

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Por Mar, Ar e Terra. Quarentena Obrigatória Para Viajantes Provenientes da Holanda

Imagem de Dantadd sob licença (CC BY-SA 2.5)

 

No dia que Portugal inicia a terceira fase de desconfinamento, são também conhecidas novas restrições nas fronteiras a quem chega da Holanda. A quarentena é obrigatória, independentemente do meio de transporte usado.

 

O Despacho n.º 3894-A/2021 aprova a lista dos países a que se aplicam as regras em matéria de tráfego aéreo, aeroportos e fronteiras terrestres, válido até às 23.59 horas do dia 30 de Abril de 2021 podendo ser revisto em qualquer altura, em função da evolução da situação epidemiológica.

Fronteira Terrestre

Foi reposto o controlo de pessoas na fronteira com Espanha. Está também suspensa a circulação ferroviária transfronteiriça, excepto para o transporte de mercadorias, estabelecendo-se, no entanto, alguns pontos de passagem autorizados na fronteira terrestre:


- Passagem permanente (24 horas por dia): Valença, Vila Verde da Raia, Quintanilha, Vilar Formoso, Caia, Vila Verde de Ficalho e Castro Marim;
- Passagem permitida nos dias úteis, 6h-20h: Marvão; 
- Passagem permitida nos dias úteis, 6h-9h / 17h-20h: Monção, Melgaço, Ponte da Barca-Fronteira da Madalena, Montalegre, Vinhais;
- Passagem permitida nos dias úteis, 7h-9h / 17h-19h: Miranda do Douro, Monfortinho, Mourão, Barrancos
- Caminho rural de Rio de Onor:  4ª feira e sábado, entre as 10h e as 12h.

Os cidadãos nacionais ou com residência legal em território nacional provenientes dos Países Baixos, que entrem em Portugal por via terrestre deverão cumprir um período de quarentena de 14 dias no domicílio ou em local indicado pelas autoridades de saúde. 

Quem estiver obrigado a cumprir o isolamento profilático de 14 dias em Portugal deverá efectuar o registo no SEF - Serviço de Estrangeiros e Fronteiras antes de entrar no país em travel.sef.

Viagens Aéreas

O tráfego aéreo dos Países Baixos para Portugal é permitido apenas para viagens essenciais e todos os passageiros maiores de dois anos devem apresentar um teste PCR negativo realizado nas 72 horas anteriores à hora de embarque. Estando os Países Baixos com uma taxa de incidência superior a 500 por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias, os passageiros deverão cumprir um período de quarentena de 14 dias no domicílio ou em local indicado pelas autoridades de saúde. 

Quem estiver obrigado a cumprir o isolamento profilático de 14 dias em Portugal deverá efectuar o registo no SEF - Serviço de Estrangeiros e Fronteiras antes de entrar no país em travel.sef.

Os passageiros de voos para o arquipélago da Madeira deverão deverão cumprir uma das seguintes opções:

1. Apresentar teste negativo à covid-19 realizado nas 72 horas antes do embarque;
2. Apresentar documento médico que certifique que o portador está recuperado da doença COVID-19 aquando do desembarque, emitida nos últimos 90 dias;
3. Apresentar certificado de vacinação contra a covid-19, respeitando o período de activação do sistema imunitário previsto no Resumo das Características do Medicamento (RCM);
4. Realizar teste à chegada e aguardar resultado em isolamento;
5. Realizar isolamento voluntário, pelo período de 14 dias, no seu domicílio ou num estabelecimento hoteleiro.
Mais informações em visitmadeira.

Os passageiros de voos para o arquipélago dos Açores deverão apresentar obrigatoriamente comprovativo de realização de teste à covid-19 até 72 horas antes da partida do voo na origem. Prolongando-se a estadia por 7 ou mais dias, ao 6.º dia e ao 12º dia a contar da data de realização do primeiro teste de despiste ao SARS-CoV-2, o passageiro deve contactar a autoridade de saúde do concelho em que se encontra alojado, tendo em vista a realização de novo teste.

Viagens Essenciais

Consideram-se viagens essenciais as que se destinam a permitir o trânsito, a entrada ou a saída de Portugal por motivos profissionais, de estudo, de reunião familiar, por razões de saúde ou por razões humanitárias.

O isolamento profilático não se aplica aos passageiros que se desloquem em viagens essenciais e cujo período de permanência em território nacional, atestado por bilhete de regresso, não exceda as 48 horas.

Nas viagens essenciais, os cidadãos nacionais e estrangeiros com residência legal em Portugal e ainda o pessoal diplomático acreditado em Portugal que, a título excepcional, não apresentem o teste, terão de o fazer à chegada, no aeroporto, e a expensas próprias. Aos passageiros estrangeiros que embarcarem sem o teste realizado, será recusada a entrada em território nacional, sendo a companhia aérea alvo de uma contra-ordenação.

Nos aeroportos portugueses internacionais (Lisboa, Porto, Faro, Ponta Delgada e Funchal) foram implementadas medidas para manter a segurança de todos, funcionários e passageiros. Foi implementado um sistema de medição de temperatura corporal à chegada. Os passageiros deverão preencher um formulário das Autoridades de Saúde - Passenger Locator Card - que será distribuído pela companhia aérea ou que poderá ser preenchido online antes do voo em portugal clean and safe. Esta informação deverá ser usada para contactar os passageiros, no caso de se verificar algum caso de covid-19 a bordo.

 

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Gigante da Carne Brasileira Assume a Vegetariana Vivera da Holanda

Imagem de Guillermo Muro por Pixabay

 

A Vivera, fabricante vegetariano de shoarma, hambúrgueres, salsichas e carne picada, foi adquirida pela JBS. Esta empresa brasileira é a maior processadora de carnes do mundo.

A JBS pagou 341 milhões de euros pela Vivera, que fabrica substitutos de carne desde 1990 e tem cerca de 400 funcionários. A sede da Vivera e três fábricas estão todas localizadas na Holanda. Os produtos da empresa estão nas prateleiras dos supermercados de 25 países europeus.

A JBS é uma empresa gigantesca com 245.000 funcionários em todo o mundo, dos quais 145.000 no Brasil. A empresa até agora tem-se concentrado principalmente em carnes de bovinos, suínos, frangos e cordeiros. A empresa diz que vai comprar a Vivera porque espera um forte crescimento nas vendas com substitutos de carne em todo o mundo. A Vivera é a terceira maior fabricante de substitutos de carne da Europa. A empresa continuará como uma empresa independente da JBS e mantém a gestão existente.

Enorme e Forte Parceiro

"É óptimo termos um parceiro muito forte que nos ajudará a acelerar a venda de alimentos à base de plantas", disse o director da Vivera, Willem van Weede. “Um grupo cada vez maior de pessoas está preocupado com uma alimentação sustentável e responsável. Alimentos vegetais não são mais uma moda, já que cada vez mais consumidores está a mudar a sua alimentação”.

Quase toda a variedade de Vivera é vegetal, mas a empresa ainda fabrica alguns produtos à base de queijo, mas no futuro só quer vender produtos veganos.

Nos últimos anos, tem havido um interesse crescente por substitutos da carne. No final de 2018, a gigante da alimentação Unilever assumiu o Talho Vegetariano. "Queremos chegar ao mundo todo", disse o fundador Jaap Korteweg na época. Empresas americanas como a Beyond Meat e a Impossible Foods também cresceram rapidamente nos últimos anos com sua variedade de substitutos de carne.

 

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Breda Cancela Oranjefeest da Radio 538 Por Razões de Segurança

Imagem de Free-Photos via Pixabay

 

O grande evento de música Oranjefeest da Radio 538, que iria decorrer em Breda no dia 24 de Abril com dez mil espectadores, está cancelada. A festa não recebeu autorização do município, informou a rádio no seu Instagram na tarde desta segunda-feira.

 

Uma petição contra o evento que acolheria dez mil pessoas no Chasséveld em Breda foi assinada mais de 300.000 vezes num curto período de tempo. O cirurgião Rogier Crolla e outros funcionários do Hospital Amphia, criaram a petição Met 538 de zorg geminacht para impedir o Oranjefeest no sábado, "uma falta de respeito para os pacientes e profissionais de saúde".

O município de Breda recusa agora o evento devido à agitação social que resultou desta petição. "A polícia recebe cada vez mais sinais de que o 538 Oranjedag atrairá apoiantes e oponentes às políticas corona e dos eventos Fieldlab com todos os riscos de segurança associados", disse o burgomestre Paul Depla. "Como burgomestre, defendo a segurança das forças policiais, dos moradores locais e dos visitantes do evento. Lamento, mas com base nestas informações não posso deixar conceder a autorização para o 538 Oranjedag a 24 de Abril no Chasséveld."

O município de Breda anunciou que continuará em conversações com a Radio 538 sobre uma futura cooperação. Desde 2014, a rádio organiza a festa do Dia do Rei na cidade.

A Radio 538 optou assim por organizar uma festa online do Dia do Rei. "Faremos tudo o que pudermos, junto com os 538 DJ's e artistas, para levar o sentimento do Dia do Rei a casa de dezassete milhões de pessoas a 27 de Abril", disse a estação de rádio.

O entusiasmo pelos ingressos para o evento foi enorme: mais de um milhão de pessoas tentaram conseguir uma entrada. Os ingressos foram distribuídas por sorteio.

Porquê Tanto Alarido?

  • A Fieldlab Events organizou um evento experimental para dez mil pessoas com a aprovação do governo.
  • O evento deveria acontecer no dia 24 de Abril em Breda, a dois passos do Hospital Amphia.
  • Funcionários do hospital iniciaram uma petição para impedir o evento. O grande evento, dizem eles, pode colocar em risco o atendimento do já sobrecarregado hospital pelo coronavírus.

Os empresários da restauração em Breda também reagiram contra ao evento-teste. Eles sentiram-se insultados por um grande evento ser permitido na cidade, enquanto eles não foram autorizados a receber clientes por meses devido às medidas corona, nem sequer abrir esplanadas no exterior para minimizar o impacto económico do confinamento.

A Radio 538 lamentou a comoção sobre a Oranjefeest. A rádio queria dar continuidade ao evento na tarde de domingo. Em resposta à comoção, o município de Breda perguntou ao governo se ainda apoia o evento-teste.

O organizador do Fieldlab Events disse no domingo que achava que os resultados do evento experimental poderiam realmente significar algo para a sociedade. "Não é absolutamente nossa intenção faltar ao respeito à saúde, restauração ou lojistas", disse um porta-voz do Fieldlab aos media quando questionado.

Apesar das Criticas, Governo Continua Com os Eventos Teste

Imagem de Pexels por Pixabay

 

O governo quer continuar com os chamados eventos Fieldlab que estão planeados para um futuro próximo, apesar das críticas que eclodiram sobre o 538 Oranjedag em Breda no próximo sábado.

 

Os críticos destas experiências temem o grande risco de contaminação agora que os hospitais continuam cheios de pacientes corona. No entanto, o governo acredita que a pesquisa científica com estes eventos é de grande importância para a reabertura da sociedade. Pessoas confirmam relatos sobre o assunto ao BNR.

Vários ministros falaram sobre o assunto depois que a própria cidade de Breda fez soar o alarme sobre a comoção que surgiu nas redes sociais.

O governo vai consultar o Município de Breda sobre a situação. A cidade ainda não discutiu o plano, que deverá estar a decorrer durante o dia de hoje.

O Passaporte Covid-19 Para Viagens

Pixabay

 

O comissário da UE, Didier Reynders, disse que após o debate do próximo verão, o passaporte para o coronavírus da União Europeia estará pronto para uso no final de Junho de 2021.

UE prepara-se para introduzir passaporte de coronavírus para viagens internacionais. Por vários meses, os líderes europeus têm procurado maneiras de facilitar viagens internacionais seguras dentro da UE durante a crise do coronavírus e a vice-presidente da Comissão Europeia, Margaritis Schinas, anunciou no mês passado que o certificado de vacinação digital deverá estar pronto a tempo para o pico das férias de verão.

Reynders disse agora que o certificado estará disponível em formato digital ou físico e será gratuito para residentes em todos os estados membros, a fim de permitir temporariamente viagens dentro da União Europeia. Assim que a Organização Mundial da Saúde declarar o fim da pandemia, o certificado deixará de ser exigido para viagens.

O comissário também disse que não haverá um banco de dados central para o certificado e que o documento incluirá menos informações de que a caderneta de vacinação. O Parlamento da UE ainda não aprovou a proposta para um passaporte do coronavírus, mas já anunciou que o processo de aprovação será acelerado.

Holanda Não Concorda

O governo holandês tem hesitado em apoiar a implementação do chamado passaporte COVID e os membros holandeses do Comité de Liberdades Civis, Justiça e Assuntos Internos continuam a expressar as suas preocupações sobre o plano, especificamente os custos de teste e a possível discriminação contra aqueles que não foram vacinados.

Apesar disso, uma pesquisa recente realizada pelo Instituto Nacional de Saúde Pública e Meio Ambiente (RIVM) descobriu que aproximadamente 70 por cento das pessoas nos Países Baixos apoiam a ideia de um passaporte de coronavírus para fornecer informação daqueles que foram vacinados contra covid-19 ou testaram recentemente negativo para acesso a eventos ou actividades específicas.

Confrontos Entre Adeptos em Delft

Imagem de Jos van Zetten sob licença (CC BY 2.0)

 

Adeptos de dois clubes de futebol envolveram-se em confrontos este domingo no parque de estacionamento do IKEA em Delft. Um total de 32 detenções foram feitas, a polícia confirmou em conversa com os media após reportagem da Omroep West.

 

Os jogadores do Ajax teriam passado a noite no hotel West Cord, perto do IKEA em Delft, informou a emissora. Os adeptos provavelmente estavam lá para ver os jogadores partirem e dar o seu apoio.

Imagens nas redes sociais mostram grandes grupos de adeptos em confrontos. Não se sabe o que provocou o inicio do confronto.

No momento, tudo voltou agora ao normal no parque de estacionamento. A Policia Anti-motim esteve presente, mas não teve que intervir.

Este domingo, o Ajax joga a final da Taça da Holanda contra o Vitesse no Rotterdam Kuip.

 

538 Oranjedag Sob Criticas. Petição Conta Com Mais de 130.000 Assinaturas

Imagem de Robin Utrecht sob licença (CC BY-SA 4.0)

 

O município de Breda perguntou ao governo se ainda apoia o evento Fieldlab 538 Oranjedag. Uma petição contra o evento ultrapassou a marca das 100 mil assinaturas. O município ainda não recebeu qualquer resposta do governo. “Vemos a agitação social”, disse o município. "Também vemos as assinaturas na petição."

 

A petição é uma iniciativa do cirurgião Rogier Crolla da unidade de saúde Amphia Ziekenhuis de Breda. Os profissionais de saúde estão preocupados, com pacientes em listas de espera cada vez mais longas e argumentam que esta pseudo-experiência deve ser cancelada, como assim também está escrito na petição "Met 538 de zorg geminacht".

O enorme interesse na petição contra a celebração do 538 Oranjedag em Breda sobrecarrega o website petities.nl. O site encerrou na manhã de domingo devido ao elevado número de visitas, informou um porta-voz. Por volta das 12h30, existiam mais de 133.000 assinaturas. O porta-voz do petities.nl aconselha as pessoas a tentarem novamente mais tarde ou mesmo amanhã.

10.000 pessoas podem assistir ao evento Fieldlab da famosa emissora da Rádio 538 a 24 de Abril na cidade de Breda. Os organizadores da petição não entendem como é possível "celebrar uma festa com 10.000 pessoas a quatrocentos metros de um hospital sobrecarregado pela Covid. É um golpe para os pacientes e profissionais", escreveram eles.

Breda também diz que o município aprovou o 538 Oranjedag para ajudar a atingir os objectivos do Fieldlabs. “O objectivo destes estudos é estabelecer cientificamente se eventos como o 538 Orange Day podem ser mantidos em segurança. É o próximo passo para a abertura da sociedade e estamos felizes em contribuir para isso.”

Capacidade Hospitalar

Devido à pandemia covid-19, o hospital reduziu sua capacidade operacional em pelo menos metade e as salas de cirurgia estão disponíveis apenas para os cuidados mais graves e urgentes. Os médicos avaliam diariamente se uma operação é realmente necessária ou se pode ser adiada. Um porta-voz da Amphia disse anteriormente que estava preocupado com a festa, porque o uso de drogas ou álcool pode levar a situações médicas extremas.

Crolla não a quer explicar e remete ao porta-voz da unidade hospitalar. Segundo o cirurgião, o hospital não condena a acção. De acordo com Mark van Hassel, porta-voz do Amphia, a petição que entrou online no sábado é uma iniciativa privada do cirurgião Crolla. “Ele configurou isso a título pessoal, mas reforça ainda mais as preocupações que existem entre os nossos profissionais de saúde. Já expressamos essas preocupações claramente de dentro da nossa organização ontem”, disse ele ao BN DeStem.

Talpa lamenta em nome da 538 a comoção que surgiu, disse o porta-voz. "É claro que entendemos a alta pressão que a saúde está a enfrentar actualmente." A rádio destaca que o evento é organizado com a aprovação do governo. “O Fieldlab Events assessora o governo sobre como trabalhar para o retorno de eventos seguros e responsáveis, com maior capacidade de visitantes e temos o prazer de contribuir para isso. Contanto que a Fieldlab Events e o governo nacional apoiam estas experiências, temos a honra de realizá-lo de maneira responsável.

Resposta da Fieldlab Events

Qualquer cancelamento do 538 Oranjedag fica a cargo da Radio 538, do governo nacional ou do município de Breda. Um porta-voz da Fieldlab Events disse isso em resposta à comoção criada em torno do evento.

"Não é absolutamente nossa intenção desferir um golpe no sector de saúde, na restauração ou lojistas", disse o porta-voz. “Na verdade, acreditamos que nossos resultados significam algo para a sociedade como um todo e que se trata de aproximar as pessoas de uma forma segura e responsável”.

O Evento

O entusiasmo pelos ingressos para o evento foi enorme. Mais de 1 milhão de pessoas tentaram conseguir uma entrada para o evento. Os bilhetes do evento foram distribuídos por sorteio. O evento realiza-se no Chasséveld em Breda. Restauração e lojistas da cidade reagiram furiosamente ao evento-teste. Eles sentiram-se insultados por o evento ser permitido na cidade, enquanto eles não são autorizados a receber clientes por meses devido às medidas corona. Além disso, há muito alarido sobre eventos semelhantes com acesso por meio de testes rápidos, porque os custos já chegam a mil milhões de euros, enquanto os hospitais às vezes até têm que ir a tribunal para obter o reembolso do Ministério da Saúde referentes aos custos de Cuidados Intensivos.

O Fieldlab não discutirá um possível cancelamento. “O Fieldlab Events recebeu permissão do governo para testes com maior capacidade de visitantes. 538 Oranjedag é um dos doze testes com este aumento de escala.”

Todos os visitantes do evento da 538 devem fazer um teste rápido antes e depois da festa, que é fornecido pela Stichting Open NL, o que causou um alvoroço depois que ficou claro que os primeiros eventos recorrendo ao uso de teste rápido não haviam sido levadas a concurso público e os custos para o Estado ascenderam a centenas de milhões de euros.

A Radio 538 e a indústria da restauração de Breda discutirão em breve como podem trabalhar juntas. Na segunda-feira haverá uma reunião extraordinária em que o burgomestre de Breda, Paul Depla, uma explicação ao município sobre este evento.

Engenhos Explosivos Descobertos no Fim de Semana

Imagem de Politie

 

Uma granada da Segunda Guerra Mundial foi encontrada em Twente. Um jovem de quinze anos encontrou o projéctil no sábado, enquanto praticava pesca magnética em Enschede. Na tarde de sexta-feira, uma outra perigosa granada de guerra também foi encontrada em De Lutte, em Overijssel.

 

Depois de o jovem descobrir a granada no Oude Deventerweg na tarde de sábado, ele chamou a polícia de imediato, chegando ao local com o Serviço de Eliminação de Explosivos (EOD).

O projéctil, que estava armado, foi levado para um local seguro e será destruído pelo EOD. A questão do jovem receber ou não de volta o seu material de pesca magnética, que ainda estava preso ao projéctil, depende de como correr a destruição do engenho, segundo um porta-voz do EOD.

Na tarde de sexta-feira, um homem também encontrou uma granada de guerra na Duivendalweg em De Lutte. O homem chamou igualmente as autoridades após a descoberta, mas deixou o engenho sem vigilância. Quando uma equipa EOD chegou ao local, o engenho havia desaparecido.

Só mais tarde se descobriu que algumas pessoas de Enschede, que caminhavam pelo local, levaram o projéctil para sua casa com grande risco de vida, sem conhecimento do que se tratava. O EOD desarmou o explosivo num local seguro.

Quarentena Obrigatória na Chegada a Portugal

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Como esperado, Portugal colocou os Países Baixos na lista de países onde a quarentena é obrigatória aos viajantes. Com uma incidência de 563,29, a Holanda está bem acima do patamar dos 500 casos por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias, onde Portugal determina a quarentena obrigatória.

 

O Despacho 3838-A/2021 do dia 15 de Abril, determinou que todos os viajantes são obrigados a cumprir uma quarentena de 14 dias à chegada ao país vindos dos Países Baixos. A medida está apenas prevista apenas até às 23.59 horas do dia 18, mas devido ao alto número de incidência, acima dos 500 casos por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias e com a actualização das medidas no dia 19, não será de estranhar que a Holanda permaneça nesta lista de obrigatoriedade de quarentena.

Para além da quarentena, continua em vigor a apresentação de um teste PCR negativo com menos de 72 horas, a todos os viajantes maiores de dois anos. 

O mesmo despacho determina ainda excepções ao cumprimento de quarentena nos seguintes casos:

  • Os passageiros que se desloquem em viagens essenciais e cujo período de permanência em território nacional, atestado por bilhete de regresso, não exceda as 48 horas, devendo limitar as suas deslocações ao essencial para o fim que motivou a entrada em território nacional;

  • Os passageiros que se desloquem exclusivamente para prática de actividades desportivas integradas em competições profissionais internacionais, desde que garantido o cumprimento de um conjunto de medidas adequadas à redução máxima dos riscos de contágio, nomeadamente, evitando contactos não desportivos e a observância das regras e orientações definidas pela Direção-Geral da Saúde;

  • Os passageiros integrados em delegações estrangeiras que se desloquem exclusivamente para a participação em reuniões no âmbito da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia.

A fiscalização destas medidas está a cargo do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) com a colaboração da Polícia de Segurança Pública, sendo por isso também obrigatório o preenchimento do formulário disponibilizado na página do SEF (formulário SEF).

Estão previstos controles à quarentena dos viajantes nos locais indicados pelas autoridades e multas a quem não cumprir a medida. 

Aumento Histórico do Preço das Casas na Holanda. O Maior Aumento em 20 Anos

Imagem de Tumisu via Pixabay

 

O preço médio de venda de habitações aumentou para uma média de 385.000 euros no primeiro trimestre, um aumento de quase 15 por cento numa base anual. O maior aumento desde 2001, concluem os corretores, baseados nos últimos números trimestrais. 

 

O forte aumento é o resultado da oferta historicamente baixa. Apenas 17.500 casas estavam à venda em meados do primeiro trimestre deste ano. Isto é 42 por cento menos do que há um ano. De acordo com a Associação Holandesa de Corretores de Imóveis (Nederlandse Vereniging van Makelaars - NVM), este é o nível mais baixo desde 1995, altura que se começou a registar este tipo de informação.

No último trimestre, apenas 30.739 casas mudaram de mãos, 6,8 por cento menos do que no primeiro trimestre do ano passado. Este é o menor número desde 2015, de acordo com os corretores da NVM, que vendem cerca de 152.000 casas anualmente. O indicador de escassez de casas atinge assim um mínimo de 1,7 casas por comprador. Ou seja, um comprador tem acesso a menos de duas casas para escolher.

De todos os tipos de habitação, o preço das moradias isoladas foi o que subiu mais rapidamente: quase 20% em um ano. O preço de apartamentos e casas com terraço aumentou mais de 14% no mesmo período. Muitos compradores também adquiriram a habitação acima do preço pedido. Mais de 60% das casas foram vendidas acima do preço pedido pelo vendedor. Em média, todas as casas vendidas ficaram 3,5% acima do preço inicial.

As diferenças regionais na evolução dos preços são grandes. Por exemplo, os preços das casas aumentaram acentuadamente, especialmente no norte da Holanda. No município de Opsterland, na Friesland e na região sudoeste de Drenthe, subiu mais de 20% em média. O aumento de preços em Amsterdam ficou em 7%. A capital tem o menor aumento de preço na Holanda.
 

Os últimos números trimestrais também mostram que o preço médio de uma casa recém-construída aumentou quase 8 por cento, para 433.000 euros no primeiro trimestre. Um ano antes, ainda era de 400.000 euros. O número de casas novas vendidas aumentou quase 14 por cento, para 9.700 no último trimestre. Também há uma grande escassez de novas construções: a oferta de casas recém-construídas para venda é 22% menor do que no ano anterior, em 11.100 casas.

A Evolução

O presidente da NVM, Onno Hoes, mais uma vez expressa a sua preocupação com a evolução do mercado imobiliário: “É sem precedentes o que está a acontecer no mercado imobiliário. As baixas taxas de juros, a enorme escassez de moradias e as perspectivas socioeconómicas estáveis estão a criar um aperto e a elevar ainda mais os preços”.

Ele pede que o próximo governo trate do défice habitacional como uma prioridade. Segundo ele, um novo ministro com responsabilidade específica pelo ordenamento do território e habitação é essencial para mudar a tendência.

No que me diz respeito, é hora de alarme. O prazer de viver com variedade de escolha, acessível e financeiramente responsável é a base de uma sociedade sustentável e saudável ”, enfatiza. "Nunca antes o valor de viver e do bem-estar da nossa sociedade foi tão claramente alto como agora."

 

Censos Portugal 2021

Imagem de JFM

 

Iniciou-se a 5 de Abril a primeira fase dos Censos 2021 com a distribuição das cartas com a informação necessária para a resposta à maior operação estatística do país, que abrange todas as habitações e todos os cidadãos nacionais e estrangeiros residentes em Portugal.

 

A partir de 19 de Abril tem início a fase de resposta aos Censos pela internet, preferencialmente até dia 3 de maio. Para os cidadãos que não possam responder pela internet, o INE disponibiliza outros modos de resposta, nomeadamente preenchimento por telefone, aos balcões das Juntas de Freguesia e pelo auto-preenchimento do questionário em papel.

Seguir-se-á a fase de conclusão dos Censos, a partir de 31 de maio, em que a resposta resultará do contacto presencial dos recenseadores e apenas junto dos alojamentos que ainda não tenham respondido por outro modo.

O que é que isso nos interessa?

Nada, uma vez que não estamos no país. Mas é sempre interessante conhecer os números de Portugal, já que são estes que definem os planos, investimentos e apoios sociais nos próximos dez anos e guardam um pedaço do que somos. Nós que estamos fora do nosso país, não estamos sujeitos a este censo demográfico, a não ser que se encontrem em Portugal nesta altura. O Censo Demográfico deve ser apenas respondido por residentes, temporários ou definitivos, independente da nacionalidade ou tempo de permanência no território.

Imagem Portugueses na Holanda

A História do Censo

O Recenseamento Geral da População de Portugal realiza-se, com algumas excepções, a cada dez anos. Estas contagens periódicas começaram em 1864, no reinado de D. Luís, realizando-se nos anos acabados em 1 desde 1981.

Os resultados deste recenseamento são usados para, por exemplo, o desenvolvimento de políticas públicas, ordenamento do território, a transferência de fundos do Orçamento de Estado para as autarquias locais e a atribuição proporcional de deputados à Assembleia da República a cada círculo eleitoral.

A entidade responsável pelos Censos é, desde a sua criação em 1935, o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em Portugal, as primeiras contagens populacionais recuam ao tempo de D. Afonso III (1260–1279) e D. João I (1421–1422), restringindo-se ao apuramento dos homens aptos para a guerra, com o Rol de Besteiros. A primeira contagem populacional de âmbito geral seria feita apenas em 1527, no reinado de D. João III, com base predominantemente nas parcelas habitacionais, do que resultou uma contagem de 1 262 376 portugueses. Outras recolhas se seguiram, de âmbito geral ou restrito, como a «Contagem de Homens Válidos» ou «Resenha de Gente de Guerra» de 1636–1639, sob Filipe III de Espanha, o «Censo do Marquês de Abrantes» de 1732–1736 (sob D. João V) ou o «Censo de Pina Manique» de 1776–1798 (sob D. Maria I).

As primeiras contagens da população que se aproximam do conceito moderno de recenseamento só apareceram no século XIX. O primeiro destes, o Censo de 180, foi feito com base em números fornecidos pelas autoridades eclesiásticas das paróquias, opção da Coroa explicável pelo facto de que, em contraste com a debilidade da presença do Estado, a Igreja mantinha registos detalhados do percurso dos indivíduos (baptismos, casamentos, óbitos). Nestas condições, os dados enviados reflectiam a organização eclesiástica da altura (dioceses e paróquias), tendo a Coroa solicitado a reordenação dos dados segundo as zonas administrativas de então (províncias, comarcas e concelhos).

Apesar do reforço dos poderes e da presença do Estado a seguir às Reformas Liberais, que dividiram o país em províncias, distritos, concelhos e freguesias, a máquina administrativa continuou débil ao nível local, pelo que no censo de 1849 foi ainda necessário recorrer às paróquias como fonte primária de informação.

O primeiro Recenseamento Geral da população portuguesa, regendo-se pelas orientações internacionais da época, do Congresso Internacional de Estatística de Bruxelas de 1853, realizar-se-ia apenas em 1864, marcando o início dos recenseamentos da época moderna. Embora as orientações seguidas indicassem já que os recenseamentos deveriam ser realizados a cada 10 anos, o censo seguinte apenas se realizou em 1878, seguindo-se-lhe o de 1890. A partir de então os recenseamentos da população têm vindo a realizar-se, com algumas excepções, ditadas por diferentes circunstâncias, em intervalos regulares de 10 anos. 

O gráfico faz notar duas das três vagas de emigração de portugueses. Podemos ver a primeira entre 1801 e 1811, coincidindo com as invasões francesas de Napoleão, dando inicio à primeira vaga de portugueses a sair do país para a América do Sul, sobretudo para o Brasil. A segunda vaga de emigração portuguesa é visível nos anos 60 do século XX, principalmente para França. O resultado da terceira vaga, principalmente de mão de obra qualificada e jovem para a Europa, será agora conhecida, depois de concluído o Censo de 2021.

Plano Para o Normal. Cinco Etapas Até Agosto

Imagem de Richard van Elferen sob licença (CC BY 4.0)

 

O novo plano de reabertura da sociedade deixa claro quando vai desaparecer o recolher obrigatório, quando as esplanadas serão reabertas e quando e como poderemos assistir a um evento. Mas... nada ainda é certo. Ainda há muita incerteza de como poderá se desenvolver a pandemia.

 

O governo ousou fazer uma série de previsões na última conferência de imprensa de 13 de Abril. Há uma perspectiva razoavelmente animadora da epidemia. No início de Julho, todos os adultos que queiram, podem ser vacinados e com os meses de verão aproximando-se, há também menos infecções.

Por outro lado, existem muitas incertezas. A entrega de vacinas, por exemplo, é um dos factores de sucesso deste plano. Mas também as interrupções da vacinação devido a efeitos colaterais muito raros, mas graves. O caso mais grave é a possibilidade de surgir uma nova mutação do vírus, resistente à vacina.

No entanto, o Ministério da Saúde ousa ilustrar em cinco etapas como e quando a Holanda sairá do confinamento.

As Cinco Etapas

A mais importante etapa, a primeira, está marcada para 28 de Abril. Neste dia, o recolher obrigatório é retirado, as esplanadas podem abrir e passam a ser permitidas duas visitas simultâneas a sua casa.

A segunda etapa terá início no dia 11 de maio, quando entre outras coisas, o público será novamente bem-vindo às competições desportivas, com apresentação de teste negativo. 

A terceira etapa está planeada para 26 de maio e, sob certas condições, será possível de novo ir jantar fora ao restaurante. 

A 16 de Junho, retornaremos ao nível sensível com a etapa quatro e a permissão de grandes eventos, ainda que sob certas condições.

A partir de 7 de Julho, quando quase todos os adultos já receberam pelo menos uma vacina, mais relaxamentos nas medidas e nas regras serão estendidos a mais sectores da sociedade. Até Agosto, o plano prevê terminar inclusive com as medidas básicas, como o uso de máscara, desinfecção das mãos e distanciamento social.

O Dilema: A Incerteza

À primeira vista poderá ser um esquema bem organizado, mas será certo? "Não é certo. Esse é o dilema", diz Peter Munters, funcionário do Ministério da Saúde,  ao explicar o plano aos jornalistas. Este plano, diz ele, foi feito “com o melhor conhecimento que temos no momento”.

Dois desenvolvimentos são considerados: o número de camas hospitalares ocupadas, incluindo aqueles em cuidados intensivos e o número de pessoas vacinadas. Já existe aqui a primeira incerteza, porque não está exactamente claro que efeitos a reabertura terá no número de infecções. No entanto, as etapas são parcialmente baseadas nisso.

O segundo desenvolvimento refere-se ao número de vacinações. O ritmo pode desacelerar, como aconteceu nas últimas semanas devido a pesquisas adicionais ou ao atraso de entregas de lotes pelas farmacêuticas. “Isso pode levar a ajustes”, explica Munters.

Conselhos da OMT

Além disso, a reabertura será submetida sempre primeiramente ao quadro de especialistas que aconselham o governo (OMT), como ocorre actualmente. Os especialistas já indicaram que não se deverá começar com a primeira etapa antes do pico da terceira onda passar. O que ainda não é o caso, mas está previsto que aconteça até 28 de Abril.

Isso levanta a questão do porquê do governo se concentrar em datas, em vez de números como internamentos hospitalares e vacinações ou em semelhança com Portugal, com metas definidas de taxas de transmissão. O levantamento das restrições na sociedade estava inicialmente marcado para o dia 21 de Abril, mas o governo teve quase que voltar atrás com a abertura já em vigor do comércio não essencial na semana passada, porque os números continuam muito altos em quase todos os indicadores.

O Incêndio Que Mudou a Cidade

Imagem de Arquivo Amsterdam / Simon Fokke

 

Alimentado pelo vento, a 13 de Abril de 1421, um enorme mar de fogo reduziu a capital Amsterdam a cinzas. O incêndio não foi uma surpresa, mas deixou na ruína muitos dos habitantes da cidade. Mas foi o motivo para a capital se tornar na cidade que hoje é.

 

Todos na Amsterdam medieval sabiam que um dia isto aconteceria: um grande incêndio que iria destruir tudo. As casas, assim como armazéns, eram todas feitas em madeira, que não protegeriam lares e negócios contra as chamas, principalmente em períodos de seca. Os telhados de palha eram o combustível, que impulsionadas pelo vento, podiam espalhar uma chuva de fogo por toda a cidade em um piscar de olhos.

 

A atitude em relação ao risco de incêndio certamente não foi casual. Naturalmente, o povo de Amsterdam envolveu-se na prevenção de incêndios. Todos os anos, doze "guede knapen", uma espécie de inspectores, eram escolhidos e empossados como mestres do fogo. A cidade foi dividida de norte a sul em quatro longas faixas e a cada um destes mestres foi designada a sua própria parte para vigiar. Os bombeiros tinham autoridade para entrar na casa das pessoas e supervisionar a segurança dos edifícios contra os incêndios.

Vigilância não foi tudo o que fizeram. Havia protocolos sobre como se comportar em caso de incêndio. Os carpinteiros, por exemplo, tinham que ir para um fogo com machados de incêndio. E encontramos nos documentos de Amsterdam mais antigos (de 1413), regulamentos que deixam claro a prevenção das casas da cidade. A Câmara Municipal determinou que era proibido fazer fogueiras em salas sem chaminé e com menos de três metros de largura. Também era proibido acender velas nas paredes de tecido ou em madeira. Os fornos tinham que ser espaçosos o suficiente para contorna-los, não sendo por isso permitidos encostados a uma parede. A única excepção era para fornos em casas de pedra, mas praticamente não havia nenhuma. Apenas os mais ricos e abastados tinham condições financeiras para uma.

As regras também se aplicavam aos telhados. Apenas com uma permissão era possível trabalhar num telhado. À palha teve de ser adicionada dois centímetros de espessura de argila batida do lado de fora, misturada com estrume, para que as fagulhas não pudessem incendiar facilmente. A violação dessa regra era multada em cinco libras holandesas, uma quantia enorme nessa altura.

Alcatrão

Além disso, era proibido untar as casas com piche ou alcatrão e o município até fez o possível para proibir completamente o armazenamento de piche ou alcatrão na cidade e o seu uso dentro das paredes de Voorburg.

Apesar de todas as medidas, a 13 de Abril de 1421, eclodiu um enorme incêndio. Os Países Baixos eram nessa altura assolados pelas complicadas disputas Hoekse e Kabeljauwse. O bispo de Utrecht, Frederik III van Blankenheim, também interveio nas guerras entre as cidades holandesas. Com o apoio de Leiden, Kampen e Deventer, ele iniciou uma guerra em 1420 com o conde holandês Jan van Beieren e fez repetidos ataques a Amsterdam. Não é inconcebível que o incêndio da capital tenha sido iniciado pelos militares apoiados pelo bispo de Utrecht no lado sul da cidade.

Imagem de Egbert van der Poel via Wikimedia Commons

 

O Incêndio

Alimentadas por um vento sul, as chamas devoraram Bindwijkerpoort no Spui através da Kalverstraat, antes de se espalharem rapidamente para outras partes da cidade. Nas crónicas Johannes de Beke pode-se ler que um terço da cidade foi atingida pelo fogo. Os afectados foram a Capela ter Heilige Stede na Kalverstraat, a Sint Elisabethgasthuis com o município na Dam e a Nieuwe Kerk, que ainda estava em construção na época e longe de ser concluída.

A combustão deverá ter demorado algum tempo, mas o fogo em si foi provavelmente curto e forte. Uma razia de chamas que deixou para trás uma combustão lenta dos edifícios. Não se sabe se houve vítimas. Para alguns dos afectados, o incêndio foi, sem dúvida, um rombo financeiro que nunca recuperaram, mas para a cidade o incêndio parece ter sido um combustível para a expansão. Nos anos após o incêndio, vemos um grande desenvolvimento urbano. Os ataques à cidade e o incêndio deram motivos para melhorias nas defesas da cidade e ampliar a área urbana.

Casas de Pedra

Enquanto isso, o povo de Amsterdam voltava ao que fazia antes: construíam suas casas em madeira. Em outras cidades da Holanda, o tijolo já era usado para construir casas, mas em Amsterdam era usado principalmente para a alvenaria de chaminés. Somente no século XVI é que os habitantes de Amsterdam começaram a fazer suas casas em pedra. Enquanto isso, esperava-se que a cidade não fosse atingida por tal catástrofe novamente. Mas no fundo, sabiam que algo do género poderia acontecer. Tanto assim é que também estava escrito nas novas escrituras de arrendamento essa possibilidade e a não responsabilização dos senhorios. Essa expectativa tornou-se realidade, quando em 1452, outro incêndio ocorreu na cidade, muito maior do que o de 1421.