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publicado por Portugueses na Holanda, em 14.05.17 às 13:12link do post | | adicionar aos favoritos

Prémio final do Festival da Eurovisão da Canção 

Agora que já festejamos, podemos analisar com calma os detalhes dos votos e pontuações oficiais. 

Contra tudo e contra todos, Salvador Sobral vence o festival, com pontuações máximas dos vários júris e dos espectadores.

No nosso caso em particular, apenas vamos analisar Portugal e Holanda.

 

Portugal

Salvador Sobral com o tema "Amar Pelos Dois" ficou em 1º lugar, com um total de 758 pontos.

 O júri português foi composto por:

  • Tozé Brito - Cantor, compositor e director da Sociedade Portuguesa de Autores
  • Nelson Carvalho - Produtor musical e engenheiro de som
  • Inês Meneses - Radialista
  • Celina da Piedade - Música
  • Rámon Galarza - Músico, produtor musical

O quadro de júris portugueses deu a seguinte pontuação:

  • Chipre - 1
  • Noruega - 2
  • Holanda - 3
  • França - 4
  • Austrália - 5
  • Moldávia - 6
  • Suécia - 7
  • Bélgica - 8
  • Áustria - 10
  • Azerbaijão - 12

A pontuação do público português foi a seguinte:

  • Suécia - 1
  • Hungria - 2
  • Ucrânia - 3
  • Itália - 4
  • Espanha - 5
  • França - 6
  • Roménia - 7
  • Bulgária - 8
  • Bélgica - 10
  • Moldávia - 12

Holanda

As manas OG3NE com o tema "Lights and Shadows" ficou em 11º lugar, com um total de 150 pontos.

O júri holandês foi composto por:

  • John Ewbank - Compositor, produtor
  • Gordon Hendrik Gerardus Groothedde - Compositor, produtor
  • Marjolein Elisabeth Gemma Veronica Johanna Dekkers - Editora chefe Emissora MAX, radialista
  • Erica Greenf13ld - Cantora, compositora
  • Matthijs Jacobus Thomas van Duijenbode - Cantor, compositor, produtor, musico

O quadro de júris holandeses deu a seguinte pontuação:

  • Roménia - 1
  • Bélgica - 2
  • Áustria - 3
  • Austrália - 4
  • Reino Unido - 5
  • Suécia - 6
  • Noruega - 7
  • Dinamarca - 8
  • Bulgária - 10
  • Portugal - 12

A pontuação do público holandês, com a ajuda da comunidade portuguesa na Holanda:

  • Polónia - 1
  • Itália - 2
  • Croácia - 3
  • Suécia - 4
  • Moldávia - 5
  • Hungria - 6
  • Roménia - 7
  • Bulgária - 8
  • Bélgica - 10
  • Portugal - 12

Pontuações oficiais: Eurovision Kiev 2017.

 

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publicado por Portugueses na Holanda, em 14.05.17 às 12:03link do post | | adicionar aos favoritos

Luzes marcam os locais onde caíram as bombas 

14 de Maio, 1940. Amanhece, um dia nublado em Rotterdam. A cidade está tensa e nervosa. Nas margens do rio que passa pela cidade, ouvem-se alguns tiros ocasionais. As tropas nazis tomaram a margem sul há alguns dias atrás. Tentam agora atravessar as pontes para tomar o centro da cidade, mas a resistência evita isso. 

Sem negócios a decorrer nas docas do seu porto, a população vai fazendo a sua vida e esperando que a neutralidade do seu país faça efeito. A Holanda não quer apoiar ou participar qualquer um dos lados nesta guerra que se abateu na Europa.

Ao contrário deles, os nazis pretendem capturar o país. Precisam dele para tomarem as Ilhas Britânicas. 

Meia manhã. General Schmidt, responsável das tropas nazis, faz um ultimato ao Coronel Scharroo, Comandante do Batalhão de Fuzileiros de Rotterdam e aos representantes reais. Ou se rendiam, ou seriam destruídos.

Rendição de soldados holandeses 

O Começo do Pesadelo

Trailer do filme Het Bombardement 

O ultimato não foi levado a sério. Havia que se lutar. Que resistir. Mas não chegava. Foi recusada a rendição da Holanda.

A população, alheia ao que se passava nos bastidores, continuava a sua vida. Nervosos e tensos.

Ás 13:30 e sem que nada fizesse prever, a população ouve os primeiros aviões. Soam os alarmes de ataque logo de seguida e caem as primeiras bombas.

Captura do filme Het Bombardement 

Pânico nas ruas. Fogem, abrigam-se. Uns conseguem, outros são atingidos por explosões ou estilhaços. As primeiras derrocadas de edifícios enchem as ruas com pó, a juntar-se ao fumo e cheiro das explosões.

90 bombardeiros nazis largaram sobre o centro de Rotterdam 97.000 Kg de explosivos por vários minutos. Minutos eternos. Indiscriminadamente atingem pobre e ricos, novos e velhos, escolas e casas, monumentos e comércios. Morrem perto de 1.000 pessoas. São destruídas 25.000 casas, 24 igrejas, 2.300 lojas, 775 armazéns e 62 escolas. As infra-estruturas portuárias são também atingidas. Grandes depósitos de óleos e combustíveis ardem sem controle. O fogo propaga-se à cidade e arde por vários dias. O Inferno abre-se em Rotterdam, deixando 85.000 sem casa.

Incêndios em Rotterdam 

 

O centro histórico e medieval de Rotterdam desaparece. Ao todo, 2.6 quilómetros quadrados são reduzidos literalmente a pó... para todo o sempre.

Maasstation destruída pelo bombardeamento

Destruição do centro dias após o bombardeamento 

 

 

A Rendição

Ás 16:20, em Rijsoord, um pequeno lugarejo a sul da cidade, o Comandante holandês, o General Winkelman, assina a rendição incondicional da Holanda, sob ameaça de mais bombardeamentos em outras cidades do país.

Enquanto em Rotterdam se luta agora contra os incêndios, a Família Real foge do país para Inglaterra, os soldados holandeses rendem-se e a população conhece os seus novos governantes. O Inferno que se abateu sobre Rotterdam, estende-se assim ao resto do país por cinco anos de guerra. A Holanda, que pretendia a neutralidade, é assim invadida pelas tropas nazis, até à sua libertação em 1945. 

Várias imagens de Rotterdam depois do bombardeamento

Homenagem nos 75 anos do bombardeamento

 

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publicado por Alvaro Faustino, em 13.05.17 às 08:00link do post | | adicionar aos favoritos

Aí está um fim de semana com F's para todos os gostos e crenças.

 

Em Portugal, temos Fátima e a visita do Papa Francisco à Cova da Iria. Chegou no Sábado, com toda a pompa, circunstancia, honras de Estado e tolerância de ponto. Mas só para alguns, que há gente que tem de trabalhar. Amanhã continua com a canonização dos pastorinhos Francisco e Jacinta, com toda a transmissão televisiva a toda a hora, para não perderem pitada.

 

Mais logo ao fim do dia teremos outro F. O do futebol. Também poderá haver festa em Lisboa, no país e no estrangeiro. Afinal, dizem os entendidos, são uns bons milhões de adeptos e simpatizantes. Com o jogo entre o Benfica e o Guimarães, num encontro que pode dar a conquista do campeonato à equipa da casa em caso de vitória, está assegurado o segundo F.

 

E claro, que seria de Portugal sem o terceiro F. o do Fado. Um estilo de música. E música teremos nós também no Sábado com a transmissão da final do Concurso da Eurovisão e a participação portuguesa na grande final. Salvador Sobral está de vento em popa com a interpretação da letra "Amar Pelos Dois". Pelo menos nas casas de apostas, já ganhamos. Mas falta o principal. Ganhar mesmo e para isso, nós que estamos no estrangeiro, teremos de votar no Salvador. Porque não ver a transmissão televisiva e votar no nosso cantor português. Para isso terá de ver a NPO1 a partir da 21:00 e ligar para o número de telefone atribuído ao português.

 

 

Mas por aqui em terras holandesas, temos também F's para divulgar. Um é a participação holandesa na final da Eurovisão. Sim, a Holanda também se qualificou para a final do concurso e vai lutar com a portuguesa, entre outras. As finalistas holandesas são um grupo de três mulheres que participam com o nome O'G3NE e interpretam  "Lights and Shadows". Vejam e não se esqueçam de votar... na portuguesa, claro.

 

O do futebol, é só no Domingo. Mais um jogo do Feyenoord em Rotterdam e a possibilidade de festejar a conquista do campeonato holandês na cidade. Esperemos que ganhe, caso contrário, ainda acontece como na semana anterior e partem aquilo tudo no centro.

E Fátima? Não temos o fenómeno, mas temos as Fátimas (no sentido de mulheres) portuguesas na Holanda. Tratem-nas bem e dêem-lhes um carinho. Também é Dia da Mãe no Domingo na Holanda.

 

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publicado por Portugueses na Holanda, em 06.05.17 às 11:15link do post | | adicionar aos favoritos

Interior de um dos estabelecimentos 

Fixem bem o nome, Kringloopwinkel. Ou kringloopcentrum, ou kringloopbedrijf.

É um nome que temos partilhado nas nossas respostas ás mensagens e comentários na nossa página. São poucos os que conhecem a sua função, por isso este artigo sobre estas lojas.

 

O Que São?

Ao contrário das "tweedehands winkels", lojas de segunda mão, as "kringloopwinkels" podem ser traduzidas em português para Lojas de Caridade. São organizações que recolhem e recebem vestuário, literatura, loiças e porcelanas, brinquedos e jogos infantis ou de mesa, mobílias, aparelhos electrónicos, electrodomésticos e que os separam e reparam para os colocar à venda novamente, de forma a angariar fundos para manterem activos os seus projectos sociais de ajuda a doentes, desempregados e sem-abrigo. Todos os artigos colocados à venda estão em condições de utilização.

 

Como Funcionam?

Principalmente à base do voluntariado e qualquer um de nós pode se voluntariar na ajuda e reparação dos artigos. Mas também pode ajudar de outras formas.

Se pretende renovar a sua casa ou guarda-roupa, por exemplo, basta contactar uma destas lojas e eles farão a recolha dos objectos. Se for adepto deste conceito de reutilização, pode também se dirigir a um destes estabelecimentos para comprar os seus produtos. Pretende oferecer um presente a uma criança ou jovem. Brinquedos e jogos estão à venda nos locais. De qualquer uma das formas, estará a ajudar os mais necessitados.

São também locais importantes na preservação do ambiente e reciclagem de materiais. Separam, reciclam e reutilizam todo o que recebem.

 

Brinquedos e jogos infantis também se encontram nestas organizações 

O conceito foi implementado no país nos anos 80 do século passado e cresceu até aos mais de 800 estabelecimentos do tipo na Holanda, espalhados em várias cidades de norte a sul. Muito utilizadores são amantes da reutilização, artistas e coleccionadores, mas a sua especial força humana são os vários desempregados e receptores de subsidio de sobrevivência, que usam estas organizações para prestarem os seus trabalhos voluntários e trajectos de reintegração no mercado de trabalho.

 

Mais informação: Branchevereninging Kringloopbedrijven Nederland - Associação de Organizações de Caridade da Holanda.

 

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publicado por Portugueses na Holanda, em 04.05.17 às 12:00link do post | | adicionar aos favoritos

 

Dia da Lembrança - Dodenherdenking

Um dos muitos cemitérios militares na Holanda

4 de Maio marca a homenagem aos soldados que tombaram na 2ª Guerra Mundial e nas missões militares no estrangeiro.

Um dia que é levado muito a sério neste país. Um dia de respeito e homenagem. A cerimónia oficial é realizada em Amsterdam, na Damplein, em frente ao pequeno monumento aí existente. Com a presença de altas figuras de estado e forças armadas, a cerimónia prossegue com o depósito de uma coroa de flores aos pés do monumento, pelos reis da Holanda, seguindo-se, exactamente ás 20 horas, um período de dois minutos de silêncio, com bandeiras a meia haste, que terminam com o Hino Nacional da Holanda. A cerimónia é transmitida pela televisão nacional. Também ás 20 horas, em todo o país, muitos condutores e camionistas param os seus veículos para prestar os dois minutos de silêncio. Os transportes públicos e agentes da autoridade também cumprem a homenagem.

 

 

Outras Homenagens

 

 Homenagem dos veteranos em Wageningen

Em muitas outras cidades holandesas prestam-se as mais variadas homenagens. Em locais que existam cemitérios militares, são realizadas também cerimónias de homenagem. Gostamos de destacar esta especialmente.

Nas dunas de Waalsdorpervlakte, em Den Haag, realiza-se outra cerimónia, num local carregado de horror, lágrimas e dor.

 Local onde existia a vala comum em Waalsdorpervlakte

Durante a ocupação nazi da Holanda, nestas dunas, foram assassinadas e fuziladas mais de 250 pessoas, entre Março de 1941 e Março de 1945. Os corpos foram depois depositados em vala comum existente no local. A cerimónia, também ela transmitida pela televisão, é realizada com a colocação de flores por familiares dos falecidos, algumas figuras políticas e militares e pessoas comuns e anónimas. Também ás 20 horas são realizados os dois minutos de silêncio, seguidos pelo Hino Nacional.

Bourdonklok, o sino de homenagem 

A curiosidade desta cerimónia é o toque do sino que se encontra no local, chamado Bourdonklok, que chama os presentes a prestar a sua homenagem.

 

 

Dia da Libertação - Bevrijdingsdag

 A Tocha da Liberdade

Logo no dia 5 é dia de festa. A Holanda celebra a sua libertação da ocupação nazi. As várias cidades holandesas foram sendo libertadas ao longo dos meses e semanas anteriores, até que a 5 de Maio de 1945, as tropas canadenses fazem o ultimato ao Almirante Von Friedeburg, chefe maior das tropas nazis na Holanda. Num salão do Hotel De Wereld em Wageningen, o Almirante assina a capitulação e rendição incondicional da suas forças na Holanda. Acabam assim cinco anos de ocupação e guerra. Os militares e holandeses que colaboraram com o inimigo são presos e humilhados publicamente.

 

O dia é visto como um dia de liberdade, democracia e de luta dos Direitos Humanos e embora não seja um feriado oficial, são vários os festivais pelo país. Tudo começa numa cidade diferente todos os anos. Este ano a abertura dos festivais começa em Haarlem, com a presença do Primeiro-Ministro holandês e o acendimento da Tocha da Liberdade. Depois ao longo do dia seguem-se as restantes cidades de: (de norte para sul) Leeuwarden, Groningen, Assen, Zwolle, Almere, Amsterdam, Utrecht, Den Haag, Rotterdam, Wageningen, Den Bosch, Vlissingen e Roermond, com as festividades de música e dança.

 Um dos muitos festivais

As festividades terminam nas margens do Amstel em Amsterdam, com o Concerto da Liberdade, onde actuam este ano, a Orquestra Metropolitana, o Coro Gospel, o elenco do musical Soldaat van Oranje e uma performance do Grupo de Ballet Nacional. Membros do Governo e da Família Real estarão presentes e todo o espectáculo será transmitido na televisão nacional.

 

Outras Celebrações

 

 A chegada das tropas aliadas a Rotterdam

Em outras cidades também se festeja o dia. Wageningen, onde foi assinada a rendição nazi, celebra com uma parada de militares veteranos, por exemplo e em muitos locais, faz-se uma alusão à chegada das tropas aliadas, com uma representação que usa veículos militares e fardas da altura.

 

Mais informação: Nationaal Comité 4 en 5 Mei (também em inglês).

 

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publicado por Portugueses na Holanda, em 29.04.17 às 13:00link do post | | adicionar aos favoritos

Claro que o novo artigo da rubrica Viajar Pela Holanda teria de ser sobre a cidade de Tilburg, que foi a organizadora oficial das festividades do Dia do Rei 2017.

Centro da cidade de Tilburg 

A História

O primeiro documento a referir a cidade surge em 1191, num documento chamado Liber Aureus, que refere um povoamento com o nome de Tilliburgis, mas há evidências arqueológicas, que colocam a presença humana na zona muito antes. Desde a pré-história, há 9.000 anos a.C., que o Homem habita a zona, mais ou menos permanentemente, com grupos de caçadores-recolectores. 

No século XV, a cidade situada na província de Noord Brabant, recebe o seu castelo pela mão de Jan van Haestrecht, um dos Senhores de Tilburg, filho bastardo de  Paulus Pouwels van Haastrecht e Catharina van Naaldwijk. Em 1858 o castelo foi demolido para dar lugar a uma fábrica têxtil, mas ainda é relembrado no seu brasão de armas.

A partir do ano 1600, Tilburg torna-se num importante centro comercial e industrial têxtil da região. Com a lã como principal matéria-prima, só esta cidade arrasou com o comércio da lã no restante país no século XVIII. A 18 de Abril de 1809, o Rei da Holanda, Lodewijk Napoleon Bonaparte, irmão de Napoleão, realiza uma viagem pelas províncias de Zeeland e Noor Brabant para se inteirar dos problemas da região. Nos anos seguintes, um grande investimento em infra-estruturas, saúde e sistema financeiro, foram realizados. A cidade tinha nesta altura, cerca de 9.000 habitantes. Pouco depois, em 1826, Tilburg recebe a ligação em estrada, entre as cidades de Breda e 's-Hertogenbosch e em 1863 é feita a ligação ferroviária a Breda. Em 1916, o Wilhelminakanaal é escavado de forma a desenvolver um porto na cidade. Em 1921 iniciam a construção do principal porto, o Piushaven, que só em 1923 fica pronto para uso, finalizando assim todo o projecto da cidade.

A Hogere Burger School, antigo palácio real 

Com o fim do Império Napoleónico e a implementação da Dinastia de Oranje-Nassau na Holanda, o Rei Willem II faz de Tilburg a sua morada, com a construção de um palácio em 1847. Infelizmente, não chegou a ver a sua conclusão, já que faleceu antes de ficar pronto. A sua família passou as instalações para a cidade, que criou ali a Hogere Burger School, que ainda hoje funciona com o nome de Koning Willem II College. Nesta escola estudou o famoso artista Vincent Van Gogh, entre 1866 e 1868. A Câmara Municipal de Tilburg funciona em parte do edifício e é conhecida como Paleis-Raadhuis.

 

Século XIX chega e Tilburg passa a ser conhecida como a Cidade da Lã. A indústria têxtil tem os seus anos de ouro com a presença de 125 fábricas na cidade. Com tão alto número de fábricas a operar, a cidade cresce em população. Vários trabalhadores e senhores mudam-se para a cidade, fazendo-a crescer, populacionalmente e economicamente, que durou até aos anos 60 do século XX. A partir desta década, a indústria têxtil entra em declínio e muitas empresas acabam por fechar.

 

A Cidade e a Guerra

Ponte demolida pelo exército 

Tal como o resto do país, Tilburg sofre com a 2ª Guerra Mundial. O exército holandês demole a ponte sobre o canal da cidade de forma a dificultar o avanço do exército nazi. Várias vezes bombardeada pelas forças invasoras, os estudantes da cidade foram perseguidos, presos e enviados para campos de concentração ou mortos. A grande maioria destes estudantes fizeram parte da Resistência Holandesa durante os anos de guerra.

A cidade teve os seus heróis e heroínas. Uma das mais famosas é Coba Pulskens, uma simples empregada de limpeza que ajudou judeus na fuga e pilotos aliados abatidos. Acabou por ser apanhada pelas tropas nazis em casa, com três pilotos que ajudava na altura. Os pilotos foram abatidos no local e ela foi enviada para o campo de concentração de Ravensbrück, onde foi imediatamente encaminhada para as câmaras de gás, onde faleceu. Recebeu do Governo Americano, a Medalha da Liberdade a título póstumo. Da parte do Governo holandês, nunca recebeu uma distinção pelos seus actos heróicos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Coba Pulskens (à direita) e o monumento em sua homenagem (à esquerda)

 

A 27 de Outubro de 1944 a cidade é libertada pelas tropas aliadas, mas mesmo assim ainda recebeu dois ataques nazis. Em Fevereiro caem duas bombas na cidade. As temidas V1 e V2 tiram a vida a 44 pessoas.

 

Presente

Com 213.000 habitantes e uma área de quase 89 Km2, tem 9 museus disponíveis e ainda várias igrejas, mosteiros e monumentos alusivos a vários temas. Desde a Natureza, passando pela Guerra Mundial, tem na indústria têxtil o seu principal tema.

A arquitectura moderna também está presente em vários edifícios na cidade e é hoje sede de várias empresas na área tecnológica. É também casa da Universidade de Tilburg e as suas 14 faculdades.

Festividades na Roze Maandag 

Com passeio a pé pelo centro ou arredores em bicicleta, irá descobrir as belezas da cidade muito facilmente. Ao logo do ano são também vários os festivais na cidade. O mais conhecidos e concorridos são a Roze Maandag, o maior Kermis (Feira Popular) do Benelux, organizado em parceria com organizações LGTB. O Carnaval, conhecido na cidade como Kruikenstad. o Festival Mundial, um grande encontro multicultural na área da música. A Hart van Brabantloop, uma marcha de estafetas de 105 Km por 11 cidades da região. E a International Gipsy Festival, um festival de música cigana de vários países.

Para os mais aventureiros, perto da cidade encontra-se o mais famosos parque temático do país. O Efteling, a poucos quilómetros a norte da cidade.

 

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publicado por Portugueses na Holanda, em 26.04.17 às 19:44link do post | | adicionar aos favoritos

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E chegámos ao tão esperado verdadeiro feriado holandês. O Dia do Rei. Antes de tudo, da nossa parte, os nossos parabéns ao Rei da Holanda, Willem-Alexander, que comemora este ano, 50 primaveras.

Sendo uma data tão simbólica, o aniversariante organizou uma espécie de concurso nacional para festejar esta data junto com os seus súbditos holandeses. Ao longo do ano foram sorteadas 50 pessoas em que a data de aniversário é também a 27 de Abril. Os escolhidos serão presenteados com um jantar no palácio real em Amsterdam, juntamente com a Família Real.

 

Tilburg 2017

Antes disso, os festejos oficiais deste ano serão na cidade de Tilburg. 

Para além do Rei Willem-Alexander e Rainha Máxima, acompanhados pelas suas filhas, as Princesas Amalia, Alexia e Ariane, estarão também presentes o Príncipe Constantijn, Princesa Laurentien, Príncipe Maurits, Príncipe Bernard, Princesa Annette, Príncipe Pieter-Kristiaan, Princesa Anita, Príncipe Floris e Princesa Aimée.

 Família Real Holandesa

Tilburg organizou uma festa de rua bastante grande. Com uma duração estimada de duas horas, com inicio às 11:00, onde a comitiva chega no comboio real e é espera na estação central da cidade pelo burgomestre e algumas crianças, partem logo de seguida para as ruas, onde as irão percorrer e ver as várias actuações e demonstrações preparadas, que serão treze no total. Desde desporto, a música e dança, o ponto alto é esperado ás 11:55, onde se farão ouvir 50 pianos a tocar uma peça especialmente criada para o dia.

Perto das 13:00, um concerto final marcará o final das festividades.

Festividades de rua 

Outras Festas

Claro que sim. Para os que não podem ou preferem outros locais, o que não faltará no Dia do Rei é festa. Todas as cidades, todas as províncias, terão mercados de rua, música e festa. Nos grandes centros urbanos podemos encontrar várias feiras populares onde se podem divertir e passar um dia diferente. Em Rotterdam e Amsterdam encontram churrascos na rua, música e dança. As mais movimentadas estarão fechadas ao trânsito e o álcool em certos locais será permitido na via pública.

Uma coisa é certa em qualquer festa, o Laranja é a cor obrigatória, já que é a cor que simboliza a Holanda e a sua Casa Real.

Feira Popular, a Kermis na Dam em Amsterdam 

Meteorologia

Infelizmente a meteorologia não acompanhará as festividades. Estão previstos aguaceiros, que podem ser fortes e acompanhados de queda de granizo e a temperatura máxima, não deve passar muito dos 9º Celsius. Um casaco será obrigatório e um guarda-chuva aconselhado, desde que... cor de laranja, pois claro.

 

A todos, Een Fijne Koningsdag 2017.

 

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publicado por Alvaro Faustino, em 22.04.17 às 17:57link do post | | adicionar aos favoritos

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 Vista sobre a cidade e rio

Iniciamos hoje com este artigo, o nosso novo trabalho sobre o país: Viajar Pela Holanda.

Holanda não é só Amsterdam, Rotterdam, Den Haag ou Utrecht, a chamada Randstad. Não. Há mais Holanda para lá destas cidades. Com os próximos artigos, queremos dar a conhecer a outra Holanda. A menos conhecida.

 

Nijmegen

A cidade milenar.

Com uns belos 2000 anos atingidos em 2005, esta cidade na província de Gelderland, faz fronteira com a Alemanha e foi fundada no século I a.C pelos Romanos como acampamento militar, na fronteira Nordeste do seu Império.

O nome da cidade em holandês provém do latim, Noviômago.

Banhada pelo rio Reno, foi escolhido devido ás elevações existentes, que permitiam uma boa visão sobre todo o vale do delta formado pelos rios Reno e Mosa.

O crescimento da cidade não foi pacifico ao longo dos séculos. No ano de 69, os Batávios, habitantes originais da região, destruíram a cidade romana, mas isso não impediu a sua reconstrução logo depois. No ano 104, o Imperador Trajano oficializa a cidade e o seu nome:  Úlpia Noviômago dos Batavos. A partir dos inícios do século IV, a presença romana enfraqueceu e a cidade passou para domínio do Reino Franco. Devido ao rio e o seu acesso à costa e ao interior do continente europeu, o comércio prosperou e em 1230, o Imperador Sacro Frederico II oficializou definitivamente Nijmegen como cidade, com todos os seus privilégios. Em 1247 a cidade foi dada como garantia de um empréstimo ao Conde de Gelderland. Devido à falta de pagamento deste empréstimo, a cidade ficou assim inserida nesta província. Em 1364, torna-se membro da Liga Hanseática, uma aliança de cidades mercantis para estabelecer e controlar todo o comércio no norte da Europa.

 Bandeira e brasão de Nijmegen

Chega a Guerra dos Oitenta Anos e o comércio na cidade pára. Uma vez que passou a fazer parte da Republica das Províncias Unidas, sofreu vários cercos que mataram o comércio e o motor económico da região. Só a partir da segunda metade do século XIX e inícios do século XX, a cidade voltou a crescer a um ritmo constante, sendo fundada a Universidade de Randboud em 1923. Em 1927 e para facilitar a navegação e comércio, foi aberto um canal de navegação entre o rio Mosa e um dos braços do Reno, o Waal.

Em 1940, Nijmegen é a primeira cidade holandesa a cair nas mãos da Alemanha Nazi, com a 2ª Guerra Mundial. Sendo um dos principais pontos de entrada de abastecimento ás tropas nazis na Europa Ocidental, é fortemente bombardeada pelas forças Aliadas. Em 1944, é palco de uma das mais famosas operações militares da 2ª Grande Guerra. Entre os dias 17 e 25 de Setembro de 1944, mais de 41.000 pára-quedistas são lançados nas imediações da cidade, imediatamente seguidas por duas divisões de infantaria e duas divisões blindadas que estavam estacionadas na fronteira belga-holandesa. O objectivo? Tomar as pontes da cidade e cortar uma das principais veias de abastecimento do inimigo. Com as pontes tomadas, as tropas Aliadas ficariam também com um ponto de entrada na invasão à Alemanha. Foi uma batalha que ajudou à vitória Aliada na 2ª Grande Guerra.

 Complexo universitário

Presente

Hoje Nijmegen é uma cidade próspera. Com a sua Universidade, recebe estudantes de vários países. É casa de cerca de 170.000 pessoas de várias nacionalidades, sendo cerca de 17.000 deles, estudantes universitários. Fresca e jovem, a cidade anda de mão dada entre o passado e o futuro, com vários edifícios e locais históricos e arquitectura moderna. Mais de um milhão de pessoas participam em Julho no evento Quatro Dias de Marcha. A cidade alberga nove museus regionais e muitos locais  e monumentos históricos. No Verão é costume actuarem bandas nas praças e nas dezenas de esplanadas de bares e restaurantes do centro. Para quem prefere a Natureza, Nijmegen oferece uma paisagem de rio, diques, bosques, charnecas e colinas nas suas imediações.

 

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publicado por Portugueses na Holanda, em 09.04.17 às 19:47link do post | | adicionar aos favoritos

 

É a prova rainha do atletismo na Holanda. A Maratona de Roterdão realiza-se anualmente no mês de Abril e é sempre muito concorrida por holandeses e estrangeiros.

Este ano, e para não variar, correm portugueses na prova principal e nas provas secundárias. 

Já fizemos história nesta prova. Em 1985, Carlos Lopes vence-a e quebra o recorde da prova e depois, Domingos Castro em 1997. Também elas já fizeram história. Rosa Mota em 1983 e Aurora Cunha em 1992, ao ganharem a prova feminina.

 

A Prova de 2017

Este ano, participaram 13065 atletas e os cinco primeiros lugares pertenceram a quenianos, sendo o primeiro com um tempo de 2:06:04, do atleta Marius Kimutai. Nas mulheres, Meskerem Assefa da Etiópia foi a vencedora, com um tempo de 2:24:18.

Mas e portugueses. Vamos aos portugueses na prova principal. Primeiro as senhoras:

 

Apenas duas participantes a mostrarem o que valem.

  1. Liliana Louro, de Lisboa, com um tempo de 3:59:05 na posição 5193 na geral de qualificação.
  2. Tatiana Louro, de Lisboa, com um tempo de 4:41:34 na posição 10117 na geral de qualificação.

Quanto aos homens temos as seguintes qualificações e tempos dos três primeiros.

  1. Luís Pereira, Matosinhos. 43º posição, com o tempo de 2:30:19
  2. Vasco Batista, Famalicão. 63º posição, com o tempo de 2:35:47
  3. Nelson Santos, Lisboa. 166º posição, com o tempo de 2:47:07
  4. Joaquim Castela, Lagos. 256º
  5. Francisco Antunes, Mafra. 266º
  6. Ricardo Oliveira, Marinha Grande. 268º
  7. Hugo Dourado, Lisboa. 517º
  8. Paulo Pires, Charneca da Caparica. 586º
  9. Jorge Caiado, Oeiras. 623º
  10. Carlos Cabrita, Faro. 787º
  11. José Santos, Almada. 883º
  12. José Silva, Porto. 1159º
  13. Rui Freitas, Oeiras. 1199º
  14. Ângelo Felgueiras, Parede. 1545º
  15. Afonso Lopes, Massamá. 2157º
  16. José Miranda, Cotovios. 2231º
  17. Paulo Barbosa, Valongo. 2263º
  18. António Pereira, Loures. 2323º
  19. Fernando Alves, Tallaght. 2530º
  20. Jorge Correia, Sabugo. 2748º
  21. Nuno Marcal, Lisboa. 2793º
  22. Hugo Sousa, Valongo. 3035º
  23. Domingos Rodrigues, Belas. 3366º
  24. Miguel Barreiros, Sintra. 3522º
  25. José Mendes, São Pedro da Cova. 3678º
  26. Sérgio Magalhães, Igrejinha. 3959º
  27. Martim Carvalho, Lisboa. 4610º
  28. Nuno Clemente, Lisboa. 4796º
  29. Francisco Rodrigues, Sobreda. 5487º
  30. José Bonito, Amadora. 5702º
  31. Renato Carvalho, Condeixa-a-Nova. 5790º
  32. Ricardo Areias, Valongo. 6065º
  33. Luís Vicente, Lisboa. 7078º
  34. Rui Melo, Lisboa. 7175º
  35. António Lima, Funchal. 7790º
  36. José Morga, Setúbal. 8132º
  37. Sebastião Carvalho, Lisboa. 8932º
  38. Charles Saunders, Loulé. 9383º
  39. Francisco Batista, Amadora. 9648º
  40. Luís Carvalho, Lisboa. 10256º
  41. João Martins, Lisboa. 11663º

A todos, os nossos parabéns pelo esforço, garra e participação na prova.

 

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publicado por Alvaro Faustino, em 09.04.17 às 13:33link do post | | adicionar aos favoritos

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Biblioteca de Roterdão. Não confundir com a Rotterdam Bibliotheek da Hoogstraat no centro da cidade. Não, esta é diferente porque é portuguesa.

 

Três amigas de Belas Artes juntam-se no projecto. A Andreia Costa, a Patrícia Pinheiro de Sousa e a Constança Saraiva, são as mentoras e criadoras da ideia e do espaço. Num apartamento da Mauritstraat, juntam crianças e graúdos de várias nacionalidades. Portugueses, Cabo-verdianos ou Brasileiros, todos com uma coisa em comum: A Língua Portuguesa. São lidos livros infantis ás crianças, acompanhadas por vezes com outras actividades. Música, pintura, colagens. Aqui dão asas à imaginação enquanto pais e educadores trocam ideias e experiências. Aqui partilham-se e aproximam-se culturas em português, com uma adesão crescente de participantes.

 

 

O Projecto

Uma das razões para o aparecimento deste projecto em Outubro de 2016, deve-se ao facto de crianças, principalmente as de pais de diferentes nacionalidades, não perderem o contacto com o idioma de um dos pais. Isso não impede as crianças de pais onde ambos falem português de participarem e terem mais contacto com o idioma e outras culturas. No dia da nossa visita, por exemplo, foi lida uma história infantil cabo-verdiana. Tufas, A Princesa Crioula, de Dai Varela com ilustrações de Alberto Fortes, trazida por uma das mães.

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Tufas, a Princesa Crioula, de um jovem autor infantil cabo-verdiano 

As leituras são realizadas de 3 em 3 semanas e sempre partilhadas pela página do Facebook da Biblioteca Roterdão e contam com o voluntariado e boa vontade de quem participa, seja um bolinho caseiro ou ajuda nas actividades. Com parcerias das escolas portuguesas de Amsterdam, Rotterdam e Den Haag, deslocam-se por vezes a estas para actividades com os miúdos. De inicio, com uma pequena caixa de livros, têm hoje alguns problemas de logística neste tipo de deslocações, com as já centenas de obras infantis que possuem.

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 Pintura, recorte e colagem são outras das actividades do espaço cultural

Segundo a Andreia e a Patrícia, com quem falamos, procuram sempre ajudas para manter o projecto vivo e encontraram em algumas editoras portuguesas, a doação de livros de histórias infantis. O Instituto Camões ajudou com a preservação e encadernação dos livros e o Arte Institute de Nova Iorque apoiou-os com as estantes de exposição, mas é com todos nós que o projecto vive. Podem sempre ajudar com um donativo ou com a doação de livros infantis em português ou outros para adultos, que são vendidos para apoiar e financiar a continuação do projecto. Estão sempre abertos a ideias e participações de pessoas, autores ou artistas exteriores.

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 Alguns dos livros disponíveis

A requisição dos livros pode ser feita mediante o pagamento de uma pequena anuidade de 12 Euros.

 

O Futuro

Para o futuro e com a ajuda da Gemeente de Rotterdam, esperam encontrar um espaço mais adequado ás actividades que se propõem e de funcionamento permanente. Não esperando uma exclusividade de biblioteca, planeiam dar acesso a outras actividades em torno da literatura, como por exemplo, encadernação ou ilustração de livros.

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