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publicado por Portugueses na Holanda, em 29.04.17 às 13:00link do post | | adicionar aos favoritos

Claro que o novo artigo da rubrica Viajar Pela Holanda teria de ser sobre a cidade de Tilburg, que foi a organizadora oficial das festividades do Dia do Rei 2017.

Centro da cidade de Tilburg 

A História

O primeiro documento a referir a cidade surge em 1191, num documento chamado Liber Aureus, que refere um povoamento com o nome de Tilliburgis, mas há evidências arqueológicas, que colocam a presença humana na zona muito antes. Desde a pré-história, há 9.000 anos a.C., que o Homem habita a zona, mais ou menos permanentemente, com grupos de caçadores-recolectores. 

No século XV, a cidade situada na província de Noord Brabant, recebe o seu castelo pela mão de Jan van Haestrecht, um dos Senhores de Tilburg, filho bastardo de  Paulus Pouwels van Haastrecht e Catharina van Naaldwijk. Em 1858 o castelo foi demolido para dar lugar a uma fábrica têxtil, mas ainda é relembrado no seu brasão de armas.

A partir do ano 1600, Tilburg torna-se num importante centro comercial e industrial têxtil da região. Com a lã como principal matéria-prima, só esta cidade arrasou com o comércio da lã no restante país no século XVIII. A 18 de Abril de 1809, o Rei da Holanda, Lodewijk Napoleon Bonaparte, irmão de Napoleão, realiza uma viagem pelas províncias de Zeeland e Noor Brabant para se inteirar dos problemas da região. Nos anos seguintes, um grande investimento em infra-estruturas, saúde e sistema financeiro, foram realizados. A cidade tinha nesta altura, cerca de 9.000 habitantes. Pouco depois, em 1826, Tilburg recebe a ligação em estrada, entre as cidades de Breda e 's-Hertogenbosch e em 1863 é feita a ligação ferroviária a Breda. Em 1916, o Wilhelminakanaal é escavado de forma a desenvolver um porto na cidade. Em 1921 iniciam a construção do principal porto, o Piushaven, que só em 1923 fica pronto para uso, finalizando assim todo o projecto da cidade.

A Hogere Burger School, antigo palácio real 

Com o fim do Império Napoleónico e a implementação da Dinastia de Oranje-Nassau na Holanda, o Rei Willem II faz de Tilburg a sua morada, com a construção de um palácio em 1847. Infelizmente, não chegou a ver a sua conclusão, já que faleceu antes de ficar pronto. A sua família passou as instalações para a cidade, que criou ali a Hogere Burger School, que ainda hoje funciona com o nome de Koning Willem II College. Nesta escola estudou o famoso artista Vincent Van Gogh, entre 1866 e 1868. A Câmara Municipal de Tilburg funciona em parte do edifício e é conhecida como Paleis-Raadhuis.

 

Século XIX chega e Tilburg passa a ser conhecida como a Cidade da Lã. A indústria têxtil tem os seus anos de ouro com a presença de 125 fábricas na cidade. Com tão alto número de fábricas a operar, a cidade cresce em população. Vários trabalhadores e senhores mudam-se para a cidade, fazendo-a crescer, populacionalmente e economicamente, que durou até aos anos 60 do século XX. A partir desta década, a indústria têxtil entra em declínio e muitas empresas acabam por fechar.

 

A Cidade e a Guerra

Ponte demolida pelo exército 

Tal como o resto do país, Tilburg sofre com a 2ª Guerra Mundial. O exército holandês demole a ponte sobre o canal da cidade de forma a dificultar o avanço do exército nazi. Várias vezes bombardeada pelas forças invasoras, os estudantes da cidade foram perseguidos, presos e enviados para campos de concentração ou mortos. A grande maioria destes estudantes fizeram parte da Resistência Holandesa durante os anos de guerra.

A cidade teve os seus heróis e heroínas. Uma das mais famosas é Coba Pulskens, uma simples empregada de limpeza que ajudou judeus na fuga e pilotos aliados abatidos. Acabou por ser apanhada pelas tropas nazis em casa, com três pilotos que ajudava na altura. Os pilotos foram abatidos no local e ela foi enviada para o campo de concentração de Ravensbrück, onde foi imediatamente encaminhada para as câmaras de gás, onde faleceu. Recebeu do Governo Americano, a Medalha da Liberdade a título póstumo. Da parte do Governo holandês, nunca recebeu uma distinção pelos seus actos heróicos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Coba Pulskens (à direita) e o monumento em sua homenagem (à esquerda)

 

A 27 de Outubro de 1944 a cidade é libertada pelas tropas aliadas, mas mesmo assim ainda recebeu dois ataques nazis. Em Fevereiro caem duas bombas na cidade. As temidas V1 e V2 tiram a vida a 44 pessoas.

 

Presente

Com 213.000 habitantes e uma área de quase 89 Km2, tem 9 museus disponíveis e ainda várias igrejas, mosteiros e monumentos alusivos a vários temas. Desde a Natureza, passando pela Guerra Mundial, tem na indústria têxtil o seu principal tema.

A arquitectura moderna também está presente em vários edifícios na cidade e é hoje sede de várias empresas na área tecnológica. É também casa da Universidade de Tilburg e as suas 14 faculdades.

Festividades na Roze Maandag 

Com passeio a pé pelo centro ou arredores em bicicleta, irá descobrir as belezas da cidade muito facilmente. Ao logo do ano são também vários os festivais na cidade. O mais conhecidos e concorridos são a Roze Maandag, o maior Kermis (Feira Popular) do Benelux, organizado em parceria com organizações LGTB. O Carnaval, conhecido na cidade como Kruikenstad. o Festival Mundial, um grande encontro multicultural na área da música. A Hart van Brabantloop, uma marcha de estafetas de 105 Km por 11 cidades da região. E a International Gipsy Festival, um festival de música cigana de vários países.

Para os mais aventureiros, perto da cidade encontra-se o mais famosos parque temático do país. O Efteling, a poucos quilómetros a norte da cidade.

 

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publicado por Portugueses na Holanda, em 26.04.17 às 19:44link do post | | adicionar aos favoritos

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E chegámos ao tão esperado verdadeiro feriado holandês. O Dia do Rei. Antes de tudo, da nossa parte, os nossos parabéns ao Rei da Holanda, Willem-Alexander, que comemora este ano, 50 primaveras.

Sendo uma data tão simbólica, o aniversariante organizou uma espécie de concurso nacional para festejar esta data junto com os seus súbditos holandeses. Ao longo do ano foram sorteadas 50 pessoas em que a data de aniversário é também a 27 de Abril. Os escolhidos serão presenteados com um jantar no palácio real em Amsterdam, juntamente com a Família Real.

 

Tilburg 2017

Antes disso, os festejos oficiais deste ano serão na cidade de Tilburg. 

Para além do Rei Willem-Alexander e Rainha Máxima, acompanhados pelas suas filhas, as Princesas Amalia, Alexia e Ariane, estarão também presentes o Príncipe Constantijn, Princesa Laurentien, Príncipe Maurits, Príncipe Bernard, Princesa Annette, Príncipe Pieter-Kristiaan, Princesa Anita, Príncipe Floris e Princesa Aimée.

 Família Real Holandesa

Tilburg organizou uma festa de rua bastante grande. Com uma duração estimada de duas horas, com inicio às 11:00, onde a comitiva chega no comboio real e é espera na estação central da cidade pelo burgomestre e algumas crianças, partem logo de seguida para as ruas, onde as irão percorrer e ver as várias actuações e demonstrações preparadas, que serão treze no total. Desde desporto, a música e dança, o ponto alto é esperado ás 11:55, onde se farão ouvir 50 pianos a tocar uma peça especialmente criada para o dia.

Perto das 13:00, um concerto final marcará o final das festividades.

Festividades de rua 

Outras Festas

Claro que sim. Para os que não podem ou preferem outros locais, o que não faltará no Dia do Rei é festa. Todas as cidades, todas as províncias, terão mercados de rua, música e festa. Nos grandes centros urbanos podemos encontrar várias feiras populares onde se podem divertir e passar um dia diferente. Em Rotterdam e Amsterdam encontram churrascos na rua, música e dança. As mais movimentadas estarão fechadas ao trânsito e o álcool em certos locais será permitido na via pública.

Uma coisa é certa em qualquer festa, o Laranja é a cor obrigatória, já que é a cor que simboliza a Holanda e a sua Casa Real.

Feira Popular, a Kermis na Dam em Amsterdam 

Meteorologia

Infelizmente a meteorologia não acompanhará as festividades. Estão previstos aguaceiros, que podem ser fortes e acompanhados de queda de granizo e a temperatura máxima, não deve passar muito dos 9º Celsius. Um casaco será obrigatório e um guarda-chuva aconselhado, desde que... cor de laranja, pois claro.

 

A todos, Een Fijne Koningsdag 2017.

 

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publicado por Alvaro Faustino, em 22.04.17 às 17:57link do post | | adicionar aos favoritos

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 Vista sobre a cidade e rio

Iniciamos hoje com este artigo, o nosso novo trabalho sobre o país: Viajar Pela Holanda.

Holanda não é só Amsterdam, Rotterdam, Den Haag ou Utrecht, a chamada Randstad. Não. Há mais Holanda para lá destas cidades. Com os próximos artigos, queremos dar a conhecer a outra Holanda. A menos conhecida.

 

Nijmegen

A cidade milenar.

Com uns belos 2000 anos atingidos em 2005, esta cidade na província de Gelderland, faz fronteira com a Alemanha e foi fundada no século I a.C pelos Romanos como acampamento militar, na fronteira Nordeste do seu Império.

O nome da cidade em holandês provém do latim, Noviômago.

Banhada pelo rio Reno, foi escolhido devido ás elevações existentes, que permitiam uma boa visão sobre todo o vale do delta formado pelos rios Reno e Mosa.

O crescimento da cidade não foi pacifico ao longo dos séculos. No ano de 69, os Batávios, habitantes originais da região, destruíram a cidade romana, mas isso não impediu a sua reconstrução logo depois. No ano 104, o Imperador Trajano oficializa a cidade e o seu nome:  Úlpia Noviômago dos Batavos. A partir dos inícios do século IV, a presença romana enfraqueceu e a cidade passou para domínio do Reino Franco. Devido ao rio e o seu acesso à costa e ao interior do continente europeu, o comércio prosperou e em 1230, o Imperador Sacro Frederico II oficializou definitivamente Nijmegen como cidade, com todos os seus privilégios. Em 1247 a cidade foi dada como garantia de um empréstimo ao Conde de Gelderland. Devido à falta de pagamento deste empréstimo, a cidade ficou assim inserida nesta província. Em 1364, torna-se membro da Liga Hanseática, uma aliança de cidades mercantis para estabelecer e controlar todo o comércio no norte da Europa.

 Bandeira e brasão de Nijmegen

Chega a Guerra dos Oitenta Anos e o comércio na cidade pára. Uma vez que passou a fazer parte da Republica das Províncias Unidas, sofreu vários cercos que mataram o comércio e o motor económico da região. Só a partir da segunda metade do século XIX e inícios do século XX, a cidade voltou a crescer a um ritmo constante, sendo fundada a Universidade de Randboud em 1923. Em 1927 e para facilitar a navegação e comércio, foi aberto um canal de navegação entre o rio Mosa e um dos braços do Reno, o Waal.

Em 1940, Nijmegen é a primeira cidade holandesa a cair nas mãos da Alemanha Nazi, com a 2ª Guerra Mundial. Sendo um dos principais pontos de entrada de abastecimento ás tropas nazis na Europa Ocidental, é fortemente bombardeada pelas forças Aliadas. Em 1944, é palco de uma das mais famosas operações militares da 2ª Grande Guerra. Entre os dias 17 e 25 de Setembro de 1944, mais de 41.000 pára-quedistas são lançados nas imediações da cidade, imediatamente seguidas por duas divisões de infantaria e duas divisões blindadas que estavam estacionadas na fronteira belga-holandesa. O objectivo? Tomar as pontes da cidade e cortar uma das principais veias de abastecimento do inimigo. Com as pontes tomadas, as tropas Aliadas ficariam também com um ponto de entrada na invasão à Alemanha. Foi uma batalha que ajudou à vitória Aliada na 2ª Grande Guerra.

 Complexo universitário

Presente

Hoje Nijmegen é uma cidade próspera. Com a sua Universidade, recebe estudantes de vários países. É casa de cerca de 170.000 pessoas de várias nacionalidades, sendo cerca de 17.000 deles, estudantes universitários. Fresca e jovem, a cidade anda de mão dada entre o passado e o futuro, com vários edifícios e locais históricos e arquitectura moderna. Mais de um milhão de pessoas participam em Julho no evento Quatro Dias de Marcha. A cidade alberga nove museus regionais e muitos locais  e monumentos históricos. No Verão é costume actuarem bandas nas praças e nas dezenas de esplanadas de bares e restaurantes do centro. Para quem prefere a Natureza, Nijmegen oferece uma paisagem de rio, diques, bosques, charnecas e colinas nas suas imediações.

 

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publicado por Portugueses na Holanda, em 09.04.17 às 19:47link do post | | adicionar aos favoritos

 

É a prova rainha do atletismo na Holanda. A Maratona de Roterdão realiza-se anualmente no mês de Abril e é sempre muito concorrida por holandeses e estrangeiros.

Este ano, e para não variar, correm portugueses na prova principal e nas provas secundárias. 

Já fizemos história nesta prova. Em 1985, Carlos Lopes vence-a e quebra o recorde da prova e depois, Domingos Castro em 1997. Também elas já fizeram história. Rosa Mota em 1983 e Aurora Cunha em 1992, ao ganharem a prova feminina.

 

A Prova de 2017

Este ano, participaram 13065 atletas e os cinco primeiros lugares pertenceram a quenianos, sendo o primeiro com um tempo de 2:06:04, do atleta Marius Kimutai. Nas mulheres, Meskerem Assefa da Etiópia foi a vencedora, com um tempo de 2:24:18.

Mas e portugueses. Vamos aos portugueses na prova principal. Primeiro as senhoras:

 

Apenas duas participantes a mostrarem o que valem.

  1. Liliana Louro, de Lisboa, com um tempo de 3:59:05 na posição 5193 na geral de qualificação.
  2. Tatiana Louro, de Lisboa, com um tempo de 4:41:34 na posição 10117 na geral de qualificação.

Quanto aos homens temos as seguintes qualificações e tempos dos três primeiros.

  1. Luís Pereira, Matosinhos. 43º posição, com o tempo de 2:30:19
  2. Vasco Batista, Famalicão. 63º posição, com o tempo de 2:35:47
  3. Nelson Santos, Lisboa. 166º posição, com o tempo de 2:47:07
  4. Joaquim Castela, Lagos. 256º
  5. Francisco Antunes, Mafra. 266º
  6. Ricardo Oliveira, Marinha Grande. 268º
  7. Hugo Dourado, Lisboa. 517º
  8. Paulo Pires, Charneca da Caparica. 586º
  9. Jorge Caiado, Oeiras. 623º
  10. Carlos Cabrita, Faro. 787º
  11. José Santos, Almada. 883º
  12. José Silva, Porto. 1159º
  13. Rui Freitas, Oeiras. 1199º
  14. Ângelo Felgueiras, Parede. 1545º
  15. Afonso Lopes, Massamá. 2157º
  16. José Miranda, Cotovios. 2231º
  17. Paulo Barbosa, Valongo. 2263º
  18. António Pereira, Loures. 2323º
  19. Fernando Alves, Tallaght. 2530º
  20. Jorge Correia, Sabugo. 2748º
  21. Nuno Marcal, Lisboa. 2793º
  22. Hugo Sousa, Valongo. 3035º
  23. Domingos Rodrigues, Belas. 3366º
  24. Miguel Barreiros, Sintra. 3522º
  25. José Mendes, São Pedro da Cova. 3678º
  26. Sérgio Magalhães, Igrejinha. 3959º
  27. Martim Carvalho, Lisboa. 4610º
  28. Nuno Clemente, Lisboa. 4796º
  29. Francisco Rodrigues, Sobreda. 5487º
  30. José Bonito, Amadora. 5702º
  31. Renato Carvalho, Condeixa-a-Nova. 5790º
  32. Ricardo Areias, Valongo. 6065º
  33. Luís Vicente, Lisboa. 7078º
  34. Rui Melo, Lisboa. 7175º
  35. António Lima, Funchal. 7790º
  36. José Morga, Setúbal. 8132º
  37. Sebastião Carvalho, Lisboa. 8932º
  38. Charles Saunders, Loulé. 9383º
  39. Francisco Batista, Amadora. 9648º
  40. Luís Carvalho, Lisboa. 10256º
  41. João Martins, Lisboa. 11663º

A todos, os nossos parabéns pelo esforço, garra e participação na prova.

 

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publicado por Alvaro Faustino, em 09.04.17 às 13:33link do post | | adicionar aos favoritos

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Biblioteca de Roterdão. Não confundir com a Rotterdam Bibliotheek da Hoogstraat no centro da cidade. Não, esta é diferente porque é portuguesa.

 

Três amigas de Belas Artes juntam-se no projecto. A Andreia Costa, a Patrícia Pinheiro de Sousa e a Constança Saraiva, são as mentoras e criadoras da ideia e do espaço. Num apartamento da Mauritstraat, juntam crianças e graúdos de várias nacionalidades. Portugueses, Cabo-verdianos ou Brasileiros, todos com uma coisa em comum: A Língua Portuguesa. São lidos livros infantis ás crianças, acompanhadas por vezes com outras actividades. Música, pintura, colagens. Aqui dão asas à imaginação enquanto pais e educadores trocam ideias e experiências. Aqui partilham-se e aproximam-se culturas em português, com uma adesão crescente de participantes.

 

 

O Projecto

Uma das razões para o aparecimento deste projecto em Outubro de 2016, deve-se ao facto de crianças, principalmente as de pais de diferentes nacionalidades, não perderem o contacto com o idioma de um dos pais. Isso não impede as crianças de pais onde ambos falem português de participarem e terem mais contacto com o idioma e outras culturas. No dia da nossa visita, por exemplo, foi lida uma história infantil cabo-verdiana. Tufas, A Princesa Crioula, de Dai Varela com ilustrações de Alberto Fortes, trazida por uma das mães.

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Tufas, a Princesa Crioula, de um jovem autor infantil cabo-verdiano 

As leituras são realizadas de 3 em 3 semanas e sempre partilhadas pela página do Facebook da Biblioteca Roterdão e contam com o voluntariado e boa vontade de quem participa, seja um bolinho caseiro ou ajuda nas actividades. Com parcerias das escolas portuguesas de Amsterdam, Rotterdam e Den Haag, deslocam-se por vezes a estas para actividades com os miúdos. De inicio, com uma pequena caixa de livros, têm hoje alguns problemas de logística neste tipo de deslocações, com as já centenas de obras infantis que possuem.

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 Pintura, recorte e colagem são outras das actividades do espaço cultural

Segundo a Andreia e a Patrícia, com quem falamos, procuram sempre ajudas para manter o projecto vivo e encontraram em algumas editoras portuguesas, a doação de livros de histórias infantis. O Instituto Camões ajudou com a preservação e encadernação dos livros e o Arte Institute de Nova Iorque apoiou-os com as estantes de exposição, mas é com todos nós que o projecto vive. Podem sempre ajudar com um donativo ou com a doação de livros infantis em português ou outros para adultos, que são vendidos para apoiar e financiar a continuação do projecto. Estão sempre abertos a ideias e participações de pessoas, autores ou artistas exteriores.

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 Alguns dos livros disponíveis

A requisição dos livros pode ser feita mediante o pagamento de uma pequena anuidade de 12 Euros.

 

O Futuro

Para o futuro e com a ajuda da Gemeente de Rotterdam, esperam encontrar um espaço mais adequado ás actividades que se propõem e de funcionamento permanente. Não esperando uma exclusividade de biblioteca, planeiam dar acesso a outras actividades em torno da literatura, como por exemplo, encadernação ou ilustração de livros.

Facebook Biblioteca Roterdão

Biblioteca Roterdão

 

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publicado por Portugueses na Holanda, em 04.04.17 às 21:37link do post | | adicionar aos favoritos

São dois meses apenas, todos os anos, desde a sua inauguração. Os Jardins Keukenhof apresentam ao Mundo, o que de melhor a Natureza tem... Made In Holland.

O Keukenhof abre todos os anos de Março a Maio para mostrar e exibir as produções dos vários empresários de flores da Holanda. Túlipas, Orquídeas, Narcisos, Jacintos e muitas outras espécies, são mostradas orgulhosamente a visitantes e turistas.

Keukenhof fica na cidade de Lisse, bem perto de Amsterdam e do seu aeroporto. Acessível pelas auto-estradas A4 e A44, com um parque de estacionamento enorme e bem organizado.

Como visitar? 

Eis aqui como.

 

O mais prático é adquirir os ingressos de entrada na página do Keukenhof, por 16 Euros. Poupa assim tempo na entrada e evita a enorme fila para comprar as entradas no local. Se se deslocar de carro, pode também adquirir o ingresso para o parque de estacionamento. Sim, tem de pagar à saída 9 Euros. Mas se comprar online, paga apenas 6 Euros.

Vá de manhã, de preferência antes das 10:00 para evitar a chegada dos autocarros cheios de turistas e confusão consequente. O Keukenhof está aberto de 23 de Março a 21 de Maio, diariamente das 8:00 ás 19:30.

Pode deslocar-se à loja de Informações para adquirir um mapa para o ajudar a navegar dentro do parque, caso contrário, tem sempre indicações ao longo dos caminhos e assim, vai descobrindo alguns recantos que não aparecem no mapa.

Existem vários pavilhões com exposições, mas os mais interessantes são as exposições de túlipas e orquídeas. Dois locais cheios de fragrâncias coloridas.

Entre as exposições, pode admirar as mais variadas cores e formas das flores. Os seus perfumes estão em toda a parte no parque.

 

Dentro do recinto, existem vários estabelecimentos para almoçar e lanchar, mas não tenha vergonha de levar o seu pequeno merendeiro, sentar-se junto à agua e recuperar forças perdidas. O Keukenhof disponibiliza também um passeio de barco com uma duração de 45 minutos por 8 Euros por pessoa. O passeio aquático leva-os ao coração da produção das flores. Aos terrenos onde são cultivadas e colhidas. Por entre canais e flores, verá a Holanda de outra perspectiva. Se pretende o passeio de barco, antes prepare-se para uma espera aborrecida. São centenas de turistas a querer esta experiência. 

 

Para além do carro, pode também chegar ao Keukenhof com os transportes públicos desde Leiden, Haarlem, Amsterdam e Schiphol e pode sempre comprar um bilhete combinado que lhe dá acesso à viagem de autocarro para o parque e entrada para o mesmo.

 

Deixo aqui a ligação para a página de venda de bilhetes do Keukenhof, em inglês: Compra de Bilhetes

e um pequeno vídeo para vos despertar a curiosidade.

 

 

 

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publicado por Portugueses na Holanda, em 02.04.17 às 09:00link do post | | adicionar aos favoritos

Para os amantes das flores, mais propriamente das tulipas, apresentamos a Rota das Tulipas no norte da Holanda.

A maioria das tulipas na Holanda são criadas no Noordoostpolder, na província de Flevoland. São mais de 10 Km2 ao longo de uma rota de 100 quilómetros de caminhos e estradas, floridos e coloridos entre Abril e Maio. Esta rota foi considerada em 2009, a mais bela rota pela National Geographic.

 

 

Devido ao seu tamanho, a melhor forma de visitar este local é de carro ou bicicleta, mas também é possível fazer pequenas caminhadas por rotas mais pequenas. Para as carteiras mais recheadas, é possível mesmo uma viagem de helicóptero. As rotas estão devidamente sinalizadas em toda a sua extensão.

Consulte o mapa para ver a rota: Tulpenroute 2017.

 

 

 

 

O ponto mais impressionante desta rota, são os 6 Km2 de um mosaico de flores e cores, inspirado pelo artista holandês Mondrian. As cores e flores estão dispostas em formas rectangulares a fazerem lembrar as obras de pintura do artista, tal como se vê na imagem acima. 

 

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publicado por Portugueses na Holanda, em 01.04.17 às 16:00link do post | | adicionar aos favoritos

Tal como na maioria dos países ocidentais, também a Holanda dá o ar das suas graças no 1 de Abril, também ele Dia das Mentiras. Um dia perigoso para partilhar noticias. Por isso mesmo, decidimos nós mesmos criar as nossas e fomos investigar. E hoje nada melhor como noticia, como dar a conhecer as mais elaboradas mentiras do 1 de Abril na Holanda.

Como a maioria deve ter percebido, também nós fizemos a nossa brincadeira na página Facebook, com uma pequena mentira. Descansem, não só vamos continuar aqui como se tudo correr bem, vamos ainda crescer para chegar e ajudar ainda mais esta comunidade.

 

Existem várias histórias na Holanda. Algumas, genialmente contadas, outras, facilmente desmascaradas. Eis aqui as seis melhores histórias holandesas do Dia das Mentiras. Uma por década.

 

Em 1969, o Nederlandse Journaal, lança a notícia de que iria haver um grande controle por parte das autoridades, para descobrir quem via e ouvia televisão e rádio, sem o pagamento da respectiva taxa de visualização. Pelas ruas iriam circular veículos especiais com aparelhos capazes de descobrir os prevaricadores. Mas não ficaram por aqui. Nessa mesma notícia, o jornalista lança uma dica: Talvez com papel de alumínio em volta dos aparelhos televisivos ou radiofónicos, fosse possível evitar a detecção.

Resultado: No dia seguinte, o papel de alumínio esgotou em poucas horas nas lojas por toda a Holanda.

 

 

Corria o ano de 1977. Um jornal regional de Bollenstreek fala sobre a possibilidade de um gigantesco icebergue dar à costa na praia de Katwijk aan Zee. Nesse dia, milhares de carros entupiram as avenidas da cidade e transformaram a praia numa verdadeira plateia, cheia de pessoas, muitas munidas de binóculos, à espera do icebergue.

 

1982, a rádio 3FM tinha sido tomada pela rádio pirata Space Radio, uma rádio a transmitir via satélite a partir do Liechenstein. O programa rádio TROS Top 50 era a vitima. As telefonistas da emissora não estavam a par da brincadeira, mas mesmo assim foram inundadas com telefonemas de ouvintes preocupados e elas, sem saber o que se passava ou como responder ás preocupações. O caos foi de tal forma, que o locutor do programa, Ferry Maat, teve de terminar a brincadeira horas depois.

 

 

Em 1993, o Jeugdjournaal conta a notícia de que no Rijksmuseum van Oudheden, o Museu de História Natural de Leiden, os investigadores tinham encontrado uma múmia que tinha um coração que ainda batia. A descoberta tinha acontecido quando os curadores do museu abriram um sarcófago. A mentira foi de tal forma bem contada, que milhares se deslocaram ao Museu para ver semelhante achado. A única coisa que conseguiram, foi o aumento de visitas ao museu nesse dia, para verem um pedaço de papel a desmentir a noticia.

 

 

 

Em 2004, o Jeugdjournaal lança a notícia que o Primeiro Ministro da altura, Jan Peter Balkenende teria sido o escolhido para representar o papel de pai de Harry Potter, nos filmes da saga. Uma história que contava inclusive com a participação do próprio realizador, que disse que Balkenende era perfeito para o papel, assim que o viu nas notícias num telejornal em Inglaterra, afirmando que o próprio já tinha aceite o papel. Uma história que correu o Mundo e levou mesmo à oposição na Holanda a exigir novas eleições se o Primeiro-Ministro fosse fazer o papel. 

 

2014 em Rijswijk, um observador de pássaros consegue fotografar um Dodo num ninho de cegonha. Dodo é um pássaro gigantesco, não voador, com quase um metro de altura e vinte quilos de peso, originário das Ilhas Maurícias. A foto corre o país de uma forma séria através dos serviços noticiosos. A foto era de tal forma credível, que muitas pessoas, curiosos e investigadores, deslocam-se à cidade para comprovar o achado. É evidente que descobriram a mentira. A espécie Dodo está extinta desde os finais do século 17 e devido ao tamanho e peso, seria impossível chegar ao topo de um poste para um ninho de cegonha.

 

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