O principal meio de informação em português na Holanda. Notícias, informação e ponto de encontro da comunidade portuguesa. Também pelo Facebook em www.facebook.com/portuguesesholanda
publicado por Alvaro Faustino, em 29.11.13 às 22:09link do post | | adicionar aos favoritos (1)

controle de documentação pela GNR 

 Este é o texto que mostra como fazer o contrário do que foi informado no artigo O Carro Português na Holanda. Aqui vamos informar aos que regressam a Portugal e não sabem o que fazer com o seu carro holandês. Tal como acontece aqui na Holanda, também em Portugal é possível pedir uma isenção de pagamento do Imposto Automóvel (IA) ou mais recente, o Imposto Sobre Veículos (ISV) desde que, como é evidente, sejam preenchidos alguns critérios.

Segundo os serviços aduaneiros, estes são os critérios para a isenção do pagamento do IA por transferência de domicilio de outro país europeu, no nosso caso, da Holanda.

 

  • Sejam maiores de 18 anos, tenham residido noutro país da UE durante pelo menos 12 meses e se encontrem habilitados a conduzir durante o período mínimo de residência.
  • Sejam proprietários do veículo em questão há pelo menos 12 meses antes da transferência de residência para Portugal, contados a partir da data de emissão do documento que atesta a propriedade ou no caso do veiculo ter sido adquirido em locação financeira, a partir da data em que foi celebrado o contrato de locação.
  • Tenham adquirido o veículo no país onde residiam anteriormente e onde tenham pago os impostos exigidos nesse mesmo país e não tenham beneficiado de qualquer desagravamento fiscal aquando da expedição ou exportação para Portugal. (quero sinalizar este ponto pois vamos voltar ao mesmo mais à frente)
  • O veiculo seja introduzido no consumo por ocasião da transferência de residência para Portugal.
  • O pedido de isenção seja feito no prazo de 6 meses após a transferência de residência.

 

Onde requerer a isenção?

Deve dirigir-se a uma alfandega. Veja aqui a Lista de Alfandegas para encontrar a mais próxima da sua residência.

 

Quais os documentos necessários?

  • Declaração Aduaneira de Veículo (DAV mod. 22.1101) e Pedido de Isenção (mod. 22.1100).
  • Certificado de residência emitido pela entidade competente do país onde residiu, onde conste a inscrição nos registos de habitantes, as datas de inicio e cancelamento de residência. No caso de não existir autoridade de registo de habitantes, o cancelamento é atestado pela entidade consular. No caso holandês, deverá pedir este certificado na Gemeente (Câmara Municipal onde reside).
  • Documento da vida quotidiana que ateste a residência no país de proveniência, como por exemplo, recibos de electricidade, água, recibos de vencimentos ou provas de descontos para saúde e/ou reforma.
  • Documentos originais do veículo (Certificado de Matricula/Titulo de Registo de Propriedade.
  • Carta de condução válida há pelo menos 12 meses antes da transferência de residência.
  • Documentos pessoais: Bilhete de Identidade, Cartão de Contribuinte ou Cartão de Cidadão.
  • Certificado de Conformidade e modelo nº. 9 do Instituto da Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT); inspecção técnica do veículo (mod. 112).
  • Declaração de consentimento para consulta da situação tributária e contributiva ou na sua falta, certidão comprovativa da situação tributária e contributiva regularizada. No caso holandês deverá dirigir-se ás Finanças (Belastingdienst) para pedir essa certidão.

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Também se aplica a isenção a:

  • A veículos que tenham emissões de CO2 inferiores a 160g/Km.
  • Portadores de;

                                  a) A pessoa com deficiência motora, maior de 18 anos, com um grau de incapacidade igual ou superior a 60%;
                                  b) A pessoa com uma multideficiência profunda um grau de incapacidade igual ou superior a 90%, pessoa com deficiência que se mova exclusivamente apoiada em cadeira de rodas , com um grau de incapacidade igual ou superior a 60% e pessoas com deficiência visual com um grau de incapacidade igual ou superior a 95%, independentemente da sua idade.
                                  c) A pessoa com deficiência das Forças Amadas, independentemente da sua natureza.

 

Se tudo correr bem, o seu carro holandês receberá uma matricula e documentos portugueses, sem o pagamento do Imposto Automóvel. 

Mas, e se não preencher os critérios pedidos?

Nesse caso existe uma regra na Holanda que permite ao proprietário do veículo um reembolso de 30% do valor do Imposto Automóvel holandês (BPM). Sim, a isenção de pagamento deste imposto em Portugal é melhor e mais amigo da carteira, mas no caso da isenção não poder ser atribuída, estes 30% poderão ser uma ajuda nas despesas de legalização do carro em Portugal.

 

Se for esse o caso:

Como pedir o reembolso de 30% do valor de BPM?

Deverá fazer esse pedido aos balcões da VWE (Service Points).

ATENÇÃO:

Se for reembolsado deixará de ter o direito à isenção de pagamento de Imposto Automóvel em Portugal. Este pedido só deverá ser realizado caso não reúna as condições para a isenção. 

Terá de se fazer acompanhar pelos seguintes documentos:

  • O registo de propriedade mais recente do veiculo (parte I/IA, parte II/IB e cópia da parte III/Certificado de Transferência II.
  • As respectivas matriculas.
  • O seu documento de identificação.

A partir daqui a própria VWE trata dos documentos para a exportação legal do seu veículo e de abater as respectivas matriculas holandesas.

Se tenciona conduzir até ao destino no veículo deverá então pedir uma matricula de exportação. São matriculas de fundo branco válidas por 14 dias, desde que o APK do veículo ainda esteja válido. Terá também de efectuar um seguro para que possa conduzir. Poderá tratar disto tudo nos balcões da VWE.

 

exemplo matricula de exportação

 

Poderão pedir este reembolso todos os veículos registados na Holanda a partir do dia 16/10/2006. Também aqui a VWE poderá assistir ou realizar o processo completo.

Se preferir realizar o pedido sem ajuda, este terá de ser realizado nas Finanças Holandesas (Belastingdienst) não mais tarde do que 13 semanas a contar da data de registo para exportação com a devida documentação que o prove.

 

Pode usar o Calculador BPM para ver o valor a ser reembolsado.

 

Toda a informação pode ser consultada nos seguintes locais:

Portal do Cidadão - Serviços Alfandega.

INR Instituto Nacional de Reabilitação - Segurança Social.

VWE Voertuiginformatie en -Documentatie - Export (em inglês).

 

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publicado por Alvaro Faustino, em 28.11.13 às 20:42link do post | | adicionar aos favoritos (1)

 

Não sei se é pela forma que está escrito ou pela forma geral que foi divulgada, mas parece que há pessoas que ainda não entenderam bem a questão abordada neste texto, por isso vou voltar a falar dela, desta vez de uma forma mais completa e oficial.

 

Assim sendo e para responder à pergunta que muitos fazem, "tenho de mudar a carta de condução para holandesa se viver na Holanda?" E de uma forma geral a resposta é: Sim. Tem de a trocar.

Mas como e porquê? Vamos a seguir explicar mais uma vez, explicando a Lei Holandesa como também a Europeia.

 

O que diz a Lei Europeia?

A Lei Europeia divide-se em duas partes. Em primeiro, a circulação em viagem.

Com uma carta de condução portuguesa é possível viajar na Holanda sem a necessidade de a trocar. Isto apenas se está de passagem ou está no país em turismo, visita de familiares ou pequenos períodos de tempo.

 

O caso muda quando somos residentes na Holanda.

Sendo residente, isto é, estando registado na Gemeente (Câmara Municipal) da sua área, a Lei Europeia que se aplica é a seguinte:

"Se for viver para outro país da UE, pode conduzir nesse país com a sua carta de condução actual enquanto essa for válida." Mesmo com uma carta de condução portuguesa, sendo residente na Holanda, a validade da sua carta é vista como holandesa e aqui a mesma é de 10 anos. Esta é a validade das cartas de condução na Holanda.

 

O que diz a Lei Holandesa?

A Lei Holandesa divide-se igualmente em duas partes. Em primeiro, cartas de condução com emissão anterior a 19 Janeiro de 2013.

A sua carta de condução portuguesa é válida por 10 anos, a contar da data de emissão da mesma. Se a sua carta de condução tiver mais de 9 anos, poderá ainda conduzir com a mesma por 2 anos, a contar da data da sua inscrição na Gemeente (Câmara Municipal).

Tenha em atenção à validade da sua carta de condução portuguesa. Para que o processo seja aceite pelas autoridades holandesas, a sua carta de condução portuguesa tem de ser válida.

 

Casos práticos:

- A sua carta de condução portuguesa foi emitida no ano de 1995 e registou-se na Holanda no ano de 2013. Neste caso, a sua carta de condução portuguesa deverá ser trocada até 2015.

- A sua carta de condução portuguesa foi emitida no ano de 2010 e registou-se na Holanda no ano de 2013. Neste caso, a sua carta de condução portuguesa é válida até 2020.

- A sua carta de condução portuguesa foi emitida no ano de 2001 e registou-se na Holanda no ano de 2010. Neste caso, já deveria ter efectuada a troca por uma carta de condução holandesa. Se continuar a conduzir com a sua carta de condução portuguesa, poderá ter problemas e ver aplicadas coimas se ela for controlada numa operação da polícia holandesa.

 

Cartas de condução, com emissão posterior a 19 Janeiro de 2013.

Neste caso, poderá conduzir com a mesma durante 15 anos a contar da data de emissão da mesma.

 

Como trocar a minha carta de condução portuguesa?

Se tiver de trocar a sua carta de condução portuguesa pela holandesa, deverá dirigir-se á sua Gemeente (Câmara Municipal) para fazer o pedido. Necessita de uma foto tipo passe, o seu Cartão de Cidadão, a sua carta de condução portuguesa e um valor de cerca de 50 Euros (depende das cidades). O pedido é realizado pela Gemeente à entidade que faz a emissão das cartas de condução na Holanda, a RDW. Depois de feito o pedido, deverá receber uma resposta da RDW em 7 dias úteis, com a aceitação ou não da troca e a data em que poderá levantar a sua nova carta de condução, desta feita, holandesa. O levantamento deve ser feito no mesmo local em que fez o pedido.

 

A informação disponibilizada foi retirada dos seguintes locais:

Condução na Europa - Turismo

Condução na Europa - Residentes

RDW

 

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publicado por Alvaro Faustino, em 17.11.13 às 18:55link do post | | adicionar aos favoritos

 

Fado. O que melhor caracteriza e distingue Portugal em termos musicais e património musical, não só no nosso país como também além fronteiras. A Holanda não é excepção. É possível encontrar espectáculos de Fado um pouco por todo o país, seja através de pequenos grupos e amantes de Fado, seja pelas grandes vozes nacionais que aqui dão o seus concertos.

Desta feita temos o orgulho de apresentar o projecto Fado ao Centro que estará na Holanda para uma série de espectáculos em várias cidades. Podem ser encontrados em Coimbra onde dão concertos diários nesta cidade e fazem também com frequência deslocações ao estrangeiro, sendo mesmo inclusive destacados pelo The Guardian como um dos 15 locais de visita obrigatória em Portugal e também em outras publicações de Portugal. Durante a próxima semana é a Holanda que tem o prazer de os receber e ouvir ao vivo.

 

Segue assim a programação:

 

  • 20 e 21 de Novembro (Quarta e Quinta-feira) - Restaurant Vida Pura 
    Contacto : 0031 407676295.
    Morada : Eindhovenseweg 115
    5552 AA VALKENSWAARD.
  • 22 de Novembro ( Sexta-Feira) - Restaurant Samba e Fado
    Contacto : Tereza Vandenberg
    0031 629625552/ 0031 104267040.
    20h00.
    Morada : Hoogstraat 118-1, 3111 HL Schiedam
  • 23 de Novembro (Sábado ao jantar) - Restaurant Algarve
    Contacto : Paulo Silva.
    0031 630694468/ 0031302718408
    Morada :  Biltstraat 98, 3572 BH Utrecht.
O Fado ao Centro agradece desde já a vossa presença com a intenção de voltarem já em 2014.
Mais informações do Fado ao Centro:
 

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publicado por Alvaro Faustino, em 16.11.13 às 19:06link do post | | adicionar aos favoritos

 

Acabou... Teoricamente. Os números do 3º trimestre deste ano mostram a economia holandesa a inverter e a crescer 0.1%. Apenas 0.1%, mas a crescer o que em termos económicos diz-nos que a recessão acabou. Os resultados do final de Setembro já mostram um aumento de 3.000 novas ofertas de trabalho, o que também aqui inverte a tendência de aumento do desemprego. No total estavam disponíveis 94.000 ofertas de trabalho. Os números anteriosmostravam que no trimestre de Julho-Setembro de 2013 ainda se tinham perdido 46.000 postos de trabalho. Em termos anuais e em comparação com 2012, foram mais 160.000 postos que se perderam em 2013 devido à crise.

 

O maior responsável por este crescimento deve-se ao aumento das exportações holandesas, cerce de 2.1% mais que o ano anterior.

Em relação ao consumo, este ainda mostra números negativos, 2.3% menos. São já dois anos e meio de diminuição do consumo, principalmente em bens como automóveis, vestuário e mobiliário, mas também em combustível, energia e alimentação.

O investimento em negócios também continua negativo em relação ao ano anterior, com uma queda de ainda 3%. O investimento imobiliário e em edifícios industriais e de escritórios ainda não saiu dos números negativos.

 

Em termos pessoais nas nossas vidas, pouco ou nada irá mudar. O plano de poupança do Governo para o próximo ano mantém-se com cortes nos subsídios e aumento de alguns impostos, especialmente nos que respeitam aos de veículos e circulação, mas o sentimento começa a mudar.

Segundo o presidente do Nederlandsche Bank, Klaas Knot, os números mostram já um sentimento optimista em relação à economia para o próximo ano.

 

Noticia original em AD.

 

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publicado por Alvaro Faustino, em 16.11.13 às 14:12link do post | | adicionar aos favoritos

 

Por vezes não escrevo com a frequência que muitos desejariam. Eu mesmo não escrevo com a frequência que quero, mas tudo isto é por uma razão. Também gosto de ler. Ler bastante, o que me faz encontrar os artigos que gosto de partilhar com todos. Este é um caso. Um artigo que fala da aprendizagem de idiomas pelos nossos filhos. Um óptimo texto para nós, que estamos imigrados e temos filhos, no nosso caso, que têm de aprender o holandês e o português, mas que poderá ser qualquer outra língua.

O artigo original foi escrito por duas brasileiras imigradas nos Estados Unidos. Regina Camargo e Eliana Elias, duas especialistas em educação infantil e que vivem em São Francisco onde organizam actividades para a aprendizagem do português pelas crianças na zona onde vivem.

 

* * *

Muitos pais nos pedem sugestões práticas para continuarem a apoiar o desenvolvimento da língua portuguesa dentro de casa. A verdade é que existem muitas formas de se fazer isso, e nem todas as estratégias usadas serão bem sucedidas em todas as famílias. Temos que considerar várias diferenças: nível educacional da família, temperamento das pessoas envolvidas, línguas faladas por outros membros da família, etc. Porém, entendemos que a formação de uma identidade cultural sadia e o desenvolvimento de relacionamentos positivos dentro da família são fundamentais para qualquer aprendizado. Portanto, longe de criarmos uma lista completa, estaremos dividindo algumas sugestões que nos ajudaram na formação da nossa abordagem educativa.

 

1- Faça um esforço consciente - A perda da língua materna ocorre na maioria dos grupos de imigrantes. Quando a criança é cercada por uma língua dominante, ela tende a desenvolver a preferência pela língua falada na escola, na rua e nos meios de comunicação. Famílias de imigrantes que querem apoiar o desenvolvimento da língua materna têm de fazer um esforço consciente para que isso aconteça.
 
 
2- Cultive relacionamentos positivos - A língua não passa de um veículo para unir as pessoas. O ser humano nasce com o instinto natural de se comunicar, de compartilhar experiências com outros seres humanos. A base de todo aprendizado está no relacionamento. Relacionamentos positivos ajudam na formação de uma comunidade receptiva, que estimula a comunicação.
 
3- Mantenha a naturalidade- Muitos pais desistem de falar sua língua nativa quando seus filhos começam a responder na língua dominante. Outros se tornam militaristas, e forçam o uso do português dentro de casa, a ponto de transformarem as interaçõesentre pais e filhos em algo extremamente negativo. O ideal é procurar um equilíbrio. A melhor forma de se cultivar a língua é criar um ambiente natural e positivo, onde nenhuma língua é proibida.

 
4- Crie um ambiente onde todos os membros da família possam conversar e trocar idéias- Muitos imigrantes levam uma vida muito corrida, sempre trabalhando muito. É preciso lembrar que a criação de rotinas familiares, como refeições, idas ao parque, passeios e eventos festivos formam a base da vida afetiva da criança. Temos que, deliberadamente, criar rituais onde os membros da comunidade possam achar oportunidades para comunicação diária.
 

 
5- Evite usar as crianças como intérpretes dos mais velhos - Crianças tendem a aprender a língua do país hospedeiro bem mais rapidamente que seus pais. Em muitas comunidades de imigrantes as crianças tornam-se tradutoras. Pesquisadores têm documentado os efeitos negativos que essas práticas, aparentemente inofensivas, têm na formação da identidade das crianças. Ter um papel de tamanha responsabilidade confunde a criança, que passa a ver os pais como incapazes. Essa mudança na hierarquia familiar traz problemas que são ainda mais visíveis nos adolescentes. Os pais que aprendem a língua dominante ou que procuram manter a hierarquia familiar intacta têm mais chance de manter um relacionamento sadio com seus filhos.
 

 
6- Crie oportunidades para a criação de projetos- Projetos simples, como pintar um quarto, fazer um bolo, escrever uma estória, costurar uma roupa ou confecionar um carrinho de madeira, proporcionam plataformas para desenvolvimento de vocabulário rico e um contexto de aprendizagem novo e cativante. Crianças amam um projeto!
 
7- Veja as crianças como fontes de inspiração - Observe as ‘paixões’ das crianças e incentive essas paixões. Futebol? Animais? Música? Quase todos os assuntos tornam-se ricas fontes de aprendizado.
 
8- Fique atento aos ‘erros’- Tente não se tornar a ‘polícia linguística’ de seus filhos. A correção excessiva dos erros pode inibir o desenvolvimento natural da língua. Porém, fique atento aos erros. Eles podem ser fonte de informação interessante… uma das estratégias efetivamente usadas é repetir a frase corretamente durante a conversa. Outra é simplesmente ‘guardar’ o erro e falar sobre ele dentro de um outro contexto.
 
9- Crie um ambiente linguisticamente rico - Incentive boa música, livros e oportunidades para conversar. Leia! Leia! Leia! A força da leitura não pode ser minimizada. Livros desenvolvem o vocabulário, a capacidade de compreensão, o conhecimento geral e a criatividade.
 
10- Use um vocabulário variado e fuja das palavras comuns - O fato de estarmos morando fora do nosso país faz com que as fontes de inspiração linguísticas dos nossos filhos sejam limitadas. Por isso devemos fazer um esforço contínuo para darmos a eles a experiência de um vocabulário variado. Por exemplo: ao invés de dizer simplesmente “Que sorvete bom!”, exagere, diga “Esse sorvete está extremamente delicioso… nunca provei algo assim… um manjar dos Deuses!”.
 
11- Use gestos e repetições - A linguagem corporal tem um valor muito grande dentro da comunicação. Use e abuse de gestos para criar um contexto onde as palavras possam se encaixar normalmente. Se a criança não entender algo, evite a tradução. Mude as palavras, explique de outra forma. Use a tradução somente quando extremamente necessário.
 
12- Crie contextos diferentes e divertidos- Passeios, shows, brincadeiras e jogos são ótimas formas de estimular a imaginação e o uso da linguagem.
 
13- Estimule a formação de uma comunidade- Crianças e adolescentes precisam de ‘espelhos’ que reflitam suas realidades. A conexão com outras pessoas que desfrutam de experiências similares estimula a formação de uma identidade cultural sadia.
 
14- Demonstre interesse pela leitura e pela beleza da linguagem - Crianças imitam o comportamento dos pais. Seja expressivo sobre seu interesse pela beleza da língua portuguesa. Leia para seus filhos, leia com seus filhos e leia enquanto seus filhos estejam observando você.
 
15- Faça um investimento em materiais educativos- Evite entrar nas armadilhas da sociedade de consumo! Busque brinquedos educativos e reusáveis. O ato de brincar é importantíssimo para a formação cognitiva da criança.
 
16- Evite atividades passivas- Crianças que passam muitas horas na frente da televisão ou do computador perdem a chance de interagir ativamente com outras pessoas ou com materiais educativos.
 
17- Construa ‘pontes’ de entendimento entre a escola e a família- Mesmo as famílias que não falam a língua dominante devem desenvolver um papel ativo na escola. Procure formas de participar da vida escolar de seus filhos.
 
18- Cultive orgulho pela nossa cultura, língua e costumes - Nossa língua está intimamente conectada com nossa cultura.
 
19- Evite ser excessivamente patriótico - Um grande número das crianças brasileiras imigrantes não retornará ao Brasil. Viver com essa realidade é entender o papel que temos na formação de crianças que têm aptidão multicultural. É importante cultivarmos a apreciação por TODAS as culturas e línguas que nos cercam. E também importante não colocarmos a cultura hospedeira e a cultura brasileira em competição.
 
20- Fale abertamente sobre as diferenças culturais - Explicações simples como: “No Brasil as pessoas se cumprimentam com três beijinhos e aqui a gente aperta a mão.” São mais descritivas que julgamentos como: “No Brasil as pessoas são mais calorosas, aqui todo mundo é tão frio!”.
 
21- Fale sobre o processo de aprendizagem da língua, tornando-o consciente - O processo de desenvolver duas línguas é às vezes complicado. Conversando com as crianças sobre esse processo podemos ajudá-las a desenvolver ferramentas para que elas possam melhor enfrentar os desafios.
 
22- Evite usar o português como forma de chamar a atenção das crianças - Temos que procurar construir laços positivos com o português. Por isso, usar o português somente para corrigir o comportamento das crianças não é recomendável.
 
23- Procure manter laços com sua família brasileira (n.r.: portuguesa) - A tecnologia nos disponibiliza muitas formas de continuarmos a ter contato com nossas famílias no Brasil. Telefonemas, cartas, e-mails e vídeos se tornam influências poderosas na formação das crianças. Meus filhos, por exemplo, adoram receber vídeos dos tios, tias e primos. Nesses vídeos, alguns membros da família contam estórias, outros leêm livros e outros simplesmente mandam recados.
* * *
O artigo original poderá ser encontrado no Contador de Estórias, copiado através do Blog Filhos Bilingues.
 
Poderei mesmo acrescentar a 24ª dica. Na Holanda e em muitos outros países onde a imigração portuguesa se faz sentir, é possível encontrar também escolas portuguesas que seguem o currículo escolar português. Procure informar-se na sua comunidade ou através dos respectivos Consulados de Portugal.
 

Por uma comunidade forte, unida e informada.

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publicado por Alvaro Faustino, em 09.11.13 às 22:00link do post | | adicionar aos favoritos

 

No passado dia 3 de Novembro fiz uma visita à Expat Fair 2013 "I Am Not A Tourist" em Amsterdam. Bastante concorrida, com muitas apresentações e informação a reter. Não deixa de ser um local onde se "vende" muita publicidade, muita, considero eu, não muito importante para um imigrante que chega ou que viva já na Holanda, mas lá terá a sua razão de ser.

Tiveram presentes empresas e instituições muito variadas, desde empresas de trabalho como a Undutchables e a Together Abroad, passando por escolas internacionais como a American International School of Rotterdam ou a British School os Amsterdam, escolas de línguas como a Talencoach ou a UvA Talen, agências imobiliárias como a Expat Housing ou a RandstadWonen e serviços financeiros como a Expatax ou a Ralph´s Tax Service.

E depois empresas, lojas ou instituições como a MiFoto ou a Democrats Abroad (sim, o partido politico americano). Mas tirando tudo isto, também estiveram disponíveis várias palestras e workshops, desde como encontrar trabalho na Holanda, passando pela importância da aprendizagem do idioma holandês, explicação das diferenças no arrendamento de habitação nas três grandes cidades, até coisas menos faladas mas de grande importância como por exemplo ter um filho na Holanda ou a forma de educação infantil holandesa.

 

O conceito da Expat Fair é interessante, pois coloca no mesmo espaço toda a informação que um imigrante precisa para iniciar a sua vida no país, mas o problema é que está mais virado para falantes do idioma inglês e/ou pessoas com algum nível de formação, deixando de fora muitas pessoas que não dominam o inglês ou que não tenham uma formação superior. Por isso mesmo, toda a informação que recolhi nesta Expat Fair vai ser lida e estudada para que possa partilhar com todos vós nos próximos artigos.

 

Como nota final e a titulo pessoal, encontrei também dois livros interessantes sobre a cultura e história geográfica da Holanda, os quais aconselho a leitura.

 

Este fantástico e divertido livro de Greg Shapiro, How To Be Orange, um americano naturalizado holandês, que nos conta de uma forma divertida a sua integração numa cultura diferente. As comparações entre culturas e formas de sociedade que vivem na Holanda, especialmente em Amsterdam, onde vive o autor, comediante e actor.

 

E também The Dutch and Their Delta, de Jacob Vossestein, que nos leva numa viagem histórica de descobrimento da geografia holandesa, a história da eterna batalha contra a água, a luta dos holandeses pela terra seca, os projectos e construções de protecção do país mas também, o de que menos bom acontece, as tragédias, os acidentes e a preocupação com as mudanças climatéricas.

Tive oportunidade de falar com o autor que teve a amabilidade de autografar o livro e explicar de uma forma simples a grande complexidade da Holanda.

 

Na edição deste anos estiveram em exposição os seguintes:

 

O organizador do evento

Expatica Communications 

Administração:

Djent Administratie

Bancos:

ABN AMRO Bank

Serviços Financeiros:

Hilfort

Regus Amsterdamse Bos

Produtos e Cultura Holandeses:

Clog Maker Koos Vreeswijk

Dutch Dimensions

Greetings from NL

Stuff Dutch People Like

Agentes Imobiliários:

Amsterdam House Hunting

Wevers Home Real Estate

Empregadores:

Booking.com (Online Hotel Reservation)

Sapienza Consulting

Serviços Familia:

Kinderopvang Bimbola

Hestia Kinderopvang

KDV Junior Service Amsterdam

Governo:

Expatcenter Amsterdam Area

Hoteis e Acomodação de Férias:

Allurepark de Thijmse Berg

Seguradoras:

Bupa International

ONVZ

Comida e Bebida Internacionais:

Atomic Spices

British Corner Shop

House of Bols Cocktail & Genever Experience

Kingsalmarkt

Moyee Coffee

Reypenaar Cheese Tasting Rooms

Van Velze's Chocolaterie & Patisserie

Wines in Amsterdam

Escolas Internacionais:

Albert Einstein International School

American International School of Rotterdam

Amsterdam International Community School

British School of Amsterdam

Escolas de Idiomas:

NedLes

Talencoach

Top Taal

University of Amsterdam Institute for Dutch Language Education

UvA Talen

Serviços Legais:

Everaert Advocaten

Mr. M.J. Meijer c.s., Notarissen

Entretenimento:

Bottlocase

easylaughs

Expatica Date

Mail & Female

North Sea Jazz Club

Sizzle Dancing

STET Stiching The English Theatre

What's Up Amsterdam

Media:

City of Bikes

Confessions of a Shallow Man

DutchNews.nl

Expatica.com

International New York Times

Xpat Media

Mudanças:

Voerman International

Crown Relocations

EUROHOME Relocation Services

Nova Relocation

Settle Service

Fotografia:

Anna Gilhespy

MiFoto

Studio Twisk

Agências Recrutamento:

Undutchables

Together Abroad

Agências Aluguer

Expat Housing

Housing XL

Htel Serviced Apartments

Interhouse Huur- en Verhuurprofessionals

Perfect Housing

RandstadWonen

Impostos:

Corvus Tax

Expatax

Okx van Leeuwen

Ralph's Tax Service

Telecomunicações:

Ortel Mobile

Toggle Mobile

Universidades:

Amsterdam Business School

Maastricht School of Management

Rotterdam School of Management

Webster University

Sem Fins Lucrativos:

ABC Treehouse

ACCESS

Alcoholics Anonymous

Al-Anon Family Group

American Women's Club of Amsterdam

Amsterdam American Business Club

Amsterdam Expat Meetup Group

Amsterdam Mamas

Amsterdam Writing Workshops

British Consulate-General

The British Society of Amsterdam

Crossroads International Church

Democrats Abroad

Expatriate Archive Centre

Serve the City Amsterdam

Swedish Chamber of Commerce

Tara Bodong

Toastmasters of the Netherlands

Ven2-4Cancer

Women's Business Initiative

 

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publicado por Alvaro Faustino, em 02.11.13 às 19:46link do post | | adicionar aos favoritos

 

Em Julho passado tivemos na nossa página do Facebook um pequeno inquérito da autoria de Eduardo Nunes. Como deverão estar recordados, a pesquisa tinha como objectivo avaliar o grau de afectividade que os emigrantes, os estudantes e os luso-descendentes que se encontram no estrangeiro, sentem por Portugal. Quais os motivos de estarem longe e como se sentem a residir no novo país. 

 

Ao todo, foram recolhidos 521 inquéritos válidos recorrendo às ferramentas Google Sheets, Facebook e a vários Blogs internacionais geridos por portugueses.
O interesse manifestado na divulgação dos resultados foi para Eduardo Nunes claro, 93% dos inquiridos afirmaram estar interessados na publicação do resumo dos resultados. Este facto mostrou o interesse que o tema abordado tem para os participantes do questionário.

Assim sendo, segue um pequeno resumo com os resultados da pesquisa.

 

  • Ao todo, foram recebidos 521 questionários válidos durante os meses de Julho e Agosto.
  • 82% dos inquiridos indicaram ter menos de 40 anos.
  • 44% dos inquiridos indicaram ter saído de Portugal há menos de 24 meses e 83% indicaram ter saído há menos de 10 anos. Por seu turno, 3% dos respondentes indicaram que residem desde sempre fora de Portugal.
  • Os sentimentos relativos à situação actual de Portugal que foram mais apontados no inquérito foram a Tristeza (presente em 57% das respostas), a Revolta (27%) e Pena (13%).
  • Os inquiridos indicaram que o melhor de Portugal está na sua gastronomia (55%), no clima (50%) e nas pessoas (49%), e que os produtos nacionais mais competitivos no mercado global são o vinho (61%), o calçado (36%) e a cortiça (22%).
  • Segundo os dados do inquérito, os motivos que levaram os inquiridos a emigrar podem ser separados em três grandes blocos:
    1) - Motivos Profissionais – Nestes motivos destacaram-se o desemprego (27%), a precariedade e baixos salários (24%) e a vontade de progredir na carreira (10%);
    2) - Motivos Pessoais – Foram apontados com maior relevância a aventura e o querer conhecer novas culturas (17%), motivos familiares e amorosos (15%) e a procura de uma qualidade de vida melhor (9%).
    3) - Motivos Sócio-Económicos – Neste bloco, os três apontamentos mais assinalados foram a crise económica (9%), a incerteza e instabilidade (8%) e as condições políticas (5%).
  • Relativamente aos factores salariais, 95% dos inquiridos indicaram ser indivíduos em idade activa, 4% indicaram ser estudantes e 1% reformados. Fazendo uma análise à parte da amostra composta pelos inquiridos em idade activa, leia-se não estudantes nem reformados, 54% dos inquiridos afirmaram estar satisfeitos com as suas condições remuneratórias actuais, 36% indicaram estar muito satisfeitos, 7% declararam estar pouco satisfeitos com os seus rendimentos, 2% indicaram estar nada satisfeitos e por fim 2% admitiram estar desempregados à data do inquérito.
  • Em relação ao acto de emigrar, 37% dos respondentes indicaram que aconselham a emigrar para o país onde se estabeleceram, 20% aconselham a emigrar para um país diferente do país onde estão, 16% dos inquiridos aconselham a não emigrar porque é difícil, e 7% indicaram que a decisão de emigrar deve ser uma decisão pessoal e portanto preferem não aconselhar.
  • Último ponto. Comparativamente às intensões de voltar a Portugal, 45% dos participantes indicaram que pretendem voltar a Portugal num futuro distante, 31% assumiram que não pensam para já na opção de voltar e 17% indicaram que pretendem voltar a Portugal num futuro muito próximo.

 

E assim estão partilhados os dados deste inquérito e pesquisa. Agradecemos também a todos os que participaram nesta pesquisa e que contribuíram para o conhecimento dos sentimentos dos portugueses no estrangeiro.

 

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