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Portugueses na Holanda

O principal meio de informação em português na Holanda. Notícias, informação e ponto de encontro da comunidade portuguesa.

Portugueses na Holanda

O principal meio de informação em português na Holanda. Notícias, informação e ponto de encontro da comunidade portuguesa.

Aumento Histórico do Preço das Casas na Holanda. O Maior Aumento em 20 Anos

Imagem de Tumisu via Pixabay

 

O preço médio de venda de habitações aumentou para uma média de 385.000 euros no primeiro trimestre, um aumento de quase 15 por cento numa base anual. O maior aumento desde 2001, concluem os corretores, baseados nos últimos números trimestrais. 

 

O forte aumento é o resultado da oferta historicamente baixa. Apenas 17.500 casas estavam à venda em meados do primeiro trimestre deste ano. Isto é 42 por cento menos do que há um ano. De acordo com a Associação Holandesa de Corretores de Imóveis (Nederlandse Vereniging van Makelaars - NVM), este é o nível mais baixo desde 1995, altura que se começou a registar este tipo de informação.

No último trimestre, apenas 30.739 casas mudaram de mãos, 6,8 por cento menos do que no primeiro trimestre do ano passado. Este é o menor número desde 2015, de acordo com os corretores da NVM, que vendem cerca de 152.000 casas anualmente. O indicador de escassez de casas atinge assim um mínimo de 1,7 casas por comprador. Ou seja, um comprador tem acesso a menos de duas casas para escolher.

De todos os tipos de habitação, o preço das moradias isoladas foi o que subiu mais rapidamente: quase 20% em um ano. O preço de apartamentos e casas com terraço aumentou mais de 14% no mesmo período. Muitos compradores também adquiriram a habitação acima do preço pedido. Mais de 60% das casas foram vendidas acima do preço pedido pelo vendedor. Em média, todas as casas vendidas ficaram 3,5% acima do preço inicial.

As diferenças regionais na evolução dos preços são grandes. Por exemplo, os preços das casas aumentaram acentuadamente, especialmente no norte da Holanda. No município de Opsterland, na Friesland e na região sudoeste de Drenthe, subiu mais de 20% em média. O aumento de preços em Amsterdam ficou em 7%. A capital tem o menor aumento de preço na Holanda.
 

Os últimos números trimestrais também mostram que o preço médio de uma casa recém-construída aumentou quase 8 por cento, para 433.000 euros no primeiro trimestre. Um ano antes, ainda era de 400.000 euros. O número de casas novas vendidas aumentou quase 14 por cento, para 9.700 no último trimestre. Também há uma grande escassez de novas construções: a oferta de casas recém-construídas para venda é 22% menor do que no ano anterior, em 11.100 casas.

A Evolução

O presidente da NVM, Onno Hoes, mais uma vez expressa a sua preocupação com a evolução do mercado imobiliário: “É sem precedentes o que está a acontecer no mercado imobiliário. As baixas taxas de juros, a enorme escassez de moradias e as perspectivas socioeconómicas estáveis estão a criar um aperto e a elevar ainda mais os preços”.

Ele pede que o próximo governo trate do défice habitacional como uma prioridade. Segundo ele, um novo ministro com responsabilidade específica pelo ordenamento do território e habitação é essencial para mudar a tendência.

No que me diz respeito, é hora de alarme. O prazer de viver com variedade de escolha, acessível e financeiramente responsável é a base de uma sociedade sustentável e saudável ”, enfatiza. "Nunca antes o valor de viver e do bem-estar da nossa sociedade foi tão claramente alto como agora."

 

Censos Portugal 2021

Imagem de JFM

 

Iniciou-se a 5 de Abril a primeira fase dos Censos 2021 com a distribuição das cartas com a informação necessária para a resposta à maior operação estatística do país, que abrange todas as habitações e todos os cidadãos nacionais e estrangeiros residentes em Portugal.

 

A partir de 19 de Abril tem início a fase de resposta aos Censos pela internet, preferencialmente até dia 3 de maio. Para os cidadãos que não possam responder pela internet, o INE disponibiliza outros modos de resposta, nomeadamente preenchimento por telefone, aos balcões das Juntas de Freguesia e pelo auto-preenchimento do questionário em papel.

Seguir-se-á a fase de conclusão dos Censos, a partir de 31 de maio, em que a resposta resultará do contacto presencial dos recenseadores e apenas junto dos alojamentos que ainda não tenham respondido por outro modo.

O que é que isso nos interessa?

Nada, uma vez que não estamos no país. Mas é sempre interessante conhecer os números de Portugal, já que são estes que definem os planos, investimentos e apoios sociais nos próximos dez anos e guardam um pedaço do que somos. Nós que estamos fora do nosso país, não estamos sujeitos a este censo demográfico, a não ser que se encontrem em Portugal nesta altura. O Censo Demográfico deve ser apenas respondido por residentes, temporários ou definitivos, independente da nacionalidade ou tempo de permanência no território.

Imagem Portugueses na Holanda

A História do Censo

O Recenseamento Geral da População de Portugal realiza-se, com algumas excepções, a cada dez anos. Estas contagens periódicas começaram em 1864, no reinado de D. Luís, realizando-se nos anos acabados em 1 desde 1981.

Os resultados deste recenseamento são usados para, por exemplo, o desenvolvimento de políticas públicas, ordenamento do território, a transferência de fundos do Orçamento de Estado para as autarquias locais e a atribuição proporcional de deputados à Assembleia da República a cada círculo eleitoral.

A entidade responsável pelos Censos é, desde a sua criação em 1935, o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em Portugal, as primeiras contagens populacionais recuam ao tempo de D. Afonso III (1260–1279) e D. João I (1421–1422), restringindo-se ao apuramento dos homens aptos para a guerra, com o Rol de Besteiros. A primeira contagem populacional de âmbito geral seria feita apenas em 1527, no reinado de D. João III, com base predominantemente nas parcelas habitacionais, do que resultou uma contagem de 1 262 376 portugueses. Outras recolhas se seguiram, de âmbito geral ou restrito, como a «Contagem de Homens Válidos» ou «Resenha de Gente de Guerra» de 1636–1639, sob Filipe III de Espanha, o «Censo do Marquês de Abrantes» de 1732–1736 (sob D. João V) ou o «Censo de Pina Manique» de 1776–1798 (sob D. Maria I).

As primeiras contagens da população que se aproximam do conceito moderno de recenseamento só apareceram no século XIX. O primeiro destes, o Censo de 180, foi feito com base em números fornecidos pelas autoridades eclesiásticas das paróquias, opção da Coroa explicável pelo facto de que, em contraste com a debilidade da presença do Estado, a Igreja mantinha registos detalhados do percurso dos indivíduos (baptismos, casamentos, óbitos). Nestas condições, os dados enviados reflectiam a organização eclesiástica da altura (dioceses e paróquias), tendo a Coroa solicitado a reordenação dos dados segundo as zonas administrativas de então (províncias, comarcas e concelhos).

Apesar do reforço dos poderes e da presença do Estado a seguir às Reformas Liberais, que dividiram o país em províncias, distritos, concelhos e freguesias, a máquina administrativa continuou débil ao nível local, pelo que no censo de 1849 foi ainda necessário recorrer às paróquias como fonte primária de informação.

O primeiro Recenseamento Geral da população portuguesa, regendo-se pelas orientações internacionais da época, do Congresso Internacional de Estatística de Bruxelas de 1853, realizar-se-ia apenas em 1864, marcando o início dos recenseamentos da época moderna. Embora as orientações seguidas indicassem já que os recenseamentos deveriam ser realizados a cada 10 anos, o censo seguinte apenas se realizou em 1878, seguindo-se-lhe o de 1890. A partir de então os recenseamentos da população têm vindo a realizar-se, com algumas excepções, ditadas por diferentes circunstâncias, em intervalos regulares de 10 anos. 

O gráfico faz notar duas das três vagas de emigração de portugueses. Podemos ver a primeira entre 1801 e 1811, coincidindo com as invasões francesas de Napoleão, dando inicio à primeira vaga de portugueses a sair do país para a América do Sul, sobretudo para o Brasil. A segunda vaga de emigração portuguesa é visível nos anos 60 do século XX, principalmente para França. O resultado da terceira vaga, principalmente de mão de obra qualificada e jovem para a Europa, será agora conhecida, depois de concluído o Censo de 2021.

Plano Para o Normal. Cinco Etapas Até Agosto

Imagem de Richard van Elferen sob licença (CC BY 4.0)

 

O novo plano de reabertura da sociedade deixa claro quando vai desaparecer o recolher obrigatório, quando as esplanadas serão reabertas e quando e como poderemos assistir a um evento. Mas... nada ainda é certo. Ainda há muita incerteza de como poderá se desenvolver a pandemia.

 

O governo ousou fazer uma série de previsões na última conferência de imprensa de 13 de Abril. Há uma perspectiva razoavelmente animadora da epidemia. No início de Julho, todos os adultos que queiram, podem ser vacinados e com os meses de verão aproximando-se, há também menos infecções.

Por outro lado, existem muitas incertezas. A entrega de vacinas, por exemplo, é um dos factores de sucesso deste plano. Mas também as interrupções da vacinação devido a efeitos colaterais muito raros, mas graves. O caso mais grave é a possibilidade de surgir uma nova mutação do vírus, resistente à vacina.

No entanto, o Ministério da Saúde ousa ilustrar em cinco etapas como e quando a Holanda sairá do confinamento.

As Cinco Etapas

A mais importante etapa, a primeira, está marcada para 28 de Abril. Neste dia, o recolher obrigatório é retirado, as esplanadas podem abrir e passam a ser permitidas duas visitas simultâneas a sua casa.

A segunda etapa terá início no dia 11 de maio, quando entre outras coisas, o público será novamente bem-vindo às competições desportivas, com apresentação de teste negativo. 

A terceira etapa está planeada para 26 de maio e, sob certas condições, será possível de novo ir jantar fora ao restaurante. 

A 16 de Junho, retornaremos ao nível sensível com a etapa quatro e a permissão de grandes eventos, ainda que sob certas condições.

A partir de 7 de Julho, quando quase todos os adultos já receberam pelo menos uma vacina, mais relaxamentos nas medidas e nas regras serão estendidos a mais sectores da sociedade. Até Agosto, o plano prevê terminar inclusive com as medidas básicas, como o uso de máscara, desinfecção das mãos e distanciamento social.

O Dilema: A Incerteza

À primeira vista poderá ser um esquema bem organizado, mas será certo? "Não é certo. Esse é o dilema", diz Peter Munters, funcionário do Ministério da Saúde,  ao explicar o plano aos jornalistas. Este plano, diz ele, foi feito “com o melhor conhecimento que temos no momento”.

Dois desenvolvimentos são considerados: o número de camas hospitalares ocupadas, incluindo aqueles em cuidados intensivos e o número de pessoas vacinadas. Já existe aqui a primeira incerteza, porque não está exactamente claro que efeitos a reabertura terá no número de infecções. No entanto, as etapas são parcialmente baseadas nisso.

O segundo desenvolvimento refere-se ao número de vacinações. O ritmo pode desacelerar, como aconteceu nas últimas semanas devido a pesquisas adicionais ou ao atraso de entregas de lotes pelas farmacêuticas. “Isso pode levar a ajustes”, explica Munters.

Conselhos da OMT

Além disso, a reabertura será submetida sempre primeiramente ao quadro de especialistas que aconselham o governo (OMT), como ocorre actualmente. Os especialistas já indicaram que não se deverá começar com a primeira etapa antes do pico da terceira onda passar. O que ainda não é o caso, mas está previsto que aconteça até 28 de Abril.

Isso levanta a questão do porquê do governo se concentrar em datas, em vez de números como internamentos hospitalares e vacinações ou em semelhança com Portugal, com metas definidas de taxas de transmissão. O levantamento das restrições na sociedade estava inicialmente marcado para o dia 21 de Abril, mas o governo teve quase que voltar atrás com a abertura já em vigor do comércio não essencial na semana passada, porque os números continuam muito altos em quase todos os indicadores.

O Incêndio Que Mudou a Cidade

Imagem de Arquivo Amsterdam / Simon Fokke

 

Alimentado pelo vento, a 13 de Abril de 1421, um enorme mar de fogo reduziu a capital Amsterdam a cinzas. O incêndio não foi uma surpresa, mas deixou na ruína muitos dos habitantes da cidade. Mas foi o motivo para a capital se tornar na cidade que hoje é.

 

Todos na Amsterdam medieval sabiam que um dia isto aconteceria: um grande incêndio que iria destruir tudo. As casas, assim como armazéns, eram todas feitas em madeira, que não protegeriam lares e negócios contra as chamas, principalmente em períodos de seca. Os telhados de palha eram o combustível, que impulsionadas pelo vento, podiam espalhar uma chuva de fogo por toda a cidade em um piscar de olhos.

 

A atitude em relação ao risco de incêndio certamente não foi casual. Naturalmente, o povo de Amsterdam envolveu-se na prevenção de incêndios. Todos os anos, doze "guede knapen", uma espécie de inspectores, eram escolhidos e empossados como mestres do fogo. A cidade foi dividida de norte a sul em quatro longas faixas e a cada um destes mestres foi designada a sua própria parte para vigiar. Os bombeiros tinham autoridade para entrar na casa das pessoas e supervisionar a segurança dos edifícios contra os incêndios.

Vigilância não foi tudo o que fizeram. Havia protocolos sobre como se comportar em caso de incêndio. Os carpinteiros, por exemplo, tinham que ir para um fogo com machados de incêndio. E encontramos nos documentos de Amsterdam mais antigos (de 1413), regulamentos que deixam claro a prevenção das casas da cidade. A Câmara Municipal determinou que era proibido fazer fogueiras em salas sem chaminé e com menos de três metros de largura. Também era proibido acender velas nas paredes de tecido ou em madeira. Os fornos tinham que ser espaçosos o suficiente para contorna-los, não sendo por isso permitidos encostados a uma parede. A única excepção era para fornos em casas de pedra, mas praticamente não havia nenhuma. Apenas os mais ricos e abastados tinham condições financeiras para uma.

As regras também se aplicavam aos telhados. Apenas com uma permissão era possível trabalhar num telhado. À palha teve de ser adicionada dois centímetros de espessura de argila batida do lado de fora, misturada com estrume, para que as fagulhas não pudessem incendiar facilmente. A violação dessa regra era multada em cinco libras holandesas, uma quantia enorme nessa altura.

Alcatrão

Além disso, era proibido untar as casas com piche ou alcatrão e o município até fez o possível para proibir completamente o armazenamento de piche ou alcatrão na cidade e o seu uso dentro das paredes de Voorburg.

Apesar de todas as medidas, a 13 de Abril de 1421, eclodiu um enorme incêndio. Os Países Baixos eram nessa altura assolados pelas complicadas disputas Hoekse e Kabeljauwse. O bispo de Utrecht, Frederik III van Blankenheim, também interveio nas guerras entre as cidades holandesas. Com o apoio de Leiden, Kampen e Deventer, ele iniciou uma guerra em 1420 com o conde holandês Jan van Beieren e fez repetidos ataques a Amsterdam. Não é inconcebível que o incêndio da capital tenha sido iniciado pelos militares apoiados pelo bispo de Utrecht no lado sul da cidade.

Imagem de Egbert van der Poel via Wikimedia Commons

 

O Incêndio

Alimentadas por um vento sul, as chamas devoraram Bindwijkerpoort no Spui através da Kalverstraat, antes de se espalharem rapidamente para outras partes da cidade. Nas crónicas Johannes de Beke pode-se ler que um terço da cidade foi atingida pelo fogo. Os afectados foram a Capela ter Heilige Stede na Kalverstraat, a Sint Elisabethgasthuis com o município na Dam e a Nieuwe Kerk, que ainda estava em construção na época e longe de ser concluída.

A combustão deverá ter demorado algum tempo, mas o fogo em si foi provavelmente curto e forte. Uma razia de chamas que deixou para trás uma combustão lenta dos edifícios. Não se sabe se houve vítimas. Para alguns dos afectados, o incêndio foi, sem dúvida, um rombo financeiro que nunca recuperaram, mas para a cidade o incêndio parece ter sido um combustível para a expansão. Nos anos após o incêndio, vemos um grande desenvolvimento urbano. Os ataques à cidade e o incêndio deram motivos para melhorias nas defesas da cidade e ampliar a área urbana.

Casas de Pedra

Enquanto isso, o povo de Amsterdam voltava ao que fazia antes: construíam suas casas em madeira. Em outras cidades da Holanda, o tijolo já era usado para construir casas, mas em Amsterdam era usado principalmente para a alvenaria de chaminés. Somente no século XVI é que os habitantes de Amsterdam começaram a fazer suas casas em pedra. Enquanto isso, esperava-se que a cidade não fosse atingida por tal catástrofe novamente. Mas no fundo, sabiam que algo do género poderia acontecer. Tanto assim é que também estava escrito nas novas escrituras de arrendamento essa possibilidade e a não responsabilização dos senhorios. Essa expectativa tornou-se realidade, quando em 1452, outro incêndio ocorreu na cidade, muito maior do que o de 1421.

A Matriz de Risco Aplicada aos Países Baixos

Onde se colocariam os Países Baixos na famosa matriz de risco covid-19 criada pelo governo português, seguindo os mesmo critérios do nosso país? Apenas por curiosidade decidimos aplicar esses critérios e ver como estaríamos neste quadro de risco.

 

Usando os dados mais recentes, do dia 9 de Abril, esta é a posição de Portugal e Holanda na matriz de risco covid-19.

matriz de risco covid-19 9 abril

Portugal, já em desconfinamento e com o número de casos diários estabilizados, vê a sua transmissibilidade a subir para valores à volta de 1, mas a manter-se numa zona onde a precaução é exigida na reabertura dos outros sectores da sociedade, com a possibilidade de suspensão desse plano.

De relembrar o significado das cores deste quadro, segundo o governo português:

  • Verde: reabertura conforme o plano;
  • Amarelo: suspensão de reabertura;
  • Laranja: avaliação de risco. Suspensão ou retrocesso da reabertura;
  • Vermelho: retrocesso da reabertura. Alguns sectores voltam ao confinamento.

Esta acentuada diminuição de casos e manutenção do famoso R(t) não muito acima do valor 1, já levou a Holanda a retirar Portugal da lista de países obrigados a apresentar testes negativos ao coronavírus na última quinta feira.

Embora ainda na lista laranja de países de risco, tal como o resto do mundo, apenas viagens essenciais devem ser realizadas entre ambos os países. Os Países Baixos já não exigem a apresentação de testes PCR e antigénio negativos aos passageiros aéreos que chegam aos aeroportos holandeses com origem em Portugal e a forte recomendação de quarentena à chegada também já não é dada.

 

Já os Países Baixos, ao contrário de Portugal, continua a ver a sua taxa de incidência (número de novos casos por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias) com valores altos e a ultrapassarem o limite desta matriz. A Holanda apresenta, neste momento, uma taxa de incidência de 571,72/100K, mas tem visto o número de novos casos diários e por conseguinte o seu valor R(t), a baixar desde a semana 12.

Portugal, na sua última actualização de 5 de Abril, manteve a Holanda como país onde a apresentação de um teste PCR negativo deve ser apresentado no embarque dos passageiros que se deslocam por via aérea, mas com uma incidência já a passar os 500/100K, os Países Baixos arriscam a entrar na lista de países onde a quarentena será obrigatória na chegada a Portugal, para além da apresentação do teste PCR. Portugal actualiza estas listas a cada 15 dias. Teremos então de esperar pela próxima, que ocorre a 19 de Abril, para sabermos a situação dos Países Baixos.

Também a Holanda irá actualizar a situação epidemiológica e o seu plano de reabertura no próximo dia 20 de Abril.

 

Vinte Mil Milhões em Investimento de Interesse Nacional Até 2026

Imagem de 0805edwin via Pixabay

 

O governo está de saída ainda sem certezas de como se formará o próximo, mas será feito um investimento de 4 mil milhões de euros em vários sectores na Holanda. A linha Norte/Sul para Schiphol e Hoofddorp recebe a maior fatia: 1,5 mil milhões.

 

Dez projectos recebem um total de 4 mil milhões de euros do Fundo Nacional de Crescimento. O dinheiro irá para investigação do hidrogénio verde, inovação da educação e a sua preparação para o futuro e projectos de transporte público na Randstad. Quase 650 milhões de euros serão disponibilizados imediatamente e cerca de 3,5 mil milhões de euros por comprovação adicional.

 

A região de Amsterdam leva a fatia principal num máximo de 1,5 mil milhões de euros, que está reservado para a extensão da linha Norte / Sul até Schiphol, o que equivale a 50 por cento dos custos estimados. No entanto, o anúncio também contém más notícias. Nenhum dinheiro será disponibilizado para o segundo pedido de Amsterdam. A conclusão da última parte da linha de anel (Ringlijn) entre Isolatorweg e a Estação Central. O ex-vereador Sharon Dijksma, que apresentou o pedido ao Fundo Nacional de Crescimento, falou em um pacote de acordos, mas o governo não incluiu essa parte no dinheiro.

Portanto, não será automático que o conselho municipal aumente o orçamento em falta para estender o Nood / Zuidlijn. Partidos como GroenLinks e SP já haviam criticado a expansão em direcção ao aeroporto, mas foram abafadas pela promessa de que a conclusão da linha de anel traria muito mais para a capital. A questão é se eles darão apoio político se Amsterdam tiver que pagar inteiramente do seu próprio bolso para a conclusão do projecto.

A burgomestre Halsema, que fala em nome da Área Metropolitana de Amsterdam, também é moderadamente positiva. "Como vocês hoje, ouvimos dizer que o fundo de crescimento nacional recomendou a disponibilização de 1,5 mil milhões de euros para a extensão da linha Norte / Sul até Schiphol e Hoofddorp. Isso é uma óptima notícia para toda a região. Estou muito satisfeita com este importante passo que mostra que o nosso projecto é de importância nacional", diz Halsema. Ela no entanto, aponta a falta do Ringlijn nos planos. "Junto com os parceiros da região, continuaremos inabaláveis ​​com a realização total do nosso plano". Além de estender a linha Norte / Sul, também consiste na conclusão do anel circular do metro.

Schipholtunnel

Marjan Rintel, CEO da NS, ressalta que a conexão de metro com Schiphol tem mais vantagens do que apenas para viajantes por via aérea. “Este dinheiro para comboio e metro é um forte sinal de Den Haag e um testemunho de ambição e coragem. Com isso, o transporte público foi escolhido como uma solução para os principais problemas nas áreas mais movimentadas da Holanda, como a construção de um milhão de casas mais acessíveis e o cumprimento das metas climáticas.” O entusiasmo da NS é lógico, assim que o metro estiver em funcionamento, o actual "Airport Sprinter", um comboio lento a partir da Amsterdam CS via Sloterdijk, não será mais necessário e haverá mais espaço no túnel de Schiphol para comboios internacionais.

Embora a decisão do Fundo Nacional de Crescimento seja um incentivo para os proponentes da extensão da linha Norte / Sul, a alocação do dinheiro ainda não é certa. Especialistas liderados pelo ex-ministro Jeroen Dijsselbloem, que avaliaram as solicitações, destacam que Amsterdam deve esclarecer os benefícios logísticos e económicos exactos da expansão. O valor ainda pode ser reduzido ou cancelado, alertam.

A Linha Antiga

Além de Amsterdam, há um máximo de mil milhões de euros para fortalecer o transporte público nas regiões de Den Haag, Rotterdam e Zoetermeer. Isto diz respeito especificamente à "Oude Lijn" entre Schiedam e Delft.

O comité de avaliação liderado por Jeroen Dijsselbloem recebeu um total de quinze inscrições para um total de 25 mil milhões de euros em investimentos. Os projectos que não recebem dinheiro agora ainda podem ser abrangidos posteriormente.

O governo reservou um total de 20 mil milhões de euros até 2026. A intenção é que esse dinheiro seja distribuído em etapas nos próximos anos. Novos projectos futuros terão assim também uma chance de terem parte ou a totalidade do seu orçamento previsto comparticipado pelo investimento do estado.

Regras de Apresentação de Teste Muda. Portugal Sai da Lista de Obrigatoriedade

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A realização de testes de despiste ao coronavírus deixa de ser obrigatória para passageiros que viajam para os Países Baixos a partir de Portugal Continental e Arquipélago dos Açores a partir de hoje. Cai também a recomendação de quarentena na Holanda.

 

Os Países Baixos alteraram na passada quinta feira as medidas restritivas que se aplicavam aos viajantes que chegavam de Portugal por via aérea.

Desta forma, a partir de hoje 9 de Abril de 2021, deixa de ser obrigatória a apresentação de comprovativo de teste PCR (72/24 horas) e/ou teste rápido antigénio (24 horas) ao coronavírus a todos passageiros que viajam para os Países Baixos a partir de Portugal Continental e do Arquipélago dos Açores. Também a quarentena deixa de ser uma forte recomendação aos passageiros oriundos destas origens.
 
Apesar dos Países Baixos deixarem de exigir a apresentação de comprovativo dos referidos testes, mantém-se a recomendação de que as deslocações entre os dois países se limitem apenas às viagens essenciais, mantendo-se por isso ainda na lista laranja de países de risco.
Já para o Arquipélago da Madeira, mantém-se a obrigatoriedade de apresentação dos testes negativos à COVID-19 e a forte recomendação de realização de uma quarentena de 10 dias à chegada aos Países Baixos.
 
Já no sentido oposto, em viagens aéreas dos Países Baixos para Portugal, devem continuar a cumprir os requisitos definidos pelas autoridades portuguesas com a apresentação de comprovativo de um teste PCR negativo, com colheita nas 72 horas que antecedem o embarque.
 

Esta medida aplica-se a passageiros de países da União Europeia com mais de 150 casos de covid-19 por 100.000 habitantes, como é o caso actualmente da Holanda.

Os passageiros de países com mais de 500 casos por 100.000 habitantes, para além do teste, também devem ficar em quarentena por 14 dias. O governo português mantém uma lista de países aos quais isso é aplicado. A Holanda não está nesta lista, mas o governo português avalia e ajusta regularmente esta lista. Tenha isso em conta no planeamento da sua viagem, já que a Holanda encontra-se muito perto deste limite.

Dependendo da evolução, pode acontecer que os voos de e para determinados países sejam suspensos e/ou a quarentena do tráfego aéreo da Holanda se torne obrigatória em Portugal. Fique atento às informações da sua companhia aérea e do governo português, igualmente partilhadas nesta página, se necessário.

 
 

 

 

AstraZeneca Cancelada Definitivamente a Menores de 60 Anos

Imagem de Whispyhistory via Creative Commons (CC BY-SA 4.0)

 

Os cidadãos com menos de 60 anos não recebem mais a vacina da AstraZeneca. O ministro da saúde Hugo de Jonge informou essa decisão na noite de quinta-feira após o parecer do Conselho de Saúde. A vacina tem sido criticada devido aos efeitos secundários.

 

Ainda não se sabe qual vacina que substituirá a AstraZeneca.

7.500 pessoas com menos de sessenta anos já tinham uma marcação para a injecção nesta última semana. Ainda não se sabe quando poderão agora ser vacinados. Os GGDs também estão a cancelar 1.500 consultas de vacinação com pessoas com mais de 60 anos, mas estes vão ser chamados no decorrer da próxima semana. Os GGDs querem vacinar este grupo de forma mais eficiente para prevenir o desperdício de vacinas.

Na sexta-feira passada, o gabinete decidiu parar de vacinar pessoas com menos de sessenta anos com a vacina AstraZeneca. Por toda a Europa houve notificações de pessoas (especialmente mulheres com menos de 60 anos) que desenvolveram uma rara combinação de coágulos sanguíneos (trombose) e uma redução na contagem de plaquetas (trombocitopenia) logo após a vacinação. Na Holanda registaram-se cinco pessoas com esta combinação de efeitos após a vacina, de um total de 400.000 pessoas vacinadas.

Decisão Com Pouco Efeito no Plano de Vacinação

O Conselho de Saúde Holandês aconselhou na noite de quinta-feira a administrar a vacina apenas a pessoas com mais de 60 anos. O Conselho declara que o risco de danos à saúde como resultado do COVID-19 em pessoas com mais de 60 anos é maior do que o risco de efeitos colaterais que possam surgir. Por isso, com eles, os benefícios da injecção compensam o pequeno risco. Mas essa proporção é diferente para pessoas com menos de 60 anos, diz De Jonge.

Segundo o ministro, a decisão de interromper não traz grandes consequências para o planeamento da vacinação. "Meu objectivo ainda é que na segunda quinzena de maio todos com mais de 60 anos e pessoas com alto risco médico tenham sua primeira vacina e que todos os restantes que desejam ser vacinados, no início de Julho."

Entre outros, pessoas com síndrome de Down e profissionais de saúde também receberiam a vacina AstraZeneca. Na próxima semana, o RIVM examinará qual a vacina que estes grupos devem receber.

A Segunda Interrupção

Foi a segunda vez que o governo interrompeu a administração da vacina AstraZeneca para aguardar novas investigações. A Agência Europeia do Medicamento (EMA) concluiu na última quarta-feira que provavelmente existe uma ligação entre a vacina e o referido quadro clínico, mas que é muito rara.

A EMA diz que os benefícios da vacina superam as desvantagens. De acordo com o regulador, a probabilidade de morte por COVID-19 é muitas vezes maior do que a probabilidade de morte devido aos efeitos colaterais.

Quem já recebeu a primeira dose da vacina AstraZeneca deve receber a segunda dose conforme planeado, segundo o Conselho de Saúde. A nível mundial, nenhum caso de efeitos secundários graves após uma segunda injecção de AstraZeneca é conhecido.

Recorde de Vendas nos Supermercados

Imagem de Alexandra por Pixabay

 

Páscoa é o novo Natal - pelo menos, para o sector de supermercados. De acordo com a pesquisadora de mercado Nielsen, os consumidores gastaram € 974 milhões com as compras na semana passada. Em comparação, na semana anterior ao Natal de 2020, os super movimentaram pouco mais de mil milhões.

 

As vendas da Páscoa também são já um recorde, já que são 6,5% mais que os € 915 milhões do ano passado. Nielsen considera surpreendente, já que ao contrário da Páscoa 2020, que decorreu algumas semanas após o início do confinamento do país, o sector da restauração está agora totalmente empenhada com refeições para fora.

O facto de os consumidores também preencherem as suas mesas de Páscoa com produtos de supermercado nestas circunstâncias, é razão para a Nielsen acreditar que os supermercados continuarão a beneficiar enquanto a restauração não abrir totalmente as suas portas aos clientes.

Governo Inicia Testes Rápidos Para Acesso a Locais e Eventos

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Durante o mês de Abril, o governo vai iniciar ensaios com testes ao covid-19 para possibilitar a visita a museus, teatros, zoológicos e instalações desportivas, entre outros. Anunciou o Ministério da Saúde.

 

Hugo de Jonge pensa que com testes de acesso, as actividades são novamente possíveis de forma "cuidadosa e responsável". Os ensaios dizem respeito a “actividades que não carecem de licença, no máximo três dias consecutivos no mês de Abril com um número limitado de visitantes”.

Antes de visitar um local, os visitantes devem passar por um teste rápido na Stichting Open Nederland. "tanto quanto possível em 24 horas". Os testados podem então entrar tendo um resultado de teste negativo.

Alguns teatros e locais de música também estão incluídos no teste. Além disso, as pessoas podem inscrever-se para um número seleccionado de eventos e actividades desportivas. Adeptos também poderão assistir a várias partidas de futebol na Eredivisie e na Keuken Kampioen Divisie.

Todos os eventos de teste estão publicados no website da Rijksoverheid.

  • Zoológicos: ARTIS, Zoológico de Ouwehands, Blijdorp, GaiaZOO.
  • Atracções: Keukenhof, Avonturenpark Hellendoorn, Madame Tussauds, Madurodam.
  • Museus: Nederlands Openluchtmuseum, Scheepvaartmuseum, Spoorwegmuseum, Vredespaleis, Wereldmuseum, Drents Museum, Fries Museum, Slot Loevestein, Joods Historisch Museum, Aviodrome, Hermitage, Prinsenhof, Bonnefantenmuseum.
  • Teatros e salas de concerto: Theater aan het Vrijthof, MartiniPlaza, Het Koninklijk Voorstellinggebouw, Muziekgebouw Frits Philips Eindhoven, Chassé Theater, Nationale Opera & Ballet, TivoliVredenburg, Wilminktheater en Muziekcentrum Enschede, 013, Paradiso.
  • Vários casinos e salões de jogos.

Testes Aparte do Fieldlab

Critérios e condições restritas aplicam-se durante as actividades de teste, escreve De Jonge. Por exemplo, os visitantes devem seguir as medidas corona, incluindo manter uma distância de 1,5 metros de outros. Directrizes diferentes também podem ser aplicadas. Os organizadores podem, por exemplo, exigir máscaras ou definir horários.

Estes testes do governo são separados do programa de pesquisa Fieldlab Events. Uma diferença importante, segundo De Jonge, é que os eventos piloto do governo “têm como objectivo exclusivo a aprendizagem sobre o uso de testes para acesso e o funcionamento dos certificados de teste associados, enquanto os Fieldlabs têm um objectivo de pesquisa mais amplo”.

Além disso, segundo o ministro, a regra do 1,5 metros não é imposta nos eventos do Fieldlab, o que não é possível com os testes de acesso.

Linha de Teste Especial

Pessoas com um ingresso de admissão para um evento permitido, devem fazer o teste corona em uma rua de testes própria para o efeito. A marcação do teste pode ser feita na página testingvoortaccess.nl. Os visitantes devem passar pelo teste de novo até 40 horas após o evento. Não há custos associados a isso. O site afirma que a marcação deve ser feita com duas semanas de antecedência.

Pessoas com um ingresso para, por exemplo, um museu ou teatro podem marcar uma hora para um teste rápido em um local designado. Os resultados chegarão dentro de uma hora.

Com um resultado de teste negativo de, por exemplo, um local de teste GGD ou o resultado de um teste em casa, não é possível obter acesso a um evento ou actividade.

Caso o resultado seja negativo, será enviado um código por e-mail que poderá ser colocado na aplicação CoronaCheck. Com esse código, as pessoas podem acessar a um evento ou actividade.

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Ainda Não Acabou Para Rutte

Husky, CC BY 4.0 via Wikimedia Commons

 

No dia seguinte às eleições, parecia claro e sem dúvidas que Mark Rutte voltaria a ser primeiro-ministro da Holanda. Mas desde que o ChristenUnie (CU) anunciou no sábado que descartaria uma formação de gabinete com Rutte, as opções para um governo com Rutte no comando parecem estar a diminuir.

 

O Que Aí Vem

  • A presidente da Câmara, Khadija Arib, falará com todos os dezassete líderes partidários na terça-feira.
  • Após essas conversas, um novo negociador será nomeado.
  • Os detalhes precisos das funções deste negociador devem ser determinados ainda hoje.
  • A principal tarefa do sucessor de Koolmees e Van Ark será restaurar a confiança entre as partes.
 

Na verdade, no dia seguinte ao debate sobre o caso Omtzigt, havia apenas uma opção para Rutte: um governo com os actuais parceiros da coligação CDA, D66 e CU. Todos os outros partidos apoiaram uma Moção de Censura, dizendo que queriam o fim da liderança de Rutte. Seria inacreditável se uma dessas partes reintegrasse em uma nova formação com Rutte.

Quais são as quatro opções disponíveis agora?

1. Rutte Permanece: Governo Minoritário com VVD, D66 e CDA

Rutte disse após o debate que faria o seu melhor para restaurar a confiança nele e que queria continuar como primeiro-ministro. No entanto, um governo de maioria com Rutte parece não ser possível, a menos que um dos partidos ainda mude de decisão. Apenas CDA e D66 ainda não descartaram definitivamente uma coligação com o líder do VVD. Estes três partidos poderiam, juntos, formar um gabinete minoritário, o que significa 73 cadeiras.

No entanto, um governo minoritário não é o desejo de Rutte. O caso de suas conversas com os ex-negociadores Kajsa Ollongren (D66) e Annemarie Jorritsma (VVD) confirmam isso mesmo: "Acho que não. É necessária a maioria da Câmara dos Deputados, não necessariamente no Senado."

2. Rutte Permanece: VVD Fora da Nova Coligação

A líder do D66, Sigrid Kaag, colocou a bola em Rutte na quinta-feira. Tal como o líder do CDA Wopke Hoekstra, ela não apoiou a Moção de Censura, mas desaprovou o comportamento de Rutte como líder do VVD durante as negociações para a formação de governo. Kaag disse que "não era evidente" que Rutte assumiria a liderança na formação de um novo governo.

Se Rutte não se afastar, o D66 e o ​​CDA terão que pensar em como querem continuar. Já aconteceu três vezes na história da política holandesa, que o partido mais votado não forneceu o primeiro-ministro e tomou assento como oposição. No entanto, formar um governo sem os 34 assentos do VVD será difícil.

3. Rutte Fica: Coligação Não É Possível e Teremos Novas Eleições

Se Rutte permanecer como líder do VVD, formar um novo gabinete será uma tarefa difícil. Se as negociações para a formação de um governo falharem e chegarem a um impasse, terão de ocorrer novas eleições.

No entanto, este cenário não é o desejável agora que a Holanda está no meio de uma grande crise. Depois das eleições, era grande a esperança de uma formação de governo rápida. O VVD e CDA já têm aliás o seu próprio Plano de Recuperação Nacional pronto.

4. Demissão de Rutte: Todas as Opções Mantém-se na Mesa

A pressão sobre Rutte aumentou novamente no sábado. A CU anunciou que exclui Rutte, mas não o VVD para formar governo. É portanto um cenário realista que o VVD tenha de encontrar outro líder e que Rutte se retire. Com este cenário, outro líder do VVD tornaria-se provavelmente o Primeiro-Ministro da Holanda.

Este cenário coloca de novo todas as opções, incluindo continuar com a coligação actual, de volta à mesa.

Emergência no Mar do Norte Com Cargueiro Holandês

Imagem de Creative Commons sob licença (CC BY-SA 4.0)

 

Os últimos quatro tripulantes de um cargueiro que está a ter problemas no Mar do Norte perto da Noruega foram evacuados. O navio, que navega sob bandeira holandesa, emitiu um sinal de socorro na manhã de segunda-feira devido à ameaça de virar.

 

Por precaução, oito pessoas a bordo foram evacuadas de helicóptero no início do dia. Os quatro tripulantes restantes permaneceram a bordo na tentativa de estabilizar o navio. "Isso funcionou", disse um porta-voz do proprietário Eemslift Esbjerg ao NU.nl.

Todos os membros da tripulação foram transferidos para a cidade norueguesa de Alesund. Será demorado até que o Eemslift Hendrika, como é chamado o cargueiro, possa continuar sua rota de navegação para a cidade norueguesa de Kolvereid.

O Eemslift Hendrika foi construído em 2015 e tem 112 metros de comprimento e 17 metros de largura.

Neve de Abril

 

O inverno e os ventos fortes causaram alguns danos e incidentes um pouco por toda a Holanda. Hoje foi um dos dias de Páscoa mais frios da história do país. Houve precipitação esporádica de neve e granizo em todo o país e isso causou alguns problemas, principalmente no litoral. A previsão é que este tempo continue nos próximos dias.

 

Estávamos já em plena Primavera, depois de uns dias de tempo convidativo para uns passeios, com as temperaturas a atingirem recordes para a época do ano, quando eis que de repente, voltamos ao Inverno, com neve, frio e ventos fortes.

Os cais das balsas em Holwerd e Schiermonnikoog foram inundados, dificultando o acesso de pessoas e carros ao barco ou ao cais. Em Schiermonnikoog, condutores tiveram mesmo que dirigir pelo acesso inundado para chegar ao barco que faz a ligação com Lauwersoog. O horário entre Harlingen, Terschelling e Vlieland teve mesmo que ser ajustado devido ao vento.

Imagem de Islandfive via Twitter

Muitas casas de praia foram destruídas nas praias entre Castricum e Wijk aan Zee, em Noord Holland. O KNMI emitiu um código amarelo devido às rajadas de vento de até 120 quilómetros por hora.

A neve também levou à suspensão do jogo de futebol entre o Roda JC e o Almere. Em Kerkrade havia tanta neve no campo que o árbitro Ingmar Oostrom mandou os jogadores de volta para o balneário a meio do segundo tempo.

Próximos Dias

O aviso amarelo permanecerá em vigor esta noite. Existe o risco de derrapagem devido aos aguaceiros de neve e granizo. As chuvas de inverno continuarão na terça-feira, escreve Weerplaza. A atmosfera está tão fria que a probabilidade de chuva é muito pequena. A precipitação será geralmente de granizo, neve granulada ou neve. A meio do dia, a temperatura deverá ser de 5 ou 6 graus e qualquer neve irá derreter rapidamente sob o forte sol de Abril. À noite, quando o sistema de baixa pressão que se desenvolveu perto da costa norueguesa atingir o norte do país, a chance de uma camada de neve se formar aumenta novamente. Embora a temperatura seja de cerca de 4 graus no litoral com granizo e neve, pode nevar também no leste do país na zona de Drenthe e Twente com temperaturas de zero graus. Dependendo da intensidade, a neve pode permanecer no chão por mais tempo.

Aprovada Nova Ajuda à Air France - KLM

Imagem de Thanks for your Like por Pixabay

 

A Comissão Europeia (CE) deu ao governo francês a aprovação final para fornecer à companhia aérea nacional Air France apoio financeiro adicional. Anunciou o Ministro das Finanças francês este domingo.

 

Embora o ministro Bruno Le Maire não dê detalhes sobre em que consiste o pacote de apoio, a agência de notícias Reuters informa que o pacote tem um valor de cerca de 3 mil milhões de euros. O auxílio estatal adicional deve aliviar o endividamento da empresa.

Em troca do auxílio, Bruxelas exige que a Air France ceda alguns dos chamados slots, ou lugares de parque no terminal no aeroporto de Orly, em Paris. Esse requisito não é novidade para as empresas de aviação. Por exemplo, a alemã Lufthansa teve que fazer o mesmo no ano passado em troca dos milhões de apoio do governo alemão. A empresa cedeu então 24 slots nos aeroportos de Munique e Frankfurt.

Ainda não se sabe se a empresa principal, Air France-KLM, concordará com a exigência da CE. De acordo com o ministro francês, o conselho da de directores da empresa irá reunir na segunda-feira para discutir e aprovar o pacote de ajuda. Segundo Le Maire, a empresa está disposta a ceder slots em troca de ajuda, mas não as 24 que foram inicialmente exigidas por Bruxelas.

A dívida da Air France-KLM aumentou em cerca de 5 mil milhões para 11 mil milhões de euros. A França e a Holanda, ambas com uma participação em cerca de 14% na combinação das companhias aéreas, já as ajudaram com 10,4 mil milhões de euros em empréstimos e garantia de crédito. Desse total, 3,4 mil milhões de euros vieram do governo holandês.

As companhias aéreas nacionais são vistas como empresas estrategicamente importantes para as economias holandesa e francesa. A Holanda anunciou anteriormente que ainda está em negociações com Bruxelas sobre as condições em que a KLM poderia receber apoio financeiro extra, caso venha a ser necessário.

Sejam Felizes Com Quem Amam

Imagem de Julie Rose por Pixabay

 

Vinte anos depois do casamento homossexual se tornar legal na Holanda, 40.000 pessoas casaram com alguém do mesmo sexo, disse a agência nacional de estatísticas CBS na semana passada.

 

Os Países Baixos assinalaram os vinte anos de legalização do casamento homossexual no passado dia 1 de Abril. A Holanda foi o primeiro país do mundo a reconhecer e a permitir a união de pessoas do mesmo sexo. Mais tarde seguiram-se a Bélgica em 2003, a Espanha e Canadá em 2005, África do Sul em 2006, Noruega e Suécia em 2009 e só em 2010 Portugal embarcou na legalização.

A lei de casamento igualitário foi aprovada na Câmara dos Deputados e no Senado da Holanda no ano 2000, ganhando efectividade no dia 1 de Abril de 2001, depois de uma discussão política e popular que demorou cinco anos.

Em 2001, 42% dos casais já tinham formalizado a relação em união de facto registada, mas esse número diminuiu para apenas 3% nos últimos cinco anos, agora as uniões de facto oficiais já não são necessárias, disse a CBS. Os números também mostram que cerca de 400 casais homossexuais se divorciam todos os anos, sendo as mulheres são quase duas vezes mais prováveis de se separarem ​​que os homens. Pouco mais de um quarto das mulheres homossexuais divorciam-se ao fim de 10 anos, em comparação com 14% dos homens homossexuais e 16% dos casais heterossexuais.

Opinião Pública

Diversos argumentos são apresentados a favor de casamento homossexual:

  • Negar a casais do mesmo sexo o acesso ao matrimónio e a todos os seus benefícios legais conexos representa discriminação baseada na orientação sexual;
  • O bem-estar financeiro, psicológico e físico são reforçados pelo casamento e filhos de casais do mesmo sexo podem beneficiar de serem criados por dois pais ou duas mães dentro de uma união legalmente reconhecida e apoiada por instituições da sociedade;
  • Manter homens e mulheres homossexuais como inelegíveis para o casamento tanto os estigmatiza quanto impulsiona a discriminação pública contra eles, conforme afirmam documentos judiciais movidos por várias associações.

Outros argumentos baseiam-se em tratar o assunto como uma questão de direitos humanos universais, preocupações com a saúde física e mental, igualdade perante a lei e o objectivo de normalizar as relações LGTB.

Vários outros autores atribuem a oposição ao casamento do mesmo sexo à homofobia ou ao heterossexismo e comparam tal oposição às antigas proibições aos casamentos inter-raciais que vigoraram nos Estado Unidos até 1967 ou na África do Sul durante o Apartheid, até 1985 ou a questões religiosas em países mais conservadores.

E se as Eleições Fossem Hoje?

Imagem de Sebastiaan ter Burg sob licença (CC BY 2.0)

 

O estrago depois de uma semana turbulenta em que o futuro político do líder do VVD, Mark Rutte, está por um fio, é visível agora com a pesquisa de Maurice de Hond. No rescaldo do caos, o VVD perderia 6 assentos no parlamento holandês. De acordo com De Hond, um partido Omtzigt fictício poderia tornar-se o maior partido do país.

 

De Hond apresentou na manhã de domingo uma nova sondagem onde participaram quase 4.000 eleitores. Isto seguiu-se a uma semana em que Rutte teve sérios problemas devido a comentários e entrevistas sobre a posição do membro do parlamento do CDA, Pieter Omtzigt, durante a negociação para a formação de um novo governo. O ainda primeiro-ministro cessante, mas ainda não reeleito depois das eleições do passado dia 17 de Março, mal sobreviveu a uma Moção de Censura, mas deixou a Câmara dos Deputados com um Voto de Desconfiança por parte de todos os partidos, excepto do VVD.

O Binnenhof estremeceu profundamente esta semana, mas no final, o VVD continua a ser o maior partido do país na sondagem de De Hond. Os liberais baixaram de 34 para 28 cadeiras e o PVV também perdeu uma posição, somando entre eles sete cadeiras parlamentares perdidas (6 do VVD e 1 do PVV). Não há ninguém que realmente beneficie com isso. Os assentos vagos terminam em JA21 (2 assentos), D66, FvD, PvdD, Volt e BBB (todos com 1).

Sondagem Maurice de Hond Imagem Portugueses na Holanda

 

A necessidade entre os líderes dos vários partidos de ingressar num governo com Rutte como primeiro-ministro parece ser pequena. Além do próprio VVD, mais de metade deles neste momento, só vêem essa possibilidade com a inclusão do JA21 na coligação.

Partido Omtzigt

De Hond também pesquisou como os votos seriam distribuídos em algumas situações hipotéticas. A mais impressionante é a situação em que Omtzigt iniciaria o seu próprio partido. De acordo com a pesquisa, ganharia 27 lugares no parlamento, um a mais que o VVD . Um hipotético "Partido Omtzigt" seria então a maior força política do país. O partido fictício retiraria principalmente votos do PVV, CDA e VVD.

A pesquisa também mostra quantos assentos um VVD conseguiria com Tamara van Ark, a número 2 nas últimas eleições, como líder do partido. De Hond mostra que o VVD sairia das eleições com apenas 20 lugares. Isso confirma a imagem do VVD, onde não existe qualquer alternativa para Rutte como líder, neste momento.

Tradicionais Fogos de Páscoa de Novo Cancelados

Imagem de Sansibla sob licença (CC BY-SA 3.0)

 

Pelo terceiro ano consecutivo, o norte e o leste da Holanda cancelam os tradicionais Fogos de Páscoa. É a segunda vez que devido ao covid-19 não se realiza esta tradição. Em 2019, a grande maioria dos eventos planeados para a Páscoa foi proibida devido ao clima seco e risco de incêndio.

"É uma pena. Não para nós, mas para os jovens que realmente gostam de construir a pira para o fogo", disse Luc Strating, da organização de Fogos da Páscoa 't Aol Volk, para a RTV Drenthe. "Eles realmente fazem disto uma festa e isso agora se foi completamente."

As primeiras fogueiras da Páscoa foram acesas no nordeste da Holanda em 1624. O fogo sempre foi um símbolo de fertilidade e novos começos. Inicialmente, as piras foram construídas perto de grandes casas de agricultores, mas logo os fogos de Páscoa começaram a ser organizados por todas as pequenas vilas e aldeias. Nos dias de hoje, quem quiser pode construir uma à sua maneira com paletes, ramos ou até árvores inteiras.

Somente em Drenthe, ocorriam cerca de setenta deste fogos de Páscoa até 2019. Esse número variou, mesmo no canto sudeste da província. "Houve momentos em que tínhamos apenas alguns", disse Luc Strating na vila de Dalen, perto de Coevorden. "Mas também houve anos em que tivemos quinze Fogos de Páscoa na vila."

Concentração de Material Particulado na Atmosfera

A organização de Fogos de Páscoa parece ter-se conformado com o terceiro cancelamento consecutivo. Nem mesmo um pedido de organização surgiu este ano. Mas há preocupação com o futuro porque a continuidade dos Fogos da Páscoa já estão em discussão há algum tempo. Em 2018, a pesquisa do Instituto de Saúde Pública e Ambiente (RIVM) mostrou que estas fogueiras na Páscoa contribuíram com meio por cento das emissões totais de partículas na Holanda. Com a importante nota lateral, de acordo com o RTV Oost, que os Fogos da Páscoa são acesos durante dois dias e portanto, produzem uma concentração extra de material particulado em suspensão na atmosfera por um tempo muito limitado, igualado apenas ao dos fogos de artifício da passagem de ano.

Em resultado dessa investigação, o Stichting Houtrookvrij e o Houtrook.nl pedem a proibição dos Fogos de Páscoa nos Países Baixos. Mas esta discussão está no momento paralisada devido à pandemia. Devido a estas fogueiras na Páscoa na Alemanha e nos Países Baixos, a qualidade do ar em partes da Holanda deteriora-se. O vento geralmente de leste nesta altura do ano, trazem o cheiro a queimado, fumo e fuligem à zona das grandes cidades (Randstad). Nesta pesquisa, o RIVM alerta que os Fogos da Páscoa causam poluição e deterioração da qualidade do ar, o que é especialmente mau para pessoas com doenças pulmonares ou cardiovasculares podem sofrer com a poluição.

Cidades Apelam: Abram as Esplanadas

Imagem de Karolina Grabowska por Pixabay

 

O apelo da burgomestre de Amsterdam, Femke Halsema, para reabrir as esplanadas e outros espaços ao ar livre de forma responsável está a receber o apoio dos seus colegas. Por exemplo, Ahmed Aboutaleb de Rotterdam, Sharon Dijksma de Utrecht e Jan van Zanen de Den Haag informaram que também eles desejam abrir gradualmente os espaços ao ar livre, desde que seja seguro fazê-lo.

 

No programa da RTL 4, Beau , Halsema apelou ao governo na noite de sexta-feira para reabrir os espaços ao ar livre, como zoológicos e esplanadas. Isso reduziria as situações caóticas nos parques da cidade. Na semana passada esteve excessivamente movimentado no Vondelpark, entre outros lugares, o que gerou tensões quando a polícia teve de evacuar o parque.

Os números de pessoas são tão grandes que você não pode esperar que o município, a polícia e os agentes de segurança mantenham a ordem”, disse Halsema sobre a aglomeração nos parques.

Sua colega Dijksma respondeu positivamente no sábado. "Isso literalmente dá às pessoas o espaço para passear de maneira responsável", disse a burgomestre de Utrecht. “Dessa forma, você dá às pessoas mais espaço para aproveitar o ar livre de forma controlada”, diz Aboutaleb.

Conselho de Segurança a Favor

O Conselho de Segurança, equivalente à Protecção Civil de Portugal, que integra as 25 regiões de segurança dos Países Baixos, também é favorável à "flexibilização passo a passo, dependendo da situação das vacinas e da situação epidemiológica", afirma o porta-voz de Hubert Bruls, presidente do Conselho de Segurança e burgomestre de Nijmegen.

"Faz sentido olhar para uma flexibilização de fora para dentro. Conforme indicado no início desta semana, o Conselho de Segurança está a discutir um plano de abertura com o governo. Este plano está sob a responsabilidade do governo holandês. Não podemos dizer nada sobre os detalhes do plano ainda. Esperamos que este plano entre em vigor nas próximas duas semanas."

É Preciso Uma Outra Solução

Segundo Halsema, há cada vez menos entendimento sobre as medidas nacionais tomadas pelo governo, também entre os governos locais. O motivo do encerramento do sector da restauração, por conta das multidões que causaria nas cidades, está desactualizado, segundo a burgomestre. "Essa agitação está lá de qualquer maneira, mas ainda pode ser administrada nas esplanadas."

Ela enfatizou que a reabertura deve ser feita com responsabilidade. A presidente do municipio não acha que tudo pode ser "jogado fora" assim. "Mas você precisa ter certeza de que as regras e a vida se reconectam um pouco. Acho que precisamos de muito mais espaço ao ar livre", diz Halsema.

"Eu preferiria muito mais ver as pessoas sentadas em uma esplanada de maneira um tanto ordenada, em vez de mil pessoas no Vondelpark, até porque o sector da restauração está realmente a precisar de atenção."

Holanda Cancela de Novo AstraZeneca

Imagem de Creative Commons sob licença (CC0 1.0)

 

Os GGDs cancelaram cerca de 10.000 marcações para vacinação com a AstraZeneca, a pessoas com menos de 60 anos de idade.

 

Isto aplica-se imediatamente e em qualquer caso até a próxima quarta-feira, 7 de abril. As pessoas deste grupo que aguardavam na fila para a vacinação, não recebem para já a vacina deste fornecedor.

O governo decidiu interromper temporariamente o uso da vacina da AstraZeneca para pessoas com menos de 60 anos. Esta decisão foi tomada devido a possíveis efeitos colaterais.

O centro de investigação laboratorial Lareb informou na sexta-feira que cinco pessoas desenvolveram uma combinação de trombose e baixo número de plaquetas, uma semana após receber esta vacina.

Uma delas, uma mulher, teve uma embolia pulmonar, que causou a sua morte. Uma outra mulher sofreu uma hemorragia cerebral. As cinco mulheres tinham entre 25 e 65 anos. Uma ligação entre a vacina e estes casos está de novo a ser investigada.

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